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PO – Como surgiu o interesse do AxialPar em investir na Rio de Una? |
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| RW - Foi um projeto apresentado à Axial através do Marcos Canto da White Martins que conhecia o Marco Giotto, ex-White, e estava costurando contatos com agentes que poderiam agregar ao projeto e contribuir na elaboração e execução do plano de negócios. Tínhamos já ouvido falar anteriormente sobre o projeto através do FINEP que aprovara um financiamento numa fase anterior à nossa entrada. | |||
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Foi nos apresentado o
Business Plan e além dos números e planos de crescimento e expansão
ficamos muito interessados na Rio de Una por causa da proposta de produção
em sistema orgânico por um lado e por outro pela base produtiva em si,
que hoje conta com 22 pequenos produtores familiares e deverá ser
expandida a um número de 150 a 180 parceiros. A perspectiva que estes
produtores venham a adquirir os conhecimentos necessários através da
própria Rio de Una para produzir alimentos saudáveis em harmonia com a
natureza e auferir uma renda que lhes permita viver de maneira digna na
e da terra, de poder alimentar e educar seus filhos e construir um
futuro para estes, foi um elemento que pesou muito na avaliação da
oportunidade pela Axial. Sabemos que com o crescimento projetado para a Rio
de Una não será possível ter em todas as fases toda a matéria prima
orgânica, pois precisamos nos abastecer de fornecedores eventuais
quando surgem gargalos de abastecimento. Por isso, no momento, estamos
trabalhando com alguns produtos orgânicos processados para varejo, ao
lado do convencional. Na área industrial, nossos produtos até podem
ser de produção orgânica, porém não são “vendidos” como tais já
que não podemos garantir o abastecimento orgânico com a base produtiva
atual. |
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| PO – Qual a visão da AxialPar quanto ao mercado de verduras e legumes processados (orgânicos)? As perspectivas para comercialização de orgânicos processados no mercado interno são positivas, mesmo diante da atual concorrência já existente, principalmente em São Paulo? | |||
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O
produto da Rio de Una, processado e já pronto para consumo, oferece o máximo
de qualidade com um mínimo de trabalho e perda de tempo. O
estabelecimento de um vínculo com o consumidor e/ou cliente, para que
identifique o seu produto com os benefícios que lhe convêm, é
fundamental. Especialmente num mercado que seguramente será afetado pela
queda de poder aquisitivo que está pintando pela frente. A disputa pelo
real disponível no bolso do consumidor se dará através de setores, não
limitado ao setor de orgânicos ou de verduras e legumes em geral. |
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| PO – Quais os principais desafios da cadeia produtiva orgânica, no caso de uma empresa como a Rio de Una? | |||
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RW
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Desafios
operacionais e estratégicos sem dúvida são em primeira linha o
estabelecimento e manutenção de uma base firme de parceiros orgânicos,
tecnicamente eficientes e financeiramente sadios, com um relacionamento de
transparência e confiança, para construir uma dependência mútua na
base do ganha-ganha; um segundo grande desafio é a logística, tanto do
ponto de vista de custos como de qualidade quanto a regularidade e confiança
e manutenção da cadeia de frio. Mas
o grande desafio mesmo está no ajuste fino do crescimento: para qualquer
empresa que atinge um certo tamanho, a perspectiva normal é de ser maior.
Quando uma empresa chega aos limites de sua participação num mercado
puramente local, o lógico é a expansão para novos mercados. O problema
é que o crescimento para um mercado regional ou supra-regional não é
linear, ele é aos saltos. Todos em princípio querem crescer e
simplesmente crescer em vendas não é tão difícil assim. O duro é
dosar o crescimento sem estourar custos e/ou capital de giro, saber onde
pré-investir, onde investir a curto e a médio prazo. O
desafio é planejar a relação entre massa crítica e custos para entrar
em novos mercados, ter uma base produtiva e de logística que seja compatível
com a expansão territorial e o crescimento dos volumes, montar uma
estrutura para e acompanhar o trabalho do dia-a-dia à distância. No
caso específico da Rio de Una o investimento na unidade industrial já é
um fato. Quem sabe o mais fácil: é orçar, botar dinheiro e construir.
Agora vem o aprendizado e o desafio: como otimizar processos, mix de
produtos, reduzir custos, aumentar rendimentos, enfim conseguir a excelência
produtiva? Como expandir para novos mercados sem estar com o caminhão
refrigerado sendo ocupado apenas em 50%, quais clientes em que mercados
trabalhar e porquê? Entrar só com orgânicos, só com convencional, os
dois em paralelo? Acreditamos
que por não sermos ainda 100% orgânicos, temos mais flexibilidade para
alcançar volumes que nos dêem um retorno seguro quando expandirmos
geograficamente. Fazer a migração do convencional para o orgânico nos
parece mais lógico do que o inverso: para empresas já posicionadas no
mercado orgânico isto deve ser mais difícil em termos de manutenção de
imagem. Vamos usar estas vantagens competitivas para construir nossas
novas bases, a partir das quais pretendemos atender e fidelizar novos
clientes com produtos produzidos respeitando o homem e a natureza, saudáveis,
prontos para consumo, e de qualidade primorosa. |
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