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Os sistemas
agroflorestais, além de variáveis, são muito flexíveis,
permitindo a utilização de espécies e ecossitemas de todo o
mundo. Essa flexibilidade, ao mesmo tempo em que gera uma
liberdade de ação para o produtor, impossibilita apelação a
qualquer tipo de manual ou "receita" sobre qual a melhor
maneira de se implantar e conduzir o sistema. Para cada local deve
ser encontrado um manejo específico e preferencialmente baseado
nos princípios agroecológicos, a fim de garantir a produção de
alimentos de alta qualidade biológica aliada à uma estabilidade
ecológica e sócioeconômica da produção no longo prazo.
Ajustando-se de acordo com o tamanho da propriedade e com o nível
econômico dos gerenciadores do sistema, os SAFs podem atender
desde agricultores familiares em pequenos hortos caseiros até
grandes empresas em plantações florestais.
De acordo com os pesquisadores
Eduardo Mendonza e Maria Bertalot, os benefícios gerados pelos
SAFs, podem ser divididos em dois aspectos : biológico e
sócioeconômico. Veja, a seguir, cada aspecto descrito
com detalhes.
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