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Agrotóxicos:
porque não são usados na Agricultura Agroecológica. |
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O
pesquisador francês Chaboussou verificou que existe uma
relação direta entre a suscetibilidade das plantas ao ataque
da pragas e doenças e a utilização dos agrotóxicos.
Chaboussou constatou que o uso de tais produtos para combater os
organismos vivos prejudiciais às lavouras acabavam prejudicando
também as próprias plantas de interesse comercial para o
agricultor. Isso porque os agrotóxicos provocam modificações
no metabolismo das plantas que acabam ficando com sua seiva
cheia de açucares solúveis e aminoáciodos livres. Tais
substâncias , em excesso, são detectadas pelos sensores
bioquímicos dos insetos que atacam preferencialmente essas
plantas, já que não têm capacidade de se alimentar de
proteínas e outras moléculas mais complexas. Desta forma, o
uso de agrotóxicos favorece um desequilíbrio metabólico nas
plantas que as tornam mais suscetíveis de serem atacadas por
insetos e outros mecanismos prejudiciais. |
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Isso porque os
agrotóxicos provocam modificações no metabolismo das plantas
que acabam ficando com sua seiva cheia de açucares solúveis e
aminoáciodos livres. Tais substâncias , em excesso, são
detectadas pelos sensores bioquímicos dos insetos que atacam
preferencialmente essas plantas, já que não têm capacidade de
se alimentar de proteínas e outras moléculas mais complexas.
Desta forma, o uso de agrotóxicos favorece um desequilíbrio
metabólico nas plantas que as tornam mais suscetíveis de serem
atacadas por insetos e outros mecanismos prejudiciais. |
| Por
outro lado, uma planta equilibrada na sua composição de
açúcares solúveis, aminoácidos livres e proteínas, não é
nutritiva nem tampouco atrativa para os insetos , visto que
estes não têm a capacidade de decompor as proteínas vegetais.
Assim, de modo semelhante a um ser humano bem alimentado em
quantidade e qualidade, as plantas também serão mais
resistentes e até imunes ao ataque de pragas e às doenças. E
este equilíbrio metabólico na agricultura só é obtido
através de práticas (como o manejo e conservação do solo,
adubação, rotação e consorciação de culturas) que estejam
inseridas dentro de uma visão integradora que trate não apenas
das lavouras e das criações, mas também que considere toda a paisagem
agrícola, a fim de harmonizar a produção de alimentos com
a manutenção dos ecossistemas naturais.
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Equilibrar
o sistema de produção, tomando como ponto de partida um
criterioso e constante trabalho de construção e manutenção
da estrutura, fertilidade e vida do solo constitui o objetivo
ecológico da Agroecologia. Como na cura de qualquer vício,
será preciso que o agricultor ensine as plantas a desenvolverem
mecanismos próprios de defesa e a se fortalecerem através do
que extraem do solo para não mais dependerem da falsa
proteção que os agrotóxicos oferecem. Falsa porque matam as
pragas, mas não resolvem a origem do problema: o desequilíbrio
metabólico nas plantas gerado, por sua vez, pela degradação
do solo e dos ecossistemas presentes na paisagem agrícola.
Desta forma, trabalhando o conjunto de sua propriedade dentro
dos princípios agroecológicos e estimulando o desenvolvimento
de plantas saudáveis e bem nutridas, o produtor se beneficiará
duplamente: resolve as verdadeiras causas dos ataques de pragas
e doenças e se liberta da maléfica dependência dos
agrotóxicos. |
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