1.842 pessoas presentes na BioFach América Latina 2004!
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A presença do Ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto,  do Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, assim como da Governadora Rosinha Garotinho na abertura da BioFach América Latina 2004, reflete a atenção que as políticas públicas estão dedicando ao setor orgânico. Segundo Pedro Santiago, presidente da Câmara Setorial de Agricultura Orgânica, a BioFach América Latina já pode ser considerada oficialmente a Feira de Negócios do setor orgânico.

A Governadora Rosinha Garotinho e Rosina Guerra que deu as boas vindas na abertura da BioFach América Latina.

Na BioFach América Latina 2004 foi montada uma rodada de negócios SEBRAE/ EUROCENTRO que permitiu, num contato preliminar, o registro  cerca de 480 contatos.  As rodadas aconteceram durante os dias 8 e 9 de setembro em sala especialmente dedicada a este fim.

Lojas, restaurantes e comercializadores de produtos orgânicos entraram em contato com as centenas de produtores que circulavam no evento.

O Ministro Roberto Rodrigues anunciou  que o governo federal vai ampliar para R$ 2 milhões os recursos que serão aplicados no setor em 2005. Em 2004, os  investimentos deverão ficar em R$ 400 mil. Segundo o Ministro, o dinheiro anunciado vai irá garantir o desenvolvimento de ações do Pró- Orgânico como treinamento e capacitação de agricultores e organização de associações para facilitar a comercialização dos produtos, um dos principais problemas enfrentados pelo setor para conseguir a popularização dos produtos. Roberto Rodrigues disse que o fato do Pró-Orgânico ter sido incluído no Programa Plurianual (PPA) mostra o compromisso do governo com o setor. "Agricultura orgânica é uma prioridade do governo Lula", garantiu.

Ministro Miguel Rossetto e José Batista
no estande do Ministério do Desenvolvimeto Agrário

O Ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto,  afirmou que o apoio à agricultura agroecológica é uma estratégia de desenvolvimento do Brasil. Rossetto destacou que a regulamentação da Lei de Agricultura Orgânica está sendo feita na Câmara Setorial em diálogo aberto com os próprios interessados, os produtores e especialistas da área.
 A idéia é assegurar ao consumidor um padrão adequado dos alimentos.

O ministro chamou atenção para que a certificação dos produtos não seja um instrumento de exclusão de produtores de agricultura familiar, que em geral trabalham com baixos recursos. "Esse deve ser um processo no sentido da inclusão, por isso a idéia de fazermos a certificação solidária", disse o Ministro Rosseto em seu discurso.

O gerente executivo do Pró- Orgânico e da Câmara Setorial, Rogério Dias informou que a lei já define que produtores de agricultura familiar que vendam os produtos direto aos consumidores não precisam da certificação para comercializar os produtos, mas precisa estar vinculado a uma associação qualquer. "Esse produtor precisa estar organizado e ter uma estrutura social que permita que o consumidor vá a sua propriedade se quiser verificar".

Ministro Roberto Rodrigues visitando o estande
do Ministério da Agricultura

Secretario de Agricultura RJ , Christino Áureo , Heike Slotta (NurembergMesse),
Rogerio Dias (MAPA) Maria Beatriz Costa (Planeta Orgânico) e Celina Vargsa (SEBRAE-RJ)

Representando a Nuremberg Global Fairs estava presente Heike Slotta, diretora da Nuremberg Messe, que declarou estar agradavelmente surpreendida com o movimento da BioFach América Latina.

No dia da abertura do evento, Heike Slotta convidou a Governadora Rosinha Garotinho e o Secretário Christino Áureo para a BioFach Nuremberg 2005, quando o Brasil será o país do ano. Convite feito, convite aceito!
 

 Secretário Christino Áureo mostrando à Governadora Rosinha Garotinho hortaliças orgânicas do Estado do Rio de Janeiro

Segundo dados da Agência de Promoção às Exportações (APEX), as exportações de orgânicos representam US$ 115 milhões.
Em seminário APEX realizado durante a BioFach América Latina,  o diretor da JETRO, Hiroyuki Yokoyama, apresentou aos produtores as exigências para a entrada de novos produtos no mercado japonês. Apesar das dificuldades, Yokoyama deixou claro o interesse do país na compra de produtos de qualidade.
A coordenadora de projetos de  produtos orgânicos da Apex, Liliane Rank lembrou que na segunda quinzena de setembro, haverá a BioFach Japão e esta será mais uma oportunidade de aproximação entre os produtores brasileiros do mercado japonês com expectativas de aumento das exportações.

Pelo Planeta Orgânico, Alvaro Werneck  esteve presente na BioFach Japão em Tóquio,  já divulgando a BioFach América Latina 2005.

   

No estande do SEBRAE também foram feitos vários contatos. Um exemplo destes contatos foi o de Milton Ribeiro, da empresa Natuceres (Paraná) que estava satisfeito com o trabalho que vem realizando junto com a instituição. A empresa foi a primeira a obter a certificação do Instituto Biodinâmico (IBD) para a venda de açúcar mascavo orgânico, e conseguiu entrar no mercado japonês. Junto ao  Sebrae tem obtido apoio para melhorar sua estrutura e já recebeu também a certificação JAS do governo japonês, tendo prevista para 2005  a exportação de um lote de cachaça para aquele país.

O Diretor do SEBRAE Nacional Luiz Carlos Barbosa, Heliana Marinho e Celina Vargas  (SEBRAE-RJ)  no estande do SEBRAE

Imagem da Apresentação de Udo Censkowsky-Mercabio

A América Latina tem ótimas perspectivas de exportar seus produtos orgânicos segundo apresentação de Udo Censkowsky durante a BioFach América Latina 2004.

Entretanto, até chegarmos à realização de negócios concretos e duradouros, algumas etapas precisam ser cumpridas, muitas delas apontadas durante o evento
.

Brasil ocupa primeiro lugar em opção para investimentos em 2004/2005

Falta de dados precisos sobre a produção orgânica brasileira é um dos gargalos para o crescimento do setor
Enquanto Argentina e Uruguai já apresentam dados precisos de sua produção orgânica, o que facilita o fluxo de negócios, o Brasil ainda não tem um cadastro de sua cadeia produtiva orgânica. Este ponto foi levantado durante apresentação de Celina Vargas, diretora do SEBRAE-RJ.

O SEBRAE, com sua capilaridade total no Brasil, atendendo a todos os estados  através de suas agências e uma rádio, será um importante parceiro nesta iniciativa de promover um banco de dados da cadeia produtiva do setor orgânico.Celina apontou também a posição que Brasil ocupa como destino de investimento, assim como nossa biodiversidade sendo uma vantagem competitiva a ser explorada.

Um banco de dados da cadeia produtiva orgânica do Brasil será um dos pontos do Programa Pró-Orgânico, disse Rogério Dias, Ministério da Agricultura.

Clique aqui para a palestra de Celina Vargas

 

Feiras, Domicílio, Merenda Escolar, Refeição Industrial, Lojas e Restaurantes crescem como canais de comercialização
Feiras livres e entrega em domicílio ganham cada vez mais espaço como canais de comercialização de produtos orgânicos.As apresentações do Sítio do Moinho, Sítio a Boa Terra (Brasil) e Rincón Orgánico (Argentina) abordaram a entrega em domicílio, cada um com suas características de operacionalizar a entrega.

Jefferson Steinberg (AAO), Roberto Selig (ABIO) e Paulo Lenhard (ECOVIDA) falaram sobre o crescimento das feiras livres onde produtores orgânicos entram em contato direto com os consumidores, estimulando a confiança e a fidelização.

Roberto Selig (ABIO) levantou a questão das embalagens de plástico como um problema a ser resolvido, pois traz uma mensagem contraditória para o consumidor.

A apresentação de Wilson Schmidt sobre Merenda Escolar teve o efeito positivo de sensibilizar representantes de prefeituras a estudar esta opção nas suas escolas.

Exemplo de Feiras de Produtos Orgânicos apresentado por Paulo Lenhard (ECOVIDA)

A propósito de merenda escolar, o Secretário de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, Christino Áureo, anunciou em sua apresentação do dia 09 de setembro, que produtos orgânicos estarão nas merendas das escolas do Estado do Rio de Janeiro ainda em 2004.

Nora Pouillon trouxe a experiência de seu restaurante Nora´s, o primeiro restaurante certificado dos Estados Unidos, com 95% dos produtos certificados, inclusive as toalhas das mesas.

Carolla Strassner (Alemanha) trouxe estudos de casos de restaurantes, hotéis, pousadas em diversas países que estão oferecendo produtos orgânicos como valor agregado de seus serviços, as abordagens inovadoras e as soluções encontradas.

Supermercados ainda não tem mix de produtos orgânicos que atenda à demanda no consumidor

Jorge Jorqueira (Peru) falou sobre a Eco-Lógica composta por 25 sócios, entre produtores, ONGs e Associações que atende a supermercados no Peru. Jorge disse que é necessário uma certificação para abastecer os supermercados.
No painel dos Supermercados Ana Maria Fanelli do Supermercado Santa Luzia (São Paulo) abordou a forte participação dos hortifrutis no total de vendas dos produtos orgânicos e apontou a quebra no abastecimento como um dos problemas a ser resolvido.

Arnaldo Eijsink (Carrefour) e Jaime Xavier (Zona Sul) trouxeram pesquisas com consumidores. Arnaldo mostrou também o crescimento do consumo de carne orgânica.

Jaime Xavier mostrou como o Zona Sul, através de refinado banco de dados, pode mensurar a demanda por produtos orgânicos de seus consumidores, detalhando os bairros onde há maior procura por determinados produtos.

O espaço Zona Sul na BioFach América Latina foi dos mais movimentados, não apenas pela degustação das saladas orgânicas elaboradas pelo Chef Joel Guérin, como também pelos contatos realizados entre produtores e este supermercado.
 

Degustação de Saladas Orgânicas no Espaço Zona Sul dentro da
BioFach América Latina 2004

Pesquisas mostram o desafio de estruturar mercados locais fortes e agregar valor às tradições.
Maria Fernanda Fonseca ( Pesagro) e Carlos Armênio (IAPAR) mostraram a importancia de se investir em pesquisa para o  desenvolvimento do setor orgânico do Brasil. Ambos promovem projetos em parceria visando a promoção de pequenas unidades de produção e o aprimoramento da tecnologia.

Pipo Lernoud (Argentina), Ricardo Trippia (Embrapa), Alberto Levy (IMO/IFOAM) trouxeram tabalhos e pesquisas com foco principalmente no pequeno produtor. Pipo lembrou a necessidade de preservar as culturas regionais em tempos de globalização. A apresentação de  Ricardo Trippia mostrou o projeto em rede da EMBRAPA
"Desenvolvimento Tecnológico de Produção Agropecuária Sustentáveis" com a participação de 135 pesquisadores.

No Painel Latino-Americano, coordenado por Pedro Landa (Certificadoras Latinoamericanas), foi apresentado o Projeto BioFach America Latina por Udo Censkowsky e Alvaro Werneck, onde os seminários BioFach América Latina fazem parte de uma rede latinoamericana de trocas de experiências. Estes Seminários estarão sendo divulgados a partir de outubro de 2004 no site da BioFach America Latina.
 

Pedro Landa fez uma apresentação sobre a Certificação Orgânica na América Latina, onde lembrou que a maioria dos produtos orgânicos da América Latina são exportados sem nenhum valor agregado.

Graciana de Grau (Eurocentro/Mendoza) e Emilio Ruz e Pedro Gomez(PROCISUR) falaram da necessidade de estratégias mais eficazes para a consolidação dos mercados que a América Latina já conquistou. A próxima BioFach América Latina em 2005 deverá ser o fórum para apresentação dos temas levantados neste dia 08 de setembro de 2004, na sala A.
 

Pedro Landa ( Certificadoras Latinoamericanas), Gracian de Grau (Eurocentro), Udo Censkowsky (Mercabio) e Alvaro Werneck ( Planeta Orgânico)

Dinamismo dos mercado orgânicos na Europa e Ásia são oportunidades para produtores da América Latina
Udo Censkowsky abriu as palestras do dia 09 de setembro trazendo estatísticas dos mercado orgânicos da Europa e da Ásia.

Uma das tabelas apresentadas mostra os diferentes estágios em que se encontram os mercados orgânicos da Europa.

Conforme mencionado no início desta matéria, Celina Vargas procurou mostrar, dentro das limitações dos dados disponíveis, um Perfil do Brasil Orgânico.Embora faltando as estatísticas oficiais, já podemos dizer que o Brasil ocupará  lugar importante no cenário internacional orgânico.
 

Katherine DiMatteo (Estados Unidos) mostrou que mercado orgânico é o segmento que mais cresce nos Estados Unidos em vendas de alimentos (20% em 2003) e quase 44% de sua população já consome produtos orgânicos.

Orgânicos: o segmento que mais cresce nos Estados Unidos

20% de crescimento ao ano desde 1990
O maior mercado do mundo para alimentos orgânicos
Estimativa de 20 bilhões de vendas em 2005

O Planeta Orgânico estará divulgando a BioFach América Latina 2005 na BioFach America em Washington, de 15 a 17 de outubro de 2004.

Clique aqui para reservar seu espaço  na BioFach América Latina 2005

Bernward Geier (IFOAM) considera impossível a co-existência de orgânicos e transgênicos,  rebatendo a argumentação que é a produção transgênica é necessária para combater a fome no mundo." Agricultura orgânica não é um luxo e sim a única solução possível para combater a fome e pobreza" disse Bernward Geier.

A produção do Estado do Paraná e seu investimento na criação do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia, foram apresentados por Iniberto Hamrerschmidt e  Filipe Braga Farhat. A criação deste Centro Paranaense reflete o compromisso do Governo do Estado do Paraná com a agricultura orgânica.

O Secretário de Agricultura do Estado do Rio de Janeiro, Christino Áureo, destacou que até então a agricultura orgânica do Estado do Rio de Janeiro não havia recebido o incentivo que vem obtendo do governo atual , apresentando as condições do programa Cultivar Orgânico, com uma taxa anual de 2%, a menor da América Latina segundo Christino.

 

Marcio Montella apresentou as linhas de crédito do Banco do Brasil para a produção orgânica assim como as atividades do Banco do Brasil na agropecuária. Em seguida, pelo Ministério da Agricultura, Pedro Santiago e Rogério Dias apresentaram o Programa de Desenvolvimento da Agricultura Orgânica ao qual o Ministro Roberto Rodrigues se referiu na abertura do evento.

A Dimensão Social da Agricultura Orgânica

Walter Bianchini (Ministério do Desenvolvimento Agrário) falou das linhas de crédito do PRONAF para a agricultura familiar e os programas de assistência técnica e capacitação para agricultura orgânica. Também pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário falaram Vital de Carvalho Filho e Jean Pierre Medaets, destacando o empenho do Ministério do Desenvolvimento Agrário em promover a inserção da agricultura familiar no mercado de produtos orgânicos, nacional e internacional. A agricutura familiar ocupa mais de 30% da área do país.

Ainda dentro do conceito Dimensão Social da Agricultura Orgânica apresentaram seus casos Agropalma e Fazenda Tamanduá. A Agropalma que mostrou como implantou nesta empresa a cultura da palma orgânica na Amazônia e o seu compromisso com a responsabilidade social e ambiental, que já apresenta resultados de exportação para os Estados Unidos.

A Fazenda Tamanduá, certificada como propriedade Demeter, destacou as atividades sociais e a promoção da cultura e lazer, que trouxeram para a Fazenda Tamanduá o selo Fairtrade em novembro de 2003.Exportando para Europa desde 2002, a Fazenda Tamanduá também está apostando no mercado interno com suas mangas, queijos e mel.

May Waddington apresentou o caso das quebradeiras de Côco do Maranhão, trazendo um vídeo que sobre o trabalho desta cooperativa para recuperar o solo degradado pela pecuária.

Angela Küster falou sobre o projeto desenvolvido pelo DED em parceria com a Fundação Konrad Adenauer para promoção da agricultura familiar, que tem apresentado resultados concretos no Nordeste.

Alexandre Harkaly falou sobre o lançamento do selo ECO-SOCIAL para complementar a certificação orgânica.A tendência do consumidor em buscar conhecer a responsabilidade social das empresas motivou o IBD a criar esta complementação para seus certificados.

Desenvolvimento do Mercados Orgânicos no Brasil
No dia 09 de setembro a manhã da sala A foi ocupada pelo tema  Desenvolvimento dos Mercados Orgânicos no Brasil, com a moderação de Fabio Ramos (Agrosuisse). Renato Hauptmann  pela AECO apresentou a missão e os objetivos da Associação do Agronegócio Certificado Orgânico. Em seguida, pelo GAO ( Grupo de Agricultura Orgânica) Rogério Rosa destacou a tarefa atual do GAO em contribuir para a construção de um marco legal da Agricultura Orgânica, fundamental para a consolidação do setor.
Nelton Friedrich trouxe o Projeto de Agricultura Orgânica da Itaipu Binacional, com destaque para o programa CULTIVANDO ÁGUA BOA,  que está sendo implantado na bacia hidrogáfica do Paraná III. Nelton apontou a situação perigosa que vivemos por descuido com a qualidade da água.
O Brasil tem 53% dos recursos hídricos da América Latina.

Walmir de Oliveira (COOPERVIDA-Bahia) apresentou como foi formada a Cooperativa Agropecuária Familiar Orgânica do Semi-Árido, fundada em 1999, seus resultados até hoje e seus planos para o futuro.

 
Helmar Potraz trouxe a história e o projeto da APSAD-VIDA do Município de Santa Maria do Jetibá,  que desde 1985 escolheu a agricultura orgânica como modo de produção, merecendo o prêmio Mario Covas, pelo melhor projeto da Região Sudeste.

Nílton Salomão (EMATER-Rio) apresentou o Programa CULTIVAR ORGÂNICO e destacou a atuação do Município de São José do Vale do Rio Preto (RJ)  que também foi merecedor de prêmio por sua produção orgânica ( Prêmio Caixa de Melhores Práticas em Gestão Local)

A cooperação alemã apoiando a agricultura familiar foi apresentada por Marin Gardemann (DED, DEG e Nuremberg Global Fairs/BioFach), buscando sensibilizar parceiros para o tema da comercialização e estimular discussões quanto ao fomento de políticas públicas para agricultura ecológica.
 

Orgânicos & Conscientização do Consumidor
Na BioFach América Latina 2004, a  manhã do dia 10 de setembro foi ocupada por palestras dedicadas ao consumidor e seu comportamento.

Moacir Darolt fez uma apresentação interativa com a platéia que começou com um exercício de relaxamento. Em seguida Darolt falou sobre os hábitos de consumo e as características de dois tipos de consumidores orgânicos: o novo (ocasional)  e o antigo (regular).

Darolt trouxe a experiência da ACOPA (Associação dos Consumidores Orgânicos do Paraná) e os resultados positivos que esta Associação vem obtendo junto aos consumidores.

Entre as dificuldades apontadas por Darolt para o crescimento do setor a falta de informação ao consumidor é uma das principais.

 

Pelo Planeta Orgânico, Maria Beatriz Martins Costa apresentou resultados de pesquisas realizadas por este portal  e também tendências de consumo para esta década. A crescente preocupação do consumidor com a origem dos produtos e quanto ao comportamento das empresas em relação à responsabilidade social e ambiental são fatores que contribuem para fortalecer o setor orgânico.

Ao final da apresentação Maria Beatriz ressaltou a força do consumidor, sobretudo quando ele sabe " o que acontece quando se escolhe um produto orgânico."

Clique aqui para  a página "Veja o que acontece quando você ESCOLHE um produto orgânico"

 

Marcos Palmeira (Fazenda Vale das Palmeiras) fez uma apresentação que conquistou a platéia pela franqueza do seu depoimento. Recém chegado de uma viagem de carro até Goiás, Marcos declarou-se chocado com a paisagem devastada que viu ao longo da estrada. Terras erodidas, monocultura e queimadas foram uma constante pelo caminho.
Seu compromisso com o movimento orgânico foi reforçado mais uma vez com esta viagem e a produção da Fazenda Vale das Palmeiras (biodinâmica) foi apresentada ao público.

Marcos ressaltou a importância de eventos como a BioFach América Latina que reúnem representantes de toda a cadeia produtiva. "Quem veio à esta BioFach vai poder dizer com orgulho que esteve aqui, e quem não veio vai lamentar por não ter vindo!..." disse Marcos Palmeira.

 
Seminário APEX

Mercado de Produtos Orgânicos e Naturais no JAPÃO
O Japão é considerado o terceiro maior mercado consumidor de produtos orgânicos e naturais, e especialistas acreditam que haverá um crescimento desta demanda nos próximos anos. A APEX promoveu  Seminário analisando o perfil deste mercado, suas oportunidades e desafios. Participaram deste Seminário: Hiroyuki Yokoyama(JETRO), Liliane Rank (APEX-Brasil),  Fernando Augusto de Souza ( KORIN) e Sebastian Sala ( CAPOC-Argentina)

O sr.Hiroyuki Yokoyama apresentou o Programa da JETRO  de Promoção à Exportação de Alimentos Orgânicos ao Japão. A JETRO é o  órgão oficial de comércio exterior do Japão (Japan External Trade Organization).

Segundo o sr.Yokoyama, o mercado japonês de produtos orgânicos e naturais é um  mercado em franca expansão,  porém com grande competitividade, consumidor altamente esclarecido, preocupado com a saúde e segurança alimentar.

"É fundamental cumprir prazos e é muito difícil recuperar a confiança uma vez perdida", disse o sr.Yokoyama.

Da esquerda para a direita: Sebastian Sala ( CAPOC), Hiroyuki Yokoyama (JETRO), ao centro a tradutora oficial de japonês/português, Liliane Rank ( APEX) e Fernando Augusto de Souza ( KORIN)

Também sobre o mercado japonês falou Liliane Rank (Gerente de Projetos da APEX-Brasil).

Liliane Rank  esteve no Japão, a convite da JETRO, entre 9 e 22 de outubro de 2003, conhecendo todos os aspectos que envolvem a comercialização de alimentos orgânicos (certificação, comercialização, cadeias produtivas, entre outros) naquele país.Liliane apresentou as características do consumidor japonês, as exigências para exportação , assim como explicou o que é a certificação JAS.

Liliane também apresentou números sobre o mercado de alimentos no Japão.

Clique aqui para acessar a apresentação de Liliane Rank (APEX)
 
Fernando Augusto de Souza (Diretor da KORIN) trouxe a experiência da KORIN em exportar frango natural para o Japão. Em sua apresentação Fernando citou três regras importantes que todos os empresários devem se lembrar antes de pensar em exportar seus produtos para o Japão:

1 - Paciência
Foram elaboradas 15 versões dos rótulos dos frangos

Atributos e Valores de percepção de qualidade:
Visão Korin: Criados sem antibióticos e promotores artificiais de crescimento;
Visão Importador: Ração 100% vegetal (100% vegetal feed

2 - Planejamento

É muito importante obter o máximo de informação sobre o mercado japonês.

Ex:Média de peso do frango no Brasil:  de 1,8 kg a 2,2 kg.

Média de peso do frango no Japão: de 1,0 kg a 1,4 kg.

Frango KORIN exportado para o Japão

n

3 - Preparação

Os rótulos tiveram de ser traduzidos para o japonês (adaptação lingüística e cultural);

A marca Korin foi mantida para conservar sua identidade e rastreabilidade;

Inscrição Premium -  Reconhecimento de qualidade e diferenciação;

 

Sebastian Sala, (diretor da Cámara Argentina de Productores Certificados - CAPOC) apresentou a palestra "A Certificação JAS como ferramenta de acesso ao mercado do Japão".

Desde abril de 2001, todo produto orgânico comercializado no Japão deve ter o selo JAS, cujas exigências são modificadas de 5 em 5 anos. Estão previstas mudanças para 2004/2005.

Sala explicou que o Ministério da Agricultura, Floresta e Pesca do Japão dita as normas e autoriza as certificadoras enquanto o
Centro para Qualidade de Alimentos, Rotulagem e Serviços ao Consumidor controla as certificadoras  para que estam cumpram os requesitos JAS.
 


Para conhecer a programação completa e os palestrantes,  clique na data


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