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Introdução |
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O agricultor “orgânico” é
orgânico não só porque utiliza intensamente matéria orgânica,
animal e vegetal, mas principalmente porque sua produção deve ser conduzida
de modo semelhante à vida de um organismo
(um sistema articulado, inter-relacionado e complexo) que tem ritmos e limites
naturais, que devem ser respeitados pelo homem. Diversas
são as denominações dos sistemas de produção agrícola que tem por
objetivo produzir alimentos porém perturbando o menos possível o equilíbrio
do meio ambiente. E para tal todos incorporam como princípios básicos a não
utilização da maior parte dos chamados produtos agroquímicos elaborados
industrialmente, sejam os fertilizantes na forma solúvel, sejam os agrotóxicos,
propriamente ditos denominados eufemisticamente de “defensivos agrícolas”
e a economia de energia. Diferem, entretanto, entre si em aspectos específicos
de alguns itens como a organização da produção, relações, solo, planta,
animais, homem, filosofia. A
linha Biodinâmica destaca-se das demais basicamente por levar em consideração
a influência dos astros sobre o comportamento das plantas e utilizar
preparados “homeopáticos” feitos a partir da diluição de um conjunto de
substância, entre elas o esterco de vaca, cascas de carvalho, etc., cuja
finalidade seria despertar energias do solo e planta. Este tipo de agricultura
é ligado ao movimento filosófico de Antroposofia. As
denominações, orgânica e biológica podem ser entendidas da mesma forma. A
orgânica entretanto pode ser entendida de duas formas, sendo que uma a define
em função da utilização de matéria orgânica como o principal nutriente e
outra que além dessa característica incorpora a necessidade da produção
agrícola estar articulada organicamente no estabelecimento agrícola.,
interrelacionado o conjunto das atividades desenvolvidas no estabelecimento. A
denominação socialmente apropriada pode ou não ser incorporada as demais
denominações principalmente quando leva em consideração à situação
cultural, social e econômica dos atores da produção. A agricultura ecológica parece ser a idéia mais abrangente, uma vez que coloca a produção agrícola no contexto do meio ambiente onde se desenvolve e que é composto pela vegetação e fauna nativas, solo, topografia, fontes de água, distribuição das chuvas, temperaturas durante o ano e as interelações desses fatores entre si e com o homem. |
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Quadro
Comparativo entre as duas formas de produção
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Optou-se nesta publicação pela denominação de agricultura orgânica por ser atualmente a mais divulgada e pelo fato de historicamente opor-se à agricultura convencional, química, e à sua nova versão “light” - agricultura sustentável - já citada, que tem servido de abrigo à diversas tendências surgidas mais recentemente no refluxo do esgotamento do modelo de produção agrícola mas ainda fundamentada nos princípios da agricultura química e demais preceitos da chamada “Revolução Verde”. |
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Composto
orgânico |
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Compostagem
nada mais é, que a reorganização de materiais orgânicos e inorgânicos
disponíveis na propriedade ou região, transformando materiais crus
(folhas, mato, resto de verdura e de cozinha, resíduos de
beneficiamento, esterco, cama de animais etc.) em composto curado. Esta
decomposição acontece pela ação de microorganismos e pela fauna do
solo. A
compostagem tem como objetivo adiantar o processo de decomposição que
aconteceria no solo, fora do solo. Diminui problemas com relação a patógenos
e sementes de mato que poderiam estar sendo transmitidos pela matéria
orgânica não decomposta. Ao contrário, apresenta uma altíssima
quantidade de fungos, bactérias entre outros microorganismos benéficos.
Juntamente
com substâncias que apresentam efeitos positivos sobre a resistência
das plantas a pragas e doenças. Contém 10 a 13 vezes mais nutrientes,
se a matéria prima for variada, do que os estercos puros. Embora esses
contenham maior quantidade de macro nutrientes. Estimula a vida do solo,
isto se for usada no momento em que a temperatura começa a baixar, ou
seja não totalmente decomposta. |
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Tabela:
Relação C/N (carbono/nitrogênio) de alguns materiais orgânicos:
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1:0 só grama recém cortada, relação C/N 19:1 ·
1:1 uma parte de cada, relação C/N 17:1 ·
0:1 só resto de comida, relação C/N 15:1 Então
colocamos uma parte de folhas secas de relação C/N igual 40/1 (veja a
tabela), naquela mistura de 1:1 (17/1). E obtivemos uma mistura de relação
28,5/1. Ou seja, uma proporção de 1:1:1 em peso. Sendo assim tem um
volume bem maior de folhas secas. A tabela de relação C/N ajuda a
nortear as proporções, mas você no fazer é que descobrirá melhor
caminho, mesmo porque as relações C/N variam e o que está na tabela
pode não ser verdade para o seu caso. O correto seria fazer análise do
seu material. Mas caso não puder, vá observando a temperatura. Você
montou a pilha e a temperatura não subiu dentro de 24 horas, desmanche
a pilha e refaça, utilizando um pouco mais de material rico em nitrogênio.
É sempre bom inocular o composto com microorganismos favoráveis. E
isto pode ser feito sem haver a necessidade de comprar qualquer
inoculante, basta tirar uma porção de solo orgânico. Esta porção
será polvilhada por cima das camadas durante a confecção da pilha.
Depois de feita a primeira pilha, as próximas, receberam ao invés da
terra uma porção de composto ( inoculante). A
confecção da pilha se dá em camadas, a fim de facilitar a visualização
das proporções. Normalmente três partes de carbono para uma de nitrogênio.
Mas se o material já foi separado previamente na proporção certa, não
é necessário haver camadas, é até melhor pois assim os componentes
ficam mais próximos o que facilita o trabalho dos microorganismos. Quando
feita em camadas, coloca-se primeiro o material palhoso e sobre ele o
rico em nitrogênio, se houver necessidade de água, irrigue. Vá
fazendo até o monte atingir dimensões máximas de 2 metros de largura
por 1,5 de altura por comprimento variável. Importante num composto além
da relação C/N é a umidade e o ar. e por isto que a pilha não pode
ser muito larga. Alguns materiais frescos não precisam de muita água
por exemplo grama recém cortada. Outros secos necessitam, e isso deve
ser feito no momento em que se monta a pilha, camada por camada, como
foi dito à cima. A pilha não deve ficar encharcada pois os
microorganismos necessitam de oxigênio. Depois de montada a pilha
deve-se protegê-la de chuva, utilizando para isto palha seca, saco plástico
etc. sobre o monte. Se houver condições para fazê-lo em local
coberto, plano e com água próxima, melhor. Os microorganismos necessitam de oxigênio, se houver encharcamento ou demora para revirar a pilha, o processo de digestão pode ser atrasado. Mesmo mantendo a umidade ideal, o oxigênio é consumido em aproximadamente 3 a 4 dias. E a única maneira de supri-lo é revirando a pilha. O revolvimento do composto deve acontecer com maior freqüência possível, sempre se preocupando em cortar bem o material (o enxadão é uma ferramenta que se presta a este serviço), colocando a parte externa para dentro e a parte de dentro para fora. |
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| Adubação Verde | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Não
podemos limitar o fornecimento de matéria orgânica estritamente à
criação animal. a produção de biomassa de origem vegetal tem
possibilidades ainda inesgotadas por nós. A
matéria orgânica de origem vegetal poderá vir pela adubação verde
em consórcio e rotação de culturas, delimitação de divisas,
cercas-vivas, quebra-ventos, faixas de contorno, beiras de estrada,
restos de cultura e capineiras. Podendo atender diferentes fins dentro
da propriedade, por ex. alimentação animal , cama de animais
,cobertura morta e composto. A
utilização de todas estas formas irá depender principalmente da
intensidade do uso da terra. A intensidade de uso é maior quanto menor
é a área e aí a pressão pode vir tanto por parte do mercado como da
família, que depende daquela área para subsistência. Sendo a terra
utilizada intensivamente maior será a dependência do solo e do
agricultor com relação à insumos externos a horta. Isto porque na
horta não sobra tempo e espaço para uma adubação verde. a não ser
que esta possa trazer renda. Desta forma pode ser mais viável no
programa de rotação, consórcios de culturas comerciais e adubos
verdes. Um
consórcio que vem dando muito certo para o verão, é o plantio de
milho, mucuna e abóbora. Semeando a mucuna um a dois meses depois do
milho, esta leguminosa irá fixar nitrogênio do ar que fertilizará a
terra quando for incorporada junto com a pagada do milho. Nesse sistema
colhe-se abóbora, milho verde ou maduro à mão, já que a mecanização
de colheita fica dificultada pela mucuna. Outros consórcios como trigo
morisco com plantas da família das brássicas ( couve, brócoli,
couve-manteiga, couve-flor entre outras), no verão. E no inverno com a
mesma família a ervilhaca, aveia preta entre outras. O
consórcio que é o cultivo simultâneo, ou seja no tempo e espaço,
deve ser melhor estudado pois quase sempre causa competição entre as
plantas consorciadas. Principalmente com os adubos verdes de verão que
são muito agressivos. mas depois do período de mato competição (período
em que a planta sente muito a competição alterando sua produção) não
há mais necessidade do controle do mato. Sendo então, este o momento
de quebramos a monotonia da monocultura e sentirmos efeitos positivos do
mato. Uma
forma alternativa aos consórcios, causando menor competição, é o
cultivo em faixas. Em uma faixa cultiva-se o adubo verde, permanecendo o
restante da área ocupada pelas culturas de interesse econômico. As
faixas de adubos verdes podem ser compostas por mais de uma espécie, e
se forem anuais ou bianuais, você pode caminhar com elas dentro da
horta. Ou então, faixas de leguminosas perenes que serão mantidas
fixas utilizando-se as podas na alimentação animal, cobertura do solo
ou economia de fontes de nitrogênio. Como
exemplo desta opção temos exemplo da horticultura biointensiva (HBI)
do IIRR (Instituto Internacional de Reconstrução Rural) nas Filipinas.
Lá eles plantam faixas de leguminosas de crescimento rápido a cada 4 a
5 metros, alternadas com faixas de canteiros lado a lado. Estas plantas
começam a ser cortadas com um ano, a 50 cm a cima do nível do solo e 3
a 4 vezes por ano. E o mais interessante é que eles utilizam partes das
podas para fazerem biofertilizante líquido. Colocam 30 a 50 kg de podas
mais um pouco de esterco num saco, que é colocado dentro de um tambor
de água de 200 litros. Três semanas depois já pode ser usado,
diluindo uma parte da solução para quatro de água e aplicado no solo
ao redor das plantas, com a freqüência de 10 em 10 dias. Estas
mesmas faixas é que podem ainda ocupar beiras de estradas, linhas de
contorno, cercas-vivas e quebra-ventos. Mas para cada utilização
procure adotar a espécie de planta mais adequada. Se caso houver mais
espaço na propriedade podemos lançar mão da adubação verde solteira
ou em coquetel (consórcio de adubos verdes) . Que são altamente
capacitadas na regeneração do solo. Por ex., segundo Veiga et al.
(1982) a crotalária juncea, produziu em 61,7 ton. de matéria verde,
244 kg de nitrogênio , 208 kg de potássio , 156 kg de cálcio e 37 kg
de magnésio. Esta crotalária ao 120 de idade tinha 2 metros e meio de
altura e raízes a uma profundidade média de 4 metros. Apenas sua parte
aérea, incorporou uma quantidade equivalente a 1,2 ton. de sulfato de
amônia e 350 kg de cloreto de potássio. O
coquetel para adubação verde foi desenvolvida pelo Instituto Biodinâmico
em Botucatu - São Paulo. E a técnica consiste no consórcio de espécie
de adubos verdes, complementares com relação ao hábito de
crescimento, exploração de diferentes extratos, profundidade de raízes,
demanda nutricional etc. São utilizadas 12 espécies, no mínimo. Estão
relacionados a seguir as espécie e quantidades recomendadas. |
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Tabela: Discriminação das espécies e sementes indicadas para o coquetel de adubos verdes Indispensáveis:
Opcionais:
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Supermagro |
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O
biofertilizante (Supermagro) é um adubo orgânico líquido, proveniente
de um processo de decomposição da matéria orgânica (animal ou vegetal)
através de fermentação anaeróbica (fermentação bacteriana sem a
presença de oxigênio),.em meio líquido. O resultado da fermentação é
um resíduo líquido, utilizado como adubo foliar, defensivo natural,
chamado biofertilizante (Supermagro). E um resíduo sólido, utilizado
como adubo orgânico. O
biofertilizante (Supermagro) é utilizado como adubo foliar, complementar
a adubação orgânica do solo, fornecendo micronutrientes (os
micronutrientes são sais minerais essenciais ao metabolismo, crescimento
e produção das plantas, porém exigidos em pequenas quantidades). O
biofertilizante (Supermagro) também atua como defensivo natural por ser
meio de crescimento de bactérias benéficas, principalmente Bacillus
subtilis, que inibe o crescimento de fungos e bactérias causadores de
doenças nas plantas, além de aumentar a resistência contra insetos e ácaros. Este
biofertilizante (Supermagro) é composto de esterco, água, sais minerais
(micronutrientes), outros resíduos animais, melaço e leite. Esta composição
é tão variada e rica para que o biofertilizante (Supermagro) sofra um
completo processo de fermentação e seja nutritivo para as plantas. |
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Ingredientes: Tabela 1 (ingredientes básicos):
Tabela
2 (sais minerais):
Tabela
3 (complementares):
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Preparo: Após
adicionar todos os sais minerais, na ordem sugerida (Tabela 2), completar
até 180 litros e deixar fermentar. No verão: por 30 dias. No inverno:
por 45 dias. Modo
de Usar: A receita do Supermagro foi desenvolvida no Rio Grande do Sul, pelo Técnico Agropecuário Delvino Magro e por agrônomos do CAE (Centro de Agricultura Ecológica Ipê) para utilização em culturas de uva, maçã, pêssego, tomate, batata e hortaliças em geral.
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| Supermagro adaptado à Cafeicultura Orgânica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Para
um tambor de 200 litros: ·
40 quilos de esterco verde ·
6 quilos de mato fresco, o mais espontâneo e vigoroso que se
encontrar na época da preparação. Adicionar
6 vezes (a cada 5 dias): ·
1 quilo de micronutrientes (sais café): qualquer um que não tenha
NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), mais 50 gramas de sulfato de
cobre ·
1 litro de leite ·
1 litro de melaço (ou ½ quilo de açúcar) ·
100 ml de EM- 4 ou 2 potinhos de Yakult ·
0,5 quilo de calcário ·
½ litro de sangue ou 200 gramas de farinha de ossos ou ½ quilo de
restos de peixe Deixar
fermentando por 30 dias antes de usar. Aplicar
a cada 30 dias a 5% (1 litro por bomba costal)
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Controle
Fitossanitário na Agricultura Orgânica |
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Na
agricultura Orgânica o controle de insetos, ácaros, fungos, bactérias
e viroses é feito basicamente através de medidas preventivas, tais
como: 1)
- Plantio na época correta e com variedades adaptadas ao clima o solo
da região; 2)
- Adubação orgânica, através de compostos de restos de culturas,
materiais vegetais e estercos enriquecidos com fosfatos naturais e
micronutrientes; 3)
- Rotação de culturas e adubação verde; 4)
- Cobertura morta e plantio direto; 5)
- Consorciação de culturas e manejo seletivo do mato; 6)
- Uso de quebra-ventos e cercas-vivas.
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| Controle Biológico | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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A
associação de todas as técnicas simultaneamente além de promover um
sistema de produção que gera plantas sadias, ainda promove um ambiente
ecologicamente equilibrado, resultando em um eficiente Controle Biológico. O
controle biológico é a redução das populações de pragas através
de organismos vivos, os inimigos naturais. Os inimigos naturais podem
ser insetos, ácaros, fungos, bactérias, vírus, sapos, pássaros,
aranhas, etc. O controle biológico natural é muito importante dentro
da agricultura orgânica, porque quando associado as outras técnicas
garante muita saúde às plantas, evitando ocorrência de pragas. Sempre
existirão todos os tipos de insetos dentro de uma lavoura orgânica,
mas dificilmente estarão causando prejuízo econômico.
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Defensivos
Naturais |
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Eventualmente,
apenas as técnicas preventivas não são suficientes para garantir a saúde
da cultura, principalmente em função de variações climáticas
bruscas e/ou quando o sistema de produção ainda não está totalmente
equilibrado. Nestes casos, lançamos mão de produtos naturais
(verdadeiramente defensivos por não agredir o homem ou o ambiente). Os
inseticidas naturais podem ser preparados a partir de plantas ou
minerais não tóxicos à saúde humana ao ambiente |
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Extrato
de Pimenta do Reino
Pegar
100g de pimenta-do-reino e juntar a 1 litro de álcool em vidro ou
garrafa, com tampa. Deixar em repouso por uma semana; Dissolver 25g de sabão neutro em 1 litro de água quente; Modo
de Usar:
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Calda
Bordalesa A
calda bordalesa é um fungicida que surgiu no século passado, na região
de Bourdeaux, na França, para o controle de míldio em videiras. A calda
bordalesa resulta da mistura de sulfato de cobre com cal virgem, diluídos
em água. O seu uso é permitido na Agricultura Orgânica por ser o
sulfato de cobre um produto pouco tóxico, e, por melhorar o equilíbrio
nutricional das plantas. A
preparação mais comum da calda bordalesa se dá na proporção de 1
parte de cal virgem e 1 parte de sulfato de cobre para 100 partes de água
(Tabela). A quantidade de cada ingrediente vai depender do volume final de
calda pretendido. No nosso caso vamos propor as quantidades para encher um
pulverizador costal de 20 litros:
O
sulfato de cobre se dissolve lentamente na água. Por isso, deve-se
colocar 200g do produto em um saquinho de pano ralo, num balde com 5
litros de água. O saquinho deve ficar suspenso, próximo à superfície
da água, para facilitar a dissolução. Para dissolver mais rapidamente o
sulfato de cobre, pode-se utilizar água morna ou coloca-lo na água na
noite anterior. A cal virgem deve ser de boa qualidade para reagir totalmente com a água. As 200 gramas de cal são colocados no fundo de um balde com pouca água para haver reação rápida. Se não houver aquecimento da mistura em menos de 30 minutos a cal não deve ser usada, pois é de má qualidade. Quanto mais rápida é a reação, melhor é a cal. Depois
da cal ter reagido com a água, formando uma pasta rala, deve-se completar
o volume de água até 5 litros, cuja mistura terá uma aparência de
leite de cal, bem homogênea. A
mistura das duas soluções deverá ser feita despejando-se a com sulfato
de cobre sobre a de cal; nunca o contrário. A mistura deverá ter um
aspecto denso, onde a cal não se decanta. Após mexer algumas vezes, coar
a mistura e despejar no pulverizador, completando o volume até 20 litros.
Para evitar queima das folhas das plantas, caso a calda esteja ácida,
deve-se fazer um teste com um canivete ou faca de ferro, pingando sobre a
lâmina uma gota da calda. Se após três minutos, no local da gota se
formar uma mancha avermelhada, é sinal de que a calda está ácida.
Deve-se então adicionar mais leite de cal, até que a mistura fique
neutra. RECOMENDAÇÕES:
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Outras
“Receitas” Alternativas
Bicho
Mineiro: ü
Pulverizar
uma solução com 0,75% de Skrill branco concentrado + 0,01% de Molibdato
de Sódio + 0,05% de ácido bórico (70 a 80% de controle); ü Calda Viçosa (trocando Cloreto de Potássio por Sulfato de Potássio e sem Uréia): deixa as folhas mais coriáceas e desidrata os ovos da mariposa; ü
Óleo
de Nim a 0,5%. Broca: ü
Óleo
de Nim a 0,5%; ü
Boveril
(Beauveria
bassiana); ü
Colheita
bem feita. Ferrugem: ü
Calda
Viçosa (idem anterior); ü
1
kg de folhas de mamoeiro picadas + 1 litro de água. Bater no
liquidificador, filtrar e adicionar 4 litros de água com sabão (500
gramas de sabão neutro) + 25 litros de água; ü
Calda
Bordalesa a 1%: pulverizar a cada 45 dias no período chuvoso; ü
Hidróxido
de Cobre: aplicar 3 a 5 vezes por ano (tem menos cobre metálico que a
calda bordalesa, por isso polui menos). Cercosporiose
ou Olho Pardo: ü
Calda
Bordalesa a 1% (idem anterior); ü
Hidróxido
de Cobre
(idem anterior). Phoma: ü
Calda
Viçosa (idem anterior). Seca
dos Ponteiros ou Dye Back: ü
Hidróxido
de Cobre (idem anterior). Ácaro
Vermelho: ü 1 litro de enxofre líquido (Microsol) + 100 litros de água. Pulverizar a cada 30 dias. |
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Plantas
Indicadoras |
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Na
Agricultura Orgânica é importante observar a presença de certas
plantas que indicam características do solo, tanto físicas, quanto químicas.
Abaixo apresentamos uma tabela de algumas plantas identificadas em Santa
Catarina: |
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Certificação
e Normatização |
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A
certificação é o processo de acreditação da produção, ou seja, é
necessário que alguém ateste que determinado produtor e realmente orgânico.
O processo de certificação consiste de várias etapas, sendo a inspeção
a mais importante. Na inspeção, um técnico (engenheiro agrônomo, técnico
agrícola ou veterinário, conforme o caso) visita a propriedade e
verifica se o produtor pode ou não ser considerado orgânico. A avaliação
não poderia ser, evidentemente, subjetiva, ou seja, determinado técnico
considera a propriedade orgânica e outro não. É por isso que foram
criadas as Normas Técnicas de Produção (standards em inglês).
Tratam-se de documentos que definem os critérios mínimos que o
produtor tem de se adequar para ser considerado orgânico. E é
exatamente baseado nelas que o técnico faz sua avaliação. Normalmente
são ONGs (Organizações não Governamentais) que efetuam a certificação
e cada qual tem suas Normas específicas. Os critérios variam de
organização para organização de acordo com sua característica de
formação. Existem os biodinâmicos, os naturais, os ecológicos, os
biológicos, os orgânicos, etc. As variações são pequenas, mas todas
têm em comum a proibição do uso de agrotóxicos, adubos químicos
industrializados e práticas consideradas não ecológicas, como
queimada indiscriminada, desproteção de mananciais, entre outras. A
seguir um quadro demonstrativo dos custos de certificação da AAO –
Associação de Agricultura e do IBD – Instituto Biodinâmico: |
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** De acordo com o movimento financeiro anual *** Na AAO as visitas são semestrais e no IBD anuais
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| Comercialização | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Atualmente
a comercialização de café orgânico tem se restringido quase que
unicamente à exportação, pois ainda não há uma demanda no mercado
interno voltada aos cafés diferenciados, no que se inclui o orgânico,
fato que não ocorre com as hortaliças, por exemplo. Na tabela e no gráfico
a seguir, um panorama da exportação de café orgânico: |
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No Brasil:
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Atualmente
podemos dividir o processo de comercialização em pontos favoráveis e
desafios, conforme descrição a seguir: Pontos
favoráveis:
Desafios:
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Contatos |
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ESACMA
- Escola Superior de Agricultura e Ciências de Machado. Centro
de Assessoria SAPUCAÍ. AAO
– Associação de Agricultura Orgânica. IBD
– Instituto Biodinâmico. ACOB
– Associação de Cafeicultura Orgânica. FADEPE
- Fundação de Apoio ao Desenvolvimento, Ensino, Pesquisa e Extensão. Sérgio
Pedini.
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