|
|
|
A principal causa do baixo desenvolvimento econômico de muitos países do hemisfério sul pode ser explicada através das práticas de comércio mundial existentes. Para sobreviver, e em alguns casos até se desenvolver, a maioria destes países depende da exportação de matérias-primas. Enquanto os preços destas matérias-primas decrescem no mercado mundial, os preços dos bens que são importados dos países industrializados aumentam. Além disso, preços em nível de mercado mundial são altamente instáveis. Baixas históricas nos preços do café e do cacau, por exemplo, levaram à falência muitos produtores impossibilitados de cobrirem seus custos de produção. As principais vítimas destas quedas de preço são, em geral, produtores, entre eles em especial os pequenos produtores os quais não possuem o capital para sobreviver durante as épocas de crise. Nos casos onde o acesso direto para o mercado é inexistente, os pequenos produtores dependem de intermediários para a comercialização dos produtos, piorando as conseqüências de preços baixos. Conscientes desta situação injusta e desigual, as organizações de Comércio Justo procuram caminhos que possam contribuir para a solução destes problemas, partindo das mais básicas necessidades do produtor até o direito do mesmo a uma renda mínima garantida, visando sempre um desenvolvimento agrícola e social equilibrado. As organizações não funcionam com base em doações, mas sim, dando-lhes as ferramentas necessárias para tornarem possível uma vida mais digna e independente. |
|
|
|
Depois de feita esta análise, tendo definido os príncipios, julgou-se desnecessária a criação de uma instituição própria para as atividades já disponíveis. Enquanto os produtores não estiverem preparados para a verticalização da produção ( o que significa processar o produto dentro da propriedade), cada setor da cadeia existente entre produtores e consumidores deve ser respeitado. Os atores participantes desta cadeia devem agir com uma base comercial razoável, sem excessos quanto às margens de lucro. Desta forma, todos estarão trabalhando para alcançar uma meta comum: vender o maior volume possível proveniente de pequenos produtores a um preço justo. Para garantir a credibilidade junto ao consumidor de que o preço pago pelo produto é um preço mais justo, o qual é retribuído diretamente ao produtor, criou-se um selo específico de Comércio Justo, hoje existente em todos produtos cadastrados por organizações. |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|