| SISTEMA DE PLANTIO DIRETO EM AGRICULTURA ORGÂNICA | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Moacir Roberto
Darolt Francisco
Skora Neto Trabalho publicado em 26/07/02 |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
O
objetivo deste artigo é discutir as possibilidades de se utilizar o
sistema de plantio direto em agricultura orgânica, observando
principais entraves e possíveis soluções que vêm sendo utilizadas
por agricultores pioneiros. Neste sentido, foram levantados alguns
indicadores técnicos e econômicos que possam servir de comparação
entre sistema orgânico e convencional. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Desafios, Contradições e Dificuldades | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Fazer
plantio direto sem o uso de herbicidas é um dos grandes desafios da
atualidade para a pesquisa, assistência técnica e agricultores. Uma
das principais críticas de quem defende o plantio direto é a de que os
agricultores orgânicos costumam revolver demasiadamente o solo. Em
nosso trabalho de pesquisa com produtores orgânicos, verificamos que
ainda é grande o uso de implementos como a rotativa que movimentam
excessivamente o solo, o que não está totalmente de acordo com os
princípios orgânicos (Darolt, 2000). De outro lado, os agricultores
orgânicos criticam os usuários do sistema plantio direto pelo uso
exagerado de herbicidas, a grande dependência de empresas químicas, a
possibilidade de contaminação das fontes de água com agroquímicos e
o possível uso de sementes transgênicas. Em
verdade, a melhor saída para atender os preceitos da sustentabilidade
seria a prática do plantio direto seguindo os princípios orgânicos.
Muitos agricultores, que têm trabalhado com plantio direto no sentido
de reduzir a utilização de agroquímicos, já se aproximam - em certa
medida - do ideário da agricultura orgânica. Para se tornarem
efetivamente orgânicos será necessário que a unidade de produção
passe por um período de conversão.
O
processo de mudança do manejo convencional para o orgânico é
conhecido como conversão. Segundo as normas brasileiras, para que um
produto receba a denominação de orgânico, deverá ser proveniente de
um sistema onde tenham sido aplicados os princípios estabelecidos pelas
normas orgânicas por um período variável de acordo com a utilização
anterior da unidade de produção e a situação ecológica atual,
mediante as análises e avaliações das respectivas instituições
certificadoras. Entretanto,
para evitar arbitrariedades e distorções, as normas brasileiras
estipulam um período
mínimo para a produção vegetal de culturas anuais, como olerícolas
e cereais por exemplo, de 12 meses sob manejo orgânico. No
caso de culturas perenes, a propriedade deverá cumprir um período de
conversão de 18 meses em
manejo orgânico. Para
atender a legislação do mercado
internacional o prazo
é mais dilatado, sendo 24 meses para culturas anuais e um período de
conversão de 36 meses para culturas perenes. Vale lembrar que os períodos
de conversão acima mencionados poderão ser ampliados pela
certificadora em função do uso anterior e da situação ecológica da
propriedade. O
principal entrave técnico do período de conversão é, sem dúvida, o
controle das infestantes. O que deve ser compreendido é que as
infestantes devem ser manejadas como parte integrante do sistema. Nesta
perspectiva, a tarefa não é eliminá-las indistintamente, mas definir
o limiar econômico da infestação e compreender os fatores que afetam
o equilíbrio entre infestantes e culturas comerciais. Vale lembrar que
em agricultura orgânica evita-se o termo “planta daninha”, pois
todas as plantas teriam uma função na natureza. Não
existem receitas ou pacotes prontos em agricultura orgânica, e a cada
safra a estratégia de controle das infestantes pode ser alterada em função
de variáveis como clima, nível de infestação, quantidade de
cobertura, variedade utilizada, mercado etc. A seguir vamos demonstrar o
caso da soja orgânica em plantio direto, como parâmetro de avaliação
e comparação.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Estudo de Caso: Soja Orgânica em Plantio Direto | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Para
este estudo foram selecionadas quatro propriedades que estão trabalhando
com soja orgânica em plantio direto nos estados do Paraná e Santa
Catarina. A partir de um levantamento expedito de caráter qualitativo e
quantitativo foram obtidos indicadores de produção física e econômicos.
Optou-se por selecionar alguns indicadores que pudessem ser comparados com
valores médios regionalizados da agricultura convencional. O
material básico deste texto, foi obtido por meio de levantamento junto
aos agricultores que estão no processo de conversão para agricultura orgânica,
sendo certificados pelo Instituto Biodinâmico (IBD). No caso da
agricultura convencional empregaram-se como base as planilhas de custo de
plantio direto de soja fornecidas pela
Fundação ABC, de Castro, PR e Embrapa de Dourados, MS. Inicialmente,
é importante destacar algumas diferenças entre a produção orgânica e
a convencional sob sistema de plantio direto (Tabela 1). Em termos de preparo
de solo não existem diferenças entre os dois sistemas, sendo
recomendado o uso de implementos que façam um corte eficiente da palha e
movimentem o mínimo possível o solo na linha de plantio. No caso da adubação,
além de diferenças técnicas, existem abordagens distintas. No sistema
orgânico o que se busca não é simplesmente a nutrição da planta, mas
sobretudo a melhoria da alimentação do solo e do sistema. A fertilização
orgânica é baseada na matéria orgânica e em fertilizantes minerais
naturais pouco solúveis. O aporte de elementos fundamentais (P, K, Ca,
Mg) é feito com uso de farinha de ossos, rochas moídas,
semi-solubilizadas ou tratadas termicamente (fosfatos naturais, sulfato de
potássio etc.), sendo estimulado o uso de calcário. No caso dos
microelementos (Bo, Fe, Zn, Cu, Mn etc.) tem-se procedido a sua utilização
na forma quelatizada, por meio da fermentação da matéria-prima em solução
de água, esterco e aditivos energéticos, conhecidas como
biofertilizantes (supermagro, biogel etc.). De
uma maneira geral, os métodos empregados para o manejo de pragas e doenças no sistema orgânico podem ser
sintetizados em três grandes pontos: 1) aumento da resistência das
plantas (manejo adequado, espécies adaptadas e biofertilizantes); 2)
controle biológico e uso de feromônios; 3) proteção física,
repelentes e tratamentos curativos a base de produtos naturais. No
manejo das infestantes em
sistema orgânico o princípio da prevenção deve ser privilegiado.
Portanto, recomenda-se o uso de práticas que evitem a ressemeadura de
invasoras; recomenda-se também a manutenção de uma boa quantidade de
palha, o uso de plantas com
efeito alelopático, o plantio em época adequada (antecipado para ganhar
a concorrência com as invasoras), o
uso de máquinas que permitam
um bom corte da palha (com pouco revolvimento de solo na linha e deposição
da semente em contato com o solo) e evitar períodos de pousio entre as
culturas (Skora Neto, 1998). O
método químico é substituído, na maior parte das vezes, por métodos
manuais combinados com mecânicos, como é o caso do uso de roçadeiras.
Existem dois aspectos a se
considerar no plantio direto orgânico: a substituição dos herbicidas
dessecantes e dos herbicidas durante o ciclo da cultura.
Para substituição dos herbicidas dessecantes, no
sistema orgânico são utilizadas plantas de grande capacidade de
abafamento das infestantes para a formação da cobertura morta e que são
roladas na fase de formação de grãos (aveia-preta, centeio, aveia-preta
+ ervilhaca-comum) ou são deixadas completar o ciclo (azevém,
ervilhaca-peluda). Para
substituição dos herbicidas na cultura tem-se
utilizado a capina manual (catação) ou a roçada, aliado a outras práticas
culturais de manejo. TABELA
1. PRINCIPAIS
DIFERENÇAS ENTRE A PRODUÇÃO ORGÂNICA E CONVENCIONAL SOB PLANTIO DIRETO. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
NOTA:
*Folha S.P (20/04/02);
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Comparando
Custos de Produção |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
A Tabela 2, apresenta um resumo de custos variáveis de produção da cultura da soja orgânica sob plantio direto. Se nos aspectos técnicos ainda existem desafios relacionados ao manejo das infestantes, os resultados econômicos não deixam dúvida que a produção orgânica é um negócio promissor. O que torna o mercado orgânico competitivo são os preços, que têm um prêmio de 50 a 100% em relação à similar convencional. TABELA 2. CUSTO DE PRODUÇÃO PARA A CULTURA DA SOJA ORGÂNICA SOB PLANTIO DIRETO. ABRIL/2002. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
1
– Custo dividido por 5 anos
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Como
parâmetro de comparação a Tabela 3 apresenta as principais diferenças
entre custos da produção em plantio direto da soja orgânica e
convencional. Nota-se que no caso do manejo de infestantes, as diferenças
de custos do uso de herbicidas para o uso de roçadeiras são pequenas.
As maiores diferenças estão no rendimento líquido final,
resultado de bons preços pagos pelo produto orgânico que atinge um
mercado diferenciado. TABELA 3. COMPARAÇÃO DOS PRINCIPAIS CUSTOS POR HECTARE ENTRE A PRODUÇÃO DE SOJA ORGÂNICA E CONVENCIONAL SOB PLANTIO DIRETO. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
NOTAS:
*Fundação ABC, Castro-PR (2000-2001)
/ Embrapa Dourados, MS (2001)
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Comparativo das estratégias de controle das infestantes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Efetuou-se
um estudo comparativo de quatro estratégias de controle das infestantes
na cultura do milho, comparando o uso exclusivo de herbicidas, o uso de
herbicida de dessecação + roçada (1x) com roçadeira costal
motorizada, somente roçada (2x) e somente capina (1x). O
estudo foi realizado na estação experimental do IAPAR em Ponta Grossa
(PR) com o objetivo de avaliar a demanda de mão-de-obra e o
efeito no rendimento de métodos alternativos de controle das
infestantes em área com densidade de infestação considerada média (
85 plantas/m2). Os
resultados mostram que a capina isoladamente é altamente demandadora de
mão-de-obra (Tabela 4) com tendência de redução no rendimento do milho (Figura
1). A capina é prática indicada em áreas com baixa densidade de
infestantes e quando a mão-de-obra dispendida situar-se abaixo de 6
dias/Homem/ha. O uso de duas roçadas, apresentou nível intermediário
de demanda de mão-de-obra e não foi observado efeito significativo no
rendimento do milho. Embora seja de
custo superior ao uso de herbicidas, o uso de roçadeiras
motorizadas pode ser uma boa opção de controle das infestantes na
agricultura orgânica em substituição à capina, com vantagem
adicional de ser um trabalho menos penoso e com diminuição de custos
com a aquisição do equipamento. TABELA 4. MÃO-DE-OBRA E CUSTO DAS OPERAÇÕES DE CONTROLE DAS INFESTANTES. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
NOTA:
*Herbicidas: Dessecante:
Roundup 2,0 L/ha – Pós:
Sanson 0,7 L/ha + Primóleo 3,0 L/ha FIGURA 1. INFLUÊNCIA DOS TRATAMENTOS DE CONTROLE DAS INFESTANTES NO RENDIMENTO DE MILHO (KG/HA) |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Conclusões | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Os
estudos preliminares da agricultura orgânica mostram que existe
viabilidade técnica e econômica para estabelecimento da produção orgânica
usando o plantio direto. No entanto, em termos técnicos o grande
desafio ainda está no manejo das infestantes sem o uso de herbicidas. O
uso de roçadeiras, como as utilizadas em beira de estrada, tem mostrado
resultado satisfatório. Todavia, o que viabiliza estes sistemas é o
preço em mercados diferenciados, podendo chegar a prêmios de mais de
50%, como é o caso da soja orgânica no mercado internacional.
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| Bibliografia Citada | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Darolt,
M.R. As Dimensões da Sustentabilidade: Um estudo da agricultura orgânica na
região metropolitana de Curitiba-PR. Curitiba, 2000. Tese de
Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento, Universidade Federal do
Paraná/ParisVII. 310 p. Skora
Neto, F. Manejo de plantas
daninhas. In: IAPAR. Plantio direto. Pequena Propriedade Sustentável.
IAPAR, Ponta Grossa, PR (Circular 101). p. 127-157. 1998. |
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||