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Planeta Orgânico entrevista Moacyr Fernandes e Carla Salomão / IBRAF

Moacyr Fernandes e Carla Salomão

Confira a entrevista com Moacyr Fernandes, presidente do IBRAF, e Carla Salomão, coordenadora da área de Fruticultura Orgânica do IBRAF, sobre o os desafios e oportunidades de negócios para a Fruticultura Orgânica e Sustentável.

Carla Salomão será palestrante do Seminário / Lançamento das Feiras Internacionais BioFach América Latina e ExpoSustentat, que acontecerá dia 14 de julho, na FIESP.


Respostas de Moacyr Fernandes
 
PO-O que é o IBRAF?
Moacyr Fernandes - O Instituto Brasileiro de Frutas – IBRAF é uma organização privada sem fins lucrativos, fundada em 1990, por lideranças do setor frutícola com a missão de promover o crescimento organizado do agronegócio das frutas no Brasil, por meio da divulgação de informações técnicas e mercadológicas para todo o setor, de forma a possibilitar a inserção de produtores, empresas e agroindústrias no mercado nacional e internacional, incentivando também meios de produção sustentáveis para contribuir com a preservação do meio ambiente e com a segurança alimentar.
 
 PO - Desde quando o IBRAF atua na promoção da fruticultura brasileira?
Moacyr Fernandes - O IBRAF possui parceria desde 1998 com a APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportação e Investimentos), para a realização do Programa de Promoção das Exportações de Frutas e Derivados que utiliza a marca “Brazilian Fruit” para promover as frutas brasileiras e seus derivados no exterior. Este projeto possibilitou a inserção de várias empresas no exterior e um saldo positivo na balança comercial. Em 1998 a balança comercial de frutas frescas apresentava um déficit de US$106 milhões, em 2007 obteve um superávit de US$ 430 milhões, ou seja, o Brasil passou de importador para exportador reconhecido no mercado mundial em apenas 8 anos.
 
PO - Que produtos podem contar com o apoio promocional do IBRAF?

Moacyr Fernandes - O projeto Brazilian Fruit teve um grande salto de produtos atendidos, começou com apenas 4 frutas em 1998 e atualmente envolve a promoção de mais de 20 frutas, todas elas seguem os requisitos internacionais de produção e processamento para exportação.

  • Frutas Frescas: limão, maçã, manga, melão, mamão, uva, abacaxi, banana, laranja, tangerina, pêssego, caqui, figo, morango, goiaba, acerola e melancia.
  • Frutas Processadas: polpas e sucos, castanha de cajú, água de coco entre outras.
PO - Que ações o IBRAF já realizou em prol da fruticultura sustentável?

Moacyr Fernandes - O Ibraf realiza projetos de desenvolvimento setorial com pequenos produtores de regiões como Tocantins, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, envolvendo assentados que produzem abacaxi.

Está em desenvolvimento também, em parceria com o Sebrae-SP, o Projeto Fruta Paulista que visa a capacitação de 400 produtores de 7 regiões do Estado de São Paulo em Boas Práticas Agrícolas, método de produção que atende aos principais requisitos de preservação do meio ambiente, segurança no trabalho e segurança alimentar exigidos internacionalmente.

A fruticultura é uma atividade essencialmente sustentável, pois está fundamentada em pequenas e médias propriedades, e demanda grande quantidade de mão de obra, estima-se que a fruticultura é responsável por 40% da mão de obra do agronegócio. Além disso, o setor proporciona emprego e renda em regiões caracterizadas há alguns anos pela pobreza e seca e que atualmente com a implementação de sistemas de irrigação grandes empresas do setor e pequenos produtores podem cultivar frutas de qualidade o ano todo.

 
PO - Como o IBRAF poderá contribuir para o fortalecimento do setor orgânico?
Moacyr Fernandes - Apoiando o desenvolvimento da produção de frutas cultivadas biologicamente, com informações de mercado, divulgação sobre os seus benefícios ao consumidor e promoção de eventos deste setor, que, inquestionavelmente, terão uma participação representativa na oferta e consumo de frutas.
 
PO - Quem ficará responsável pela coordenação da área de orgânicos do IBRAF?
A divisão de orgânicos no IBRAF ficará a cargo da Sra. Carla Salomão engenheira agrônoma e mestre em Economia Rural pela USP/Esalq. Carla é diretora presidente da Sastro Consulting, empresa de prestação de serviços de consultoria, representação comercial de frutas e produtos orgânicos. Foi conselheira e diretora do Instituto Brasileiro de Frutas e, atualmente, faz parte do conselho técnico da Associação de Comércio Exterior do Brasil. 
 
Respostas de Carla Salomão
 
PO - Que desafios você vê a curto e médio prazo para o desenvolvimento da cadeia de  fruticultura orgânica no Brasil?
Carla Salomão - O desenvolvimento desta cadeia é, certamente, um grande desafio que requer, de partida, a visão de estruturação e disseminação da informação. Levantar dados e juntar aos que já existem no Brasil e no Mundo, processá-los e estruturá-los de modo a gerar as informações que irão apoiar a tomada de decisão dos agentes desta cadeia. Sejam eles investidores, governos, comunidade científica, de ensino, traders, enfim, todo o universo de partícipes que, de fato, realizam as reconhecidas potencialidades de ganhos neste setor.
 
PO - De que modo esta parceria entre IBRAF e Planeta Orgânico poderá contribuir para solucionar estes desafios?
Carla Salomão - Exatamente no cerne que permitirá um desenvolvimento sustentável da cadeia de frutas orgânicas – a geração de informação. Com isto, a possibilidade de apoio para projetos e programas de desenvolvimento, além da concretização de uma referência institucional, que trabalha focada no interesse desta cadeia de negócios
 
PO - Como está o mercado internacional de frutas orgânicas?
Quem são os principais players?

Carla Salomão - È um mercado com forte pressão compradora. A busca de frutas orgãnicas tornou-se mais intensa nos últimos 5 anos. O Brasil é bastante procurado, mas não temos conseguido atender ao mercado, por falta de capacidade de resposta da oferta. È preciso uma rápida reversão neste quadro, posicionando o país como uma fonte de oferta regular e diversificada de frutas orgânicas.

O mercado mundial movimenta cerca de US$ 30 bilhões. No Brasil, é um mercado de cerca de US$ 250 milhões, com potencial de crescimento anual médio de 25%. Estiam-se que 60% da produção é exportada. Os principais compradores são os países desenvolvidos, na Europa (Alemanha, Inglaterra, Itália, França), EUA, Canadá e Japão.

América Latina a Europa possuem, juntas, 68,5% das unidades de produção, apresentando uma grande expansão e um potencial de produção e consumo significativo.o Brasil um dos principais produtores, com a 6ª maior área: 887,6 mil ha - em 2000 esta área era de apenas 100 mil ha.

 
PO - Que ações do IBRAF estão previstas para a BioFach América Latina/ExpoSustentat em São Paulo, de 23 a 25 de outubro?
Carla Salomão - Será realizada uma Rodada Internacional de Negócios no qual serão convidados compradores estrangeiros para negociar com as empresas brasileiras, além de palestras sobre o setor.
 
 
Para saber mais sobre IBRAF clique em
http://www.ibraf.org.br/
 

Para saber mais sobre a BioFach América Latina/ExpoSustentat 2008, clique aqui!

 

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