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PO
– Como é a participação da Friboi no mercado de carne orgânica
brasileiro? |
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FLÁVIO SALDANHA – Hoje, o único trabalho que vem sendo feito no
mercado é o do Friboi. Você tem a linha orgânica da mesma maneira
que fosse um produto top, um produto “premium”, como ele é na
verdade. Nós temos investimentos com promotores, demonstradores.
Temos em Santa Catarina, que é uma praça excelente para o orgânico,
16 promotoras fixas em lojas, abordando entre 8 e 10 horas por dia:
falando sobre a qualidade da carne orgânica, o que é um animal
orgânico, o que é o boi, todo o processo produtivo, e convencendo as
pessoas. Depois de 4 meses, vemos um resultado muito bom. Hoje o
consumidor já sabe o que é a carne orgânica naquelas lojas. Não tem
mais aquele trabalho que a gente começou de catequese, ensinar o que
é. O consumidor já chega lá procurando carne orgânica. Inclusive, a
gente tem um caso muito interessante, de um casal jovem, que estava
com uma criança no colo; ele pegou um coxão-duro orgânico. Eu falei:
Você come a carne orgânica? Ele falou: “A minha família e,
principalmente, pensando na saúde do meu filho; eu consumo só carne
orgânica, só produtos orgânicos”. |
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PO
– A Friboi é uma grande empresa, tradicional, de muito anos já no
setor. Como surgiu esse interesse pelo setor orgânico? |
FLÁVIO SALDANHA – A gente sempre flertou com os produtos orgânicos
como diferencial no ponto de venda. E aí surgiu a oportunidade
quando a Terra Ativa nos procurou, queriam um parceiro que entrasse
com ele na carne orgânica, que fornecesse essa carne para o
Carrefour, mas que tivesse um plano de trabalho. Ou seja, não só
cortasse carne quando tem, e oferecer a ruptura no ponto de venda.
Porque como a carne orgânica ia para exportação, o que sobrava
ficava para o mercado. Então, você não tinha um trabalho regular e
constante no ponto de venda. Não tinha nem como fidelizar o
consumidor. Era realmente um trabalho feito um pouco mais esparso.
Basicamente, quem nos convenceu muito foi o Henrique Balbino, o
presidente da ASPRANOR, que veio aqui nos falar o que era. Sentimos muita confiança nele e
no que veio nos propor. (veja
entrevista com Henrique Balbino feita pelo Planeta Orgânico)
A Friboi é uma grande empresa, somos o maior do Brasil no setor. E
temos uma parte pequena nossa que, hoje, recebe uma atenção maior do
que em todas as nossas linhas. |
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PO
– Proporcionalmente, vocês querem dizer? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Proporcionalmente, para a marca, ele agrega mais valor. Ou seja,
hoje, o Friboi é visto, até como marca, por causa do orgânico. Mais
do que por alguns trabalhos que nós fazemos com as outras marcas. |
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PO
– Vocês acham que está se destacando a imagem da empresa? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Com certeza. |
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Caixa do primeiro hambúrguer produzido no país |
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PO
– Algumas empresas do setor convencional com linhas ecológicas
utilizam o próprio setor orgânico como oportunidade de divulgar um
trabalho ambiental. |
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FLÁVIO SALDANHA
– Para nós, o ambiental é um marketing, a gente passa por uma
empresa muito mais saudável, muito mais preocupada com os
consumidores. |
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PO
– A quanto tempo a Friboi está no setor orgânico? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Vai fazer um ano. A gente começou o projeto em agosto, fizemos
muita pesquisa, um pré-lançamento em setembro, e entramos para o
mercado no final de outubro. |
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PO
– E o Carrefour é o principal comercializador no momento? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Um deles. O Carrefour já rivaliza com outros; antes ele era o
principal, e hoje nós conseguimos unificar um pouco a carga dele.
Depois, nós temos um acordo com a Aspranor, onde eles fornecem com
exclusividade o gado para o Friboi. Em contrapartida, o Friboi se
compromete a comprar gado orgânico, única e exclusivamente, das
fazendas associadas da Aspranor. |
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PO
– A Aspranor é o principal parceiro de vocês? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Sem dúvida. |
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PO
– Na ponta do fornecedor vocês estão amarrando bem para ter a
garantia. |
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FLÁVIO SALDANHA – Garantir a qualidade. Em qualquer partida a gente
dá muito esforço para a qualidade. |
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PO
–E como é a posição de vocês na cadeia produtiva, na logística? |
FLÁVIO SALDANHA
– O nosso é na fábrica. Na verdade, o trabalho do Henrique (Aspranor)
vai até o curral, onde eles entregam o boi pronto; do curral para a
frente é responsabilidade nossa, e do IBD em nos certificar.
Todo nosso material tem a logo do Henrique, que é a “Boi da Terra”.
A gente sempre fala da Aspranor e do IBD em todo o material. Quando
nós vamos em feiras, pode ver lá que tem o selo Boi da Terra, o
nosso e o do IBD. Todo o material é compartilhado. |
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PO
– Qual a variedade de cortes da Friboi com relação aos produtos
orgânicos? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Hoje a gente tem uma grande oportunidade nos cortes, e na
diversificação desses cortes. Eu acredito muito na parte de outros
produtos ou produtos industrializados. No caso do hambúrguer e nas
expansões, como carpaccio, algum tipo de bife já pronto. No caso do
hambúrguer, temos algumas dificuldades. A gôndola de hambúrguer, de
super-gelados, é supersaturada Existem ali 10, 12 marcas, cada um
com 5 ou 6 produtos. Então, é um trabalho um pouco mais forte que a
gente agora está fazendo com o hambúrguer. Ou seja, tem muito a
crescer mas existe ainda muito desconhecimento do produto
hambúrguer, ou do carpaccio, do produto congelado. A gente não
conseguiu identificar, mas parece que o consumidor, quando ele vê
hambúrguer, já não associa mais ao orgânico, ele já entra para um
lado do industrializado. Na verdade, o que a gente detectou em
alguns consumidores, os mais radicais orgânicos, é que: “Olha, se é
hambúrguer, para mim já não serve”. Vira um pouco junk food. |
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PO
– É uma cultura que ainda precisa ser trabalhada? |
FLÁVIO SALDANHA
– Mas já melhorou muito. Quando a gente começou a fazer pesquisas
com os consumidores, era normal a gente falar assim: Você sabe o que
é carne orgânica? Eles respondiam: “Sei, é carne geneticamente
modificada, carne de animal mutante, carne com hormônios...”,
totalmente ao contrário do que a gente prega. Hoje, em muitas lojas,
você já vê explicação do que é o orgânico. Para muitos consumidores,
produto orgânico é FLV, frutas, verduras e legumes.
Separamos um dia numa unidade só para fazer esse
abate, os currais são separados. Todos os currais são identificados
com a logo do orgânico e bife, com a logo do IBD. O primeiro abate é
feito do gado orgânico. Depois existe toda uma limpeza e uma
fiscalização para ver se não sobraram peças de gado orgânico. Todas
essas carnes são desossadas e separadas, são embaladas separadas.
Depois elas ficam na câmara para expedição também separada. É uma
preocupação muito grande do Friboi em realmente não misturar as
carnes e obedecer todas as instruções do IBD.
Uma das coisas importantes na parte de produção é a conscientização
dos nossos funcionários. Porque até então, um coxão mole orgânico e
um coxão mole normal é tudo igual. Mas agora ele já sabe porque fala
assim: “Não, para o coxão mole orgânico, o gado é diferente, tem
outro sistema de produção”. Ele está muito consciente de todo o
processo. |
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PO
–Nesse processo industrial, como vocês fazem essa educação do
funcionário? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Fizemos muito treinamento com eles antes da solidificação e muito
material impresso que mostramos, que divulgamos nos nossos meios de
comunicação interna. |
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PO
– Com relação ao mercado interno e externo, o que vocês verificam
atualmente? |
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FLÁVIO SALDANHA
– O mercado externo sempre paga melhor. Pelo menos nos nossos canais
de distribuição e na Europa, existe uma consciência maior do
consumidor. Logo você tem um esforço menor de venda, o que
contribuiria para você focar o teu negócio na parte de exportação.
Só que nem todos os cortes são para exportação. A exportação me
lembra 5 cortes, e no boi, só de traseiro tem mais 12 para cortar.
Então, esse consumo de mercado interno e externo se complementa. O
que acontece no Friboi é que hoje o mercado interno vende mais do
que o mercado externo. E, justamente, os cortes que não vão para
exportação, no caso da picanha, fraldinha e maminha, hoje, são os
carros-chefes dos orgânicos.Tanto é que tem horas que o recorde de picanha é 3
dias, ela chega na 2a, 4a feira sai. |
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PO
–Com relação ao mercado externo, o que vocês verificam de demanda?
Há alguma resistência ainda? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Sim, tem resistência. Temos um grande parceiro na Holanda, e
quando nós falamos que tínhamos carne orgânica ele disse: “Mas,
como? O que é orgânico? Mas as outras carnes também são!” E até hoje
a gente está discutindo, levando documentos, panfletos, mostrando o
que a gente vem fazendo aqui, o que dá para fazer lá, e nos
colocando à disposição. Ele não sente ainda como vai transformar
isso em argumento de venda lá, e como rentabilizar isso. |
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PO
– Há também outros mercados interessantes, Estados Unidos, Ásia...
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FLÁVIO SALDANHA
– Nos Estados Unidos não pode ser vendida carne in natura, eu teria
que ter uma linha de carne processada, o que geralmente leva algum
tipo de conservante, que talvez descartasse. A gente precisaria ter
uma abertura de mercado para a venda de carne orgânica, ou ter uma
liberação da carne orgânica nas barreiras. No Japão também não entra
carne in natura, nem na Coréia. |
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PO
– Voltando ao mercado interno, vocês têm parceiros também para
vendas em domicílio? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Como o mercado de carne é muito delicado, a gente precisa ver como
se comporta até o porta-a-porta com carne. Quando você fala de um pé
de alface, por exemplo, não tem muita surpresa. Já a carne, pode
estar mais gorda, pode estar mais magra... Exigimos muito padrão da
carne. Mas como é uma peça animal, um ser vivo, é difícil ter uma
conformação única, é impossível. |
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PO
– Com relação ao panorama aqui no Brasil do setor orgânico, qual é a
impressão que vocês têm? |
FLÁVIO SALDANHA
– Eu acho que o setor está se organizando, e principalmente as
lojas, o ponto de venda está preparando sérias mudanças para ter
setores exclusivos de orgânicos.
Vemos num curto prazo de tempo, a “loja dentro de loja”, onde
espaços natural e orgânico devem migrar para dentro de um espaço
separado e concentrar todas as vendas. Hoje, para a loja, o orgânico
é um negócio bom, o consumidor vai levar uma alface orgânica,
tomate, mel, vinho, uma carne. Então, o tíquete sobe de 15 para 30,
40 reais. |
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PO
– Como está a diversificação da Friboi com relação a outros produtos
derivados da carne; não alimentícios, por exemplo? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Por enquanto, só estamos com a carne in natura, alguns
industrializados. Temos que ver como se porta a carne para depois
tratar o subproduto, porque este necessita de volumes. Poderíamos
aproveitar o sebo orgânico para criar uma linha de higiene e
limpeza, higiene pessoal totalmente orgânica. Mas o que eu vou gerar
de sebo agora não vai dar o volume. Vamos gerar uma expectativa
muito grande num produto que talvez seja até mais procurado do que a
carne, vai ocorrer uma ruptura. |
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PO
– Vocês estão focando, não é? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Estamos focando: na carne e no industrializado, tipo hambúrguer.É como um bifão, são 120g de carne. |
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PO
– E com relação aos outros cortes, como é o mercado? |
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FLÁVIO SALDANHA
– A picanha aceita uma margem maior, porque ela gira muito. O
consumidor que compra a orgânica não quer comprar outra picanha. O
sabor é espetacular. No entanto, a cada quilo de picanha eu tenho 6
kg de coxão mole, por exemplo. E o coxão mole começa a sobrar na
loja, ou seja, colocamos uma margem bem menor para este produto |
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PO
–Qual o número total de cortes que vocês têm? |
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FLÁVIO SALDANHA
– São 15 cortes, e o interessante do nosso corte é o seguinte: como
eu tenho cortes grandes, por exemplo, coxão mole, que pesa 7, 8 kg,
eu já estou porcionando. Então, fazemos 6 pedaços desse coxão
mole. A orientação que nós temos na fábrica é de que nenhum corte de
carne ultrapasse 1,5 kg, para que o consumidor possa levar, porque
eu não posso bifar esses cortes na loja. |
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PO
– Com relação ao varejo no Brasil, onde vocês estão mais presentes
no momento? No sul, no sudeste? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Hoje é São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais e Rio de Janeiro. E
Paraná a gente está muito bem, levamos uma campanha nova e lá tem um
mercado consumidor potencial muito grande. |
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PO
– E quanto a outros canais de comercialização? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Aqui trabalhamos muito com chefs de cozinha em restaurantes finos.
Já tem seis cadeias de hotéis muito bons em São Paulo e uma no Rio
comprando também.Tem gente que quer rentabilizar isso lá no
restaurante com um cardápio da carne orgânica, com logo, fazer tipo
um trabalho de parceria. |
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PO
– E com relação aos representantes comerciais, segue a linha do
convencional também? |
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FLÁVIO SALDANHA
– Segue a linha do convencional. Hoje eu não tenho um representante
exclusivo do orgânico ou um vendedor orgânico, ou mesmo distribuidor
orgânico, que era o que gostaríamos de ter. O distribuidor compraria
todos os meus cortes e pulverizaria isso no mercado. Daí ele pode
chegar no restaurante e vender 2 picanhas, 1 alcatra e 1 maminha, e
eu só posso vender a caixa. E muitas vezes, isso dificulta porque os
restaurantes orgânicos realmente são menores, eles não têm muita
área para estocar o alimento. Fica bom para mim porque eu não tenho
que abrir caixa e fica excelente para o distribuidor porque ele
rentabiliza mais a carne. |
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Saiba mais sobre o
FRIBOI:
http://www.friboi.com.br/
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Clique aqui para a
entrevista com Henrique Balbino, presidente da ASPRANOR,
Associação Brasileira de Animais Orgânicos
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