Estudo
do Mercado dos Alimentos Orgânicos
in natura no Estado do Rio de Janeiro |
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O estudo sobre o mercado de produtos orgânicos in
natura no Estado do Rio de Janeiro teve como principal objetivo
caracterizar a dinâmica destes mercados, com ênfase nos vegetais,
atentando para suas estratégias, perspectivas e tendências.
Realizado pelo grupo de sócio-economia do Conselho Técnico da Rede
Agroecologia Rio, o estudo teve como principais fontes de
informação os três agentes que participam deste mercado: os
produtores/fornecedores, os canais de comercialização e os
consumidores.
A seguir, será apresentado cada um dos canais de
comercialização com suas respectivas características: |
| Feiras |
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As feiras, além de serem um dos
mais tradicionais meios de comercialização de produtos
olerícolas (verduras, legumes e frutas), constituem também o
primeiro canal tradicional utilizado pelos agricultores
orgânicos no Estado.
Com um sistema de comercialização que
possibilita a venda direta do produtor ao consumidor (visto
que os feirantes também são os produtores), gerando uma
margem de lucros sem que isto signifique preços muito caros
aos consumidores, as feiras ainda são um canal de
comercialização parcialmente aproveitado. Isso fica claro
quando se percebe o pequeno número de feiras semanais
envolvidas (da Glória na capital, de Nova Friburgo e de
Teresópolis). Vale ressaltar que, além de pontos de venda,
estas feiras atuam como um espaço cultural formador de
opinião, que possibilita o esclarecimento do consumidor sobre
os princípios e características dos sistemas de produção
agroecológicos. |
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Lojas
de Produtos Naturais e
Restaurantes. |
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As lojas de produtos naturais e
restaurantes que trabalham com produtos orgânicos no estado
se concentram nos municípios do Rio de Janeiro (região
metropolitana), Teresópolis e Niterói. O principal desafio
desse canal de comercialização diz respeito à logística da
entrega pois, devido ao pequeno volume de produtos entregues e
a localização dos estabelecimentos (distantes entre si ), a
distribuição acaba tornando-se cara, demostrando a
necessidade de se aumentar a freqüência das entregas e o
volume comercializado.
Um aspecto positivo para a divulgação dos
produtos orgânicos é o fato de algumas dessas lojas
funcionarem como ponto de distribuição, promovendo "feirinhas
semanais" ou entregando cestas em domicílios. |
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Processadoras
e
Distribuidoras |
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As processadoras e distribuidoras
representam um importante elo de ligação entre os produtores
e os consumidores, visto que escoam 93% dos produtos
orgânicos vegetais in natura. Estas empresas atuam em
diversos canais de venda no varejo e no atacado, mas também
atendem clientes em domicílio.
Os principais problemas detectados no
funcionamento destes canais foram:
- Falta de padronização em relação à qualidade dos
produtos.
- Altos custos envolvidos nos sistemas de distribuição.
As soluções apontadas no estudo foram:
- O financiamento e/ou parceria com produtores.
- A montagem de uma rede de fornecimento e assistência
técnica visando a capacitação dos produtores.
- Aprimorar a gerência de vendas de produtos para lojas e
cestas.
- Aumento das vendas para grandes varejistas (mercados e
supermercados)
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| Mercados
e Supermercados |
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mercados e supermercados vêm participando na
comercialização dos produtos orgânicos há relativamente
pouco tempo (cerca de três anos), abrindo espaço para o
estabelecimento desses produtos nas mais importantes unidades
de abastecimento das famílias urbanas. Dentro deste movimento
deve ser destacado o importante papel que os Mercados
Regionais (localizados em outras cidades que não a capital do
Estado) vem desempenhando na propagação da produção
orgânica por todo o estado. |
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Diante do panorama apresentado, o desafio
que se apresenta para consolidar a Agricultura Orgânica no
Estado foi bem resumido pela pesquisadora da Pesagro Rio,
Maria Fernanda Fonseca:
" É necessário o envolvimento de
todos os agentes da cadeia: agricultores e trabalhadores
rurais, técnicos das áreas agrícolas, de alimentação,
saúde e educação, indústrias de insumos e de embalagens,
associações de consumidores, institutos de pesquisa e
extensão estatais e canais de comercialização. Somente
quando todos estiverem conscientes da importância de consumir
alimentos orgânicos na construção da cidadania haverá
cooperação no sentido de promover mudanças nos hábitos
alimentares, estimulando-se os hábitos regionais de consumo,
sobretudo em hortas orgânicas municipais ou em programas de
merenda escolar" (Fonseca, 2000). |
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Fontes:
Relatórios Trimestrais, Rede Agroecologia Rio,
março/junho/agosto, 2000.
"Mercado Nacional: Perspectivas Sócio-Econômicas dos
Alimentos Ecológicos", Maria Fernanda de A. C. Fonseca; In:
Relatórios Trimestrais, Rede Agroecologia Rio, março/junho/agosto,
2000.
"O Estudo do Mercado dos Orgânicos in natura no Estado do Rio
de Janeiro", Rede Agroecologia Rio e Pesagro-Rio, 1998.
Folheto "A Importância dos Alimentos Orgânicos no Estado do
Rio de Janeiro", Pesagro- Rio, 1999.
"Tá na Rede: Informativo da Rede Agroecologia Rio", ano
1, n.3, jan./jul.2000.
"Tá na Rede: Informativo da Rede Agroecologia Rio", ano
1, n.4, ago/out.2000.
Revista "Crea – RJ", n.32, out/nov. 2000.
Texto "Complexo Agroindustrial: um estudo de caso da pequena
produção rural fluminense de olerícolas.", Maria Fernanda de
A. C. Fonseca |
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