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Considerar o acesso à informação como um
novo insumo não é uma simples fórmula e é possível estimar
que alguns segmentos ficarão ainda mais dispersos, se
considerarmos os desafios à extensão rural, cuja eficiência
pode ser reduzida por políticas públicas que concentrem
permanentemente a informação e as tecnologias apenas nos agentes
de maior poder econômico. Assim, aumenta o contingente de
produtores suscetíveis a serem excluídos, por insuficiência de
renda ou por impossibilidade de aumentarem um acréscimo nas
margens de trabalho ou de risco econômico.
Por isso, no momento atual é importante
ressaltar que a agroecologia como um novo paradigma
técnico-científico, ambiental e cultural está sendo construída
de forma progressiva e desigual, com base em uma grande
multiplicidade de práticas produtivas, de ecossistemas e de
estratégias diversificadas de sobrevivência econômica....(Almeida
et. al, 2001:43). O aprendizado dessa nova maneira de pensar e
fazer agricultura passa por experiências de êxito e fracasso,
como todo projeto que é idealizado e realizado pela sociedade.
Portanto, é razoável pensarmos que em países
em desenvolvimento como o Brasil, o desafio da produção de
alimentos em sistemas agroecológicos dentro de uma economia
globalizada e flexível, implica na retoma do debate sobre
políticas públicas amplas e diferenciadas, reforma agrária,
agricultura familiar e segurança alimentar. Fica claro, porém,
que apesar de não ser pequeno, é imprescindível o esforço de
toda sociedade para uma mudança de paradigma da pesquisa
agrícola, principalmente, quando esta se encontra atrelada a
alterações sociopolíticas de caráter estrutural. |
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Fontes:
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