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12.000 AC. - África |
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Brasil
/ Antes de ser descoberto |
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Século
XVI e XVII / Brasil |
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O crescimento populacional e a queda da fertilidade dos solos utilizados após anos de sucessivas culturas no continente europeu, causaram, entre outros problemas, a escassez de alimentos. Nesse sentido, por volta dos séculos XVII e XIX, intensifica-se a adoção de sistemas de rotação de culturas com plantas forrageiras (capim e leguminosas) e as atividades de pecuária e agricultura se integram. Esta fase é conhecida como Primeira Revolução Agrícola. |
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Século
XIX / Europa |
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Em
meados do século XVIII e no século XIX, após um crescimento
contínuo da grande lavoura de exportação ( cana-de-açucar),
que se confundiu com a expansão do café pelas serras e vales
do interior da província do Rio de Janeiro, começaram a
aparecer sinais evidentes de que a agricultura brasileira
vivia uma profunda crise. Esta crise era atribuída,
sobretudo, à falta de braços (pelo fim da escravidão) e de
capitais, além do atraso técnico e administrativo na
condução das lavouras. A maioria dos grandes proprietários acreditava na exploração extensiva dos sistemas de produção, através da expansão das fronteiras agrícolas, abandonando as lavouras atuais quando estas não tivessem mais produtividade satisfatória e indo em busca de novas áreas reiniciando, assim, o ciclo de exploração da fertilidade dos solos. Esta era a cultura nômade de expropriação do solo brasileiro, na qual pouco se pensava nas consequências negativas dos manejos agropecuários empregados, especialmente no que diz respeito à destruição florestal. |
| BRASIL - Seculo XVIII / XIX | |
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Embora minoria, uma tradição intelectual brasileira, que remonta ao final do século XVIII início do século XIX, formada por estudantes brasileiros na Universidade de Coimbra, começou a reproduzir escritos e memórias onde se condenava o tratamento predatório dado ao meio natural no Brasil. Esta tradição original de crítica ecológica brasileira encontrou sua formulação mais ampla e consistente nos escritos de José Bonifácio de Andrada e Silva, influenciou uma linhagem posterior de intelectuais que garantiram a sua continuidade ao longo do período monárquico. |
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Em torno de D. Pedro II existia um grupo de intelectuais e naturalistas que dirigiam as grandes associações culturais do império, como o Instituto Geográfico Brasileiro e o Museu Nacional. Além deles, políticos e fazendeiros da corte brasileira, na província do Rio de Janeiro, capital da monarquia, estavam preocupados com as questões ecológicas. |
| Dois pilares permitem entender a ecologia política do Brasil setecentista e oitocentista, e perceber a identificação por ela estabelecida entre a modernização tecnológica e a superação do desastre ecológico. A modernização que se queria estava mais ligada com o progresso do mundo rural do que uma opção pelo mundo urbano e industrial, chegando alguns a perceberem o mundo urbano como uma variante indesejável da modernidade européia. A vocação agrícola do país era vista como uma vantagem comparativa em termos civilizatórios, desde que a paisagem rural fosse racionalizada e modernizada (capacitação da mão de obra e o uso de máquinas). | |
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Em linhas gerais, desta forma, a aposta histórica de autores da época como o barão do café Francisco de Lacerda Werneck, de Vassouras-RJ, o intelectual com entrada na corte Guilherme Capanema, o empresário e engenheiro agrônomo Caetano da Rocha Pacova, o fazendeiro Luiz Corrêa de Azevedo do município de Cantagalo-RJ, o colaborador da Revista Agrícola Nicolau Moreira, eram extremamente ecológicas. Todas as propostas passavam pela superação do trabalho servil, da derrubada, da queimada, da lavoura extensiva e da grande propriedade, em favor de uma ordem rural calcada no trabalho livre, na lavoura intensiva e na pequena propriedade. Uma aposta histórica que, guardadas as grandes diferenças de contexto, não perdeu totalmente a sua atualidade, continuando a ser, ainda nos dias de hoje, um desafio necessário para a democratização da sociedade brasileira. |
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