Trabalhos 

A AGENDA SOCIAL NA IFOAM ATÉ VICTORIA – CANADÁ 2002 [1]

 

 Maria Fernanda Fonseca
Pesquisadora da Pesagro-Rio, Doutoranda do CPDA/UFRuralRJ, Bolsista CNPq, Membro CEPOrg e do CNPOrg, Membro da Rede Agroecologia Rio. E.mail: mfernanda@pesagro.rj.gov.br

Trabalho publicado em 11/10/02

 

 História

Desde 1992, durante 9ª Conferência Técnica Científica da IFOAM – International Federation Organic Agriculture Moviment, em São Paulo - Brasil, que a questão de justiça social vem sendo abordada como necessária sua inclusão nos padrões/normas técnicas da agricultura orgânica. Em 1996, um capítulo sobre justiça social foi incorporado aos padrões básicos da IFOAM. Segundo texto da IFOAM (Cierpka, 2002), o critério de Justiça Social na IFOAM significa que não é consistente com a agricultura orgânica tratar a natureza e os animais como amigos, mas violar os direitos dos trabalhadores rurais, pequenos produtores, etc. ou, ao mesmo tempo, explorar produtores.

Todas as considerações sociais deveriam estar envolvidas na agricultura orgânica (os custos sociais da poluição, o maior potencial em gerar empregos). No que diz respeito aos produtos orgânicos vindos dos países de baixa renda, uma atenção particular deveria ser dada sobre os aspectos sociais, como fazem as associações de comércio equitativo/justo (Max Havellar, Solidar’Monde, Artisans du Monde...) que dão uma garantia ética sobre a produção. Desde a 4ª Conferência da IFOAM sobre Comércio dos Produtos Orgânicos busca-se uma aproximação entre as normas do comércio justo e da agricultura orgânica, e, a IFOAM acrescentou uma cláusula de justiça social nos seus Padrões Básicos da IFOAM (IFOAM Basic Standards - IBS), como princípios gerais, aprovada na Assembléia de 1998, partindo do princípio que os direitos sociais fazem parte integrante da agricultura orgânica em toda a sua cadeia. Este tema foi largamente abordado na 6ª Conferência da IFOAM sobre Comércio dos Orgânicos, em Florença - Itália, outubro de 1999, em 2000 na BIOFACH e em Basel – Suíça durante o Congresso IFOAM 2000, bem como na reunião sobre o Programa de Garantia da IFOAM em Nuremberg - Alemanha, em fevereiro de 2002, durante a BIOFACH 2002. Para a Assembléia Geral da IFOAM em 2002, há sugestão de inclusão de 3 padrões mínimos a serem observados nas unidades produtoras orgânicas (liberdade dos operários se associarem, não discriminação entre operários, fornecimento de oportunidades de educação a crianças empregadas pelas unidades orgânicas).

Entretanto, o texto do IBS (IFOAM, 2000) estava muito aquém das expectativas de pequenos produtores e dos consumidores. Segundo Parrot & Marsden (2002 p.13), todos os objetivos e princípios não faziam referência a justiça social ou a viabilidade econômica, ambas características chave na determinação da aceitabilidade do enfoque orgânico e agroecológico junto aos consumidores e da mesma forma aos produtores. Uma questão levantada é se e em qual extensão as normas devem incluir o critério social. Até o presente, as normas orgânicas estão quase exclusivamente orientadas para os processos agrícolas, com pouco ou nenhum conteúdo social. Portanto, há uma base limitada para garantir que o produto orgânico é cultivado sob condições que são qualquer coisa menos exploradoras, socialmente falando, do que os sistemas de produção convencionais. Isto cria um dilema, já que há uma ampla aceitação de que os consumidores orgânicos também desejam ser consumidores éticos e, freqüentemente, assumem que a produção que eles compram é comercializada justamente.

O Comércio Justo estabeleceu critérios para um comércio sustentável com (principalmente) pequenos fornecedores, começando com produtos “colonialistas”, como café, chá e cacau. Os mais importantes critérios são: 1) uma parte definida do preço (excedente) é pago pelas tarefas comunitárias/questões sociais da cooperativa ou comunidade de trabalhadores rurais ou produtores; 2) a relação comercial deve ter uma perspectiva de longo prazo; 3) parte do preço é pago adiantado, para facilitar a independência dos produtores do crédito local (na maioria das vezes inexistente, com exageradas altas taxas de juros). No caso da agricultura patronal, o conceito mais relevante é de comércio ético: condições básicas dos trabalhadores dentro das cadeias produtivas eliminando as diversas formas de exploração do trabalho. Segundo o acordado na conferência do IFAT (Federação Internacional Comércio Alternativo) em 1995, Maryland-EUA, o código de ética é baseado em 10 princípios gerais (referentes aos princípios fundamentais da OIT – Organização Internacional do Trabalho), tendo como objetivo fortalecer a posição econômica, bem como o bem estar social e ambiental dos produtores marginalizados nas cadeias produtivas dos países de baixa renda.

 

 Hoje

No presente, o movimento orgânico parece estar mais sensibilizado a incorporar valores sociais nos seus processos de certificação e acreditação (credenciamento) do que o movimento do comércio justo em adotar as práticas do manejo orgânico. Muitos órgãos de certificação, como a Soil Association na Grã Bretanha e a Sapucaí no Brasil, já tem uma política a respeito da “justiça social” nas suas normas, assim como alguns países, como o Brasil, vem tentando incorporar alguns critérios em suas legislações orgânicas (MAPA, 1999; MAPA, 2002), embora isto não esteja bem desenvolvido. O desafio para IFOAM é ter um padrão básico que proteja os direitos humanos dos indivíduos em qualquer lugar que a agricultura orgânica seja praticada e que os produtos orgânicos sejam feitos, respeitando as culturas e as tradições de cada localidade (Cierpka, 2002). Penso que o desafio para os membros da IFOAM é que como as normas são produto de uma construção social que resulta de acordos entre seus membros, e que predominantemente hoje (Cierpka & Geier, 2002) seus afiliados tem a maior parte de suas atividades relacionadas com o segmento da educação, produção agrícola, comercialização e consultoria, como conciliar as visões de um mundo baseado em convenções[2] doméstico – cívicas (ligações interpessoais fortes, trocas locais, tradições, valores sociais) com as visões de mundo justificado por convenções industrial – mercantil (normas técnicas, ciência, competitividade, manutenção clientes)? 

O conceito sobre as normas orgânicas e do comércio justo são fundamentados em bases diferentes: comércio justo é um processo mais orientado do que o orgânico. Ele começa em cooperativas, associações/organizações de pequenos produtores, com um baixo perfil de justiça social, abrindo possibilidades de desenvolvimento para estas cooperativas/organizações. As normas/padrões da IFOAM são desenvolvidas por mais de 700 membros (711 em 31 julho 2002, Cierpka & Geier, 2002) em mais de 100 países, podendo ser aplicadas em todo mundo, apesar de mais orientadas pelos critérios dos países de alta renda (53% dos membros da IFOAM estão localizados nesses países). Os critérios do Comércio Justo são desenvolvidos para o relacionamento comercial Norte-Sul e (ainda) não são aplicáveis  ao setor comercial Norte-Norte. O Programa de Garantia IFOAM oferece um conjunto de normas básicas aceitas internacionalmente, seguindo uma inspeção, uma certificação e uma acreditação, embora continuem acontecendo problemas de equivalência entre os organismos certificadores afiliados ao sistema IFOAM. O setor do Comércio Justo desenvolveu muitos diferentes conjuntos de critérios e não tem quase prática em certificação por uma terceira parte (Cierpka, 2002).

Segundo Mallet (2002), atualmente as organizações que fazem parte do comércio justo (IFAT – International Federation of Alternative Trade, FLO – Fairtrade Labelling Organization International/Organização Internacional de Rotulagem Justa; NEWS – Network European World Shops/ Rede Mundial de Lojas Européias; EFTA – European Federation of Alternative Trade Organizations/Federação Européia de Organizações de Comércio Alternativo) começaram uma iniciativa para encontrar uma plataforma comum para coordenação e cooperação. Outra parceria para harmonizar procedimentos envolvendo a maioria das organizações estabelecedoras de normas e acreditadoras  quanto aos critérios sociais e ambientais na certificação, foi estabelecida em 1999 denominada Aliança ISEAL (Aliança Internacional para Acreditação e Rotulagem Social e Ambiental). Por trás do desejo de colaborar, está o desejo de ganhar reconhecimento internacional e credibilidade para seus respectivos programas, para melhorar a qualidade e o profissionalismo de suas organizações, e, promover os interesses comuns do setor privado estabelecedor de normas (ISO – International Standard Organization) e de organizações de acreditação (ILAC – International Laboratory Accreditation/IAF – International Accreditation Federation).

Como uma parte da estratégia ampliada de como adotar as questões de justiça social, a IFOAM apoiou um número de atividades de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Na Assembléia Geral, em 2002, Victoria, Canadá, o presidente da IFOAM Gunnar Rundgreen ao apresentar uma visão geral de sua gestão 2000-2002 no tópico sobre justiça social, observou que realizou esforços nas seguintes ações: normas; Códigos de Conduta para o Comércio; Projeto SASA; conferências e eventos sobre o tema.

O projeto SASA (Social Accountability on Sustainable Agriculture – Contabilidade Social na Agricultura Sustentável, www.isealalliance.org/sasa ) é um projeto de pesquisa ISEAL, uma parceria entre a FLO – Fair Trade Labelling Organization International, SAI - Social Accountability International, La Rede de agricultura Sostenible – RAS e a IFOAM. A duração do projeto de pesquisa é de 2 anos, em 12 localidades ao redor do mundo, com o objetivo de: desenvolver diretrizes e instrumentos para a realização de auditorias sociais na agricultura sustentável, a ser aplicadas pela FLO, IFOAM, SAI e RAS em uma ampla gama de sistemas de produção agrícola e cadeias de produção; e fomentar uma cooperação mais estreita entre as iniciativas mediante a aprendizagem compartilhada. As auditorias conjuntas ajudarão a estabelecer recomendações de melhores práticas quanto aos métodos para verificar se as condições no lugar de trabalho dos distintos setores agrícolas são seguras e apropriadas, e para explorar os mecanismos potenciais para a condução de auditorias integradas, mediante as quais os produtores possam demonstrar, em uma só auditoria geral, sua responsabilidade tanto social como ambiental. A FAO fornece apoio técnico ao projeto, e ajudará a difundir a informação (SASA, 2002). O projeto SASA no Brasil se inicia em outubro de 2002.

Embora muitas companhias multinacionais tenham desenvolvidos manuais para um comércio ético, não existe um código internacional de práticas. A IFOAM elaborou um rascunho de Códigos de Conduta no Comércio (IFOAM, 2002) desenvolvido para que companhias comerciais incorporem outros valores na prática normal dos negócios, mas que são exigências custosas de se fazerem cumprir pelos pequenos produtores e companhias.

Levando em consideração este cenário, um grupo de instituições resolveu ampliar este conceito de justiça social, produzindo um documento (Henderson e colaboradores, 2002) que serviu de base para uma reunião em Victoria – Canadá, da qual fornecemos um resumo mais adiante. O texto amplo que discute os critérios de justiça social e equidade econômica foi elaborado para produtores de pequena escala, trabalhadores rurais e público (consumidores).  É bastante pretensioso no que diz respeito aos processos de comercialização serem transparentes, fazendo com que o sistema agroalimentar seja menos injusto com os diferentes atores, principalmente agricultores, trabalhadores e consumidores. Há que se pensar como implementá-lo. Devemos transformar o sonho em realidade. Agora que os resultados nefastos da globalização e de um mercado mundial livre ficam cada vez mais presentes no dia a dia de cada indivíduo, de cada nação, é hora de buscarmos um novo modelo de desenvolvimento com menos exclusão social e econômica, e menos danos a natureza. O fracasso da Rio + 10 e da implementação do Protocolo de Kioto devem servir de estímulos a esta busca por um mundo melhor para todos. O verbo é participar !

 

 Relatório da Reunião sobre Justiça Social– Victoria, Canadá - 20 e 21 agosto 2002

A reunião era de pessoas e instituições que estavam em Victoria, Canadá para evento da IFOAM 2002 (22 a 24/08/2002), e queriam aproveitar a ocasião para colaborar com a elaboração de padrões de justiça social que levassem em considerações os diversos atores envolvidos no setor agroalimentar, principalmente produtores e consumidores. Tinha também como objetivo propor estratégias para a inclusão de critérios de justiça social mais amplamente na IFOAM. Futuramente será disponibilizado um texto com as principais questões levantadas na reunião e os desafios para se implantar os critérios de justiça social na produção, transformação, comercialização e consumo dos orgânicos.

As brasileiras presentes a reunião (Maria Fernanda Fonseca – PESAGRO-RIO/RJ; Nina Charity – ADAO/CE) argumentaram sobre a importância de considerar os projetos com enfoque orgânico e agroecológico realizados no Brasil, principalmente no que diz respeito as redes de comercialização para os mercados locais e de certificação participativa, bem como nos aspectos da reforma agrária, pesquisa participativa e relação com os consumidores. A participação da IFOAM para discussão da Agenda Social no Fórum Social Mundial que acontece anualmente em Porto Alegre – RS, foi colocada como importante. Registraram a importância de que as normas não venham a se tornar mais uma barreira técnica que impeça os pequenos de terem acesso aos mercados, face a total falta de recursos para implementá-las nos países de baixa renda. Um fundo recolhido de um percentual das transações comerciais para incentivo de uma política de qualidade nos países de baixa renda, e transparência nas margens praticadas pelos diferentes segmentos, são condições indispensáveis para adoção e manutenção dinâmica das normas, tanto no mercado local quanto no mercado internacional, caso contrário, as diferenças Norte - Sul serão ampliadas.

 

 Resumo dos Resultados da Reunião sobre Justiça Social em Victoria, Canadá – Agosto 2002

1 – Acordo para individualmente submeter comentários até 30 de setembro 2002 no documento da IFOAM sobre Agenda Social (www.ifoam.org ).

2 – Acordo para individualmente submeter comentários até 1 dezembro 2002 no novo rascunho do texto A Call for Social Stewardship in Organic and Sustainable Agriculture (Uma chamada para Parceria Social entre Agricultura Orgânica e Agricultura Sustentável). Adicionalmente, explorar a possibilidade de colocar este documento no portal da IFOAM.

3 – Acordo para participar no Processo de Visão de Futuro durante a Assembléia da IFOAM 2002 e durante todas as sessões relevantes durante o Congresso da IFOAM 2002 para promover a Agenda Social.

4 – Acordo para participar individualmente do Projeto SASA

5 – Acordo para organizar um evento especial em questões sobre justiça social na agricultura orgânica e sustentável, a ser realizado em Bangkok- Tailândia, em novembro de 2003. Um Comitê de organização foi formado com este propósito.

6 – Acordo para apoiar o desenvolvimento de Códigos de Conduta para o Comércio (Codes of Conduct for Trade) como uma estratégia interim, e, para individualmente submeter comentários com este propósito.

7 – Acordo para conduzir um estudo sobre os certificadores (e auditores), com Certificadores Acreditados IFOAM como uma subcategoria distinta e outros, considerando suas experiências na implementação de padrões/normas e recomendações sobre justiça social. Um Comitê de Trabalho foi formado com este propósito.

8 - Acordo para iniciar diálogo e discussão a respeito da incorporação das questões de justiça social no Codex Alimentarius.

9 – Acordo para adotar com urgência os critérios de justiça social dentro do EurepGAP.

10 - Acordo para que a promoção da justiça social na agricultura orgânica e na agricultura sustentável deva requer tanto os enfoques baseados nos padrões/normas quanto os enfoques não padronizáveis (cultura, valores locais).

 

 Recomendações para a Diretoria Mundial da IFOAM dos 51 participantes da Reunião de Justiça Social:
  • Que a diretoria da IFOAM reconheça e apoie os acordos acima a respeito da promoção da justiça social na agricultura orgânica
     

  • Que a IFOAM aumente os recursos disponíveis e alocados para projetos e atividades relacionadas a justiça social
     

  • Que a  IFOAM crie um novo serviço para comunicar projetos e atividades relacionadas a justiça social na agricultura mais amplamente para as organizações membro e para o público em geral.

 

 Bibliografia

- Amblard,, H.; Bernoux, P.; Herreos, G. & Livian, Y. Conventions et accords. Cap. 2. In: Les nouvelles approaches sociologiques des organizations. Paris: Editions du Seuil, 1996. P.73-117

- Cierpka, Thomas. Organic agriculture and fair trade two concepts based on the same holistic principal. IFOAM, www.ifoam.org/social/orgagrifairtrade.html, 17/07/02.

- Cierpka, Thomas & Geier, Bernard. Organic Agriculture Worldwide. IFOAM Directory of the member organizations and associates. 2003. Tholey-Tholey, Alemanha: IFOAM, 2002. 76p.

- Henderson, Elizabeth; Mandelbaum, Richard; Mendieta, Oscar & Sligh, Michael. Toward social justice and economic equity in the food system: a call for social stewardship standards in sustainable and organic agriculture. Victoria, Canada: IFOAM, 8/10/02 Revised Version. 31p.

- IFOAM. Basic standards for organic production and processing. Tholey-Tholey, German: IFOAM, 2000p.ISBN 3-934055-08-7

- IFOAM. Options for Code of Conduct for IFOAM traders. http://www.ifoam.org/social , 10/09/02.

- Mallet, Patricia. Options for accreditation: national and international accreditation systems. In: Rundgren, G. & Lockeretz, W. IFOAM Conference on organic guarantee systems. International harmonisation and equivalence in organic agriculture. 17-19 february 2002, Nuremberg, Germany. Reader…. Nuremberg: IFOAM, 2002. p. 34-37

- MAPA. Instrução Normativa 007 17 de maio de 1999. Normas para a produção de produtos orgânicos vegetais e animais. Brasília: MAPA, 1999

- MAPA. Instrução Normativa 002 de 10 de janeiro de 2002. Normas para credenciamento, certificação e inspeção da produção orgânica; critérios de credenciamento de entidades certificadoras de produtos orgânicos; diretrizes para procedimentos de inspeção e certificação da produção orgânica. Brasília: MAPA, 2002.

- Parrot, Nicholas & Marsden, Terry. The real green revolution. UK: Greenpeace Environmental Trust, February 2002. 148p. ISBN 1 903907 02 0

- SASA. Responsabilidad social en la agricultura sostenible. ISEAL, www.isealalliance.org 13/06/02.2p.

 


[1] Este texto foi elaborado com objetivo de democratizar informações sobre justiça social existentes na IFOAM e fornecer um cenário dos resultados da reunião sobre Justiça Social que aconteceu antes do Congresso da IFOAM 2002, em Victoria - Canadá. Não tem a pretensão de fornecer diversos enfoques que ajudem as discussões sobre o tema.

[2] Uma convenção é um espaço no qual são postos, negociados e resolvidos os conflitos e as controvérsias (Amblard e colaboradores, 1996).  Para os convencionalistas em vez de um mundo moderno homogêneo, existem diversos mundos justificáveis de ação econômica. Para que aconteçam as trocas e a coordenação, é necessário o estabelecimento de convenções entre as partes que viabilizam a ação coletiva


Web Design - Programação Visual 2A2 © 2004