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Solo,
ao contrário do que imagina a maioria das pessoas, não é apenas
terra. No
início da formação do planeta não existiam solos, mas sim
imensos blocos de pedra e muita água.
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Durante
milhões de anos, o calor e o frio racharam a pedra; o vento e a
água transformaram pedaços quebrados em areia grossa, areia fina
e argila. Mas isso ainda não era solo, começou a ser quando
apareceu a vida, na forma de microorganismos e depois de seres
maiores.
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Nascendo,
crescendo e morrendo, esses microorganismos adicionaram matéria
orgânica à terra, que passou a abrigar cada vez mais organismos.
Estes, ao decompor a matéria orgânica, produziam ácidos que
alteravam a areia e a argila, criando novas substâncias e
transformando aquela massa inerte num corpo complexo e cheio de
vida: o solo.
Essas
transformações continuam até hoje. Por isso, existe sempre uma
rocha embaixo do solo – a rocha-mãe. Não se percebe que o solo
está sendo produzido porque o processo é muito lento: para
formar apenas um centímetro de solo agrícola são necessários
séculos.
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De
outra parte, os pequenos animais e vegetais do terreno são
essenciais para a agricultura. Seu trabalho é variado: os
pequenos canais, ou poros, feitos pelas minhocas, formigas, larvas
e outros inúmeros insetos, servem para o ar circular e a água e
as raízes das plantas penetrarem.
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Além
disso, esses animais, ajudados por bactérias e fungos, trituram e
decompõem a matéria orgânica, tornando seus nutrientes
disponíveis para as raízes das plantas. Fazem mais: fabricam
húmus, que torna o solo fofo e armazena água e nutrientes para
as plantas. Os microorganismos produzem ainda substâncias que
ajudam as culturas a crescer e se defenderem de pragas e doenças.
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Em
outras palavras, os microorganismos do solo são como uma usina
transformadora: decompõem a matéria orgânica, produzindo
ácidos que dissolvem os nutrientes do solo como fósforo e
potássio. Até mesmo o nitrogênio é retirado do ar por
bactérias e dado de graça às plantas pelos nossos "amigos
invisíveis". Porém, para que tudo isso aconteça, é
preciso que exista a matéria orgânica no chão na forma de
"mulche" (cobertura morta).
Fonte:
Revista "Balde Branco", ano 25, n.323, 1991.
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