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O
sistema de criação orgânica vai
além dos resultados produtivos com o bem-estar das aves, ele agrega valor
ao produto final porque também corresponde
aos requisitos de sanidade e de segurança do meio ambiente, das pessoas
que trabalham com a criação e daqueles que irão consumir o que é
produzido. Tendo isso em mente e em prática, o produtor já pode começar
a buscar alternativas de inserção no mercado.
Há
mercados para várias finalidades, pode-se comercializar ovos, frango
vivo, abatido na hora, inteiro, em pedaços, temperado, embalado a vácuo
e outras. Seja qual for a especialidade adotada pelo avicultor, a
certificação é pré-requisito fundamental. Fazer um planejamento estratégico
de comercialização também é importante, porque isso irá facilitar a
identificação das vantagens competitivas e das ações relacionadas ao
marketing. Com esta base, há grandes chances de sustentabilidade econômica
a longo prazo, já que o retorno do investimento ocorre, normalmente,
entre 12 e 24 meses.
O
produtor pode optar por ganhar o mercado isoladamente ou em parceria. No
primeiro caso, é preciso saber onde as margens de lucro são certeiras e
conquistar a fidelidade do consumidor com uma marca forte. Por isso, a
regularidade do abastecimento, a qualidade do produto e a padronização
da remessa são imprescindíveis. Agora, se a opção for pela parceria,
será necessário coordenar as atividades e observar o mesmo padrão de
qualidade.
Em
qualquer um desses casos, entretanto, faz-se necessário passar pelo
processo de certificação para produtos orgânicos. Sem isto,
praticamente torna-se muito difícil levar a produção a todos os
diferentes tipos de mercado e conseguir uma negociação perante a concorrência
detentora do selo. Isso é particularmente verdadeiro quando o produtor
sai da venda direta em feiras especializadas ou em domicílio ou em lojas
e parte para a venda em supermercados, nos quais o selo de certificação
é um requisito para o fechamento de negócios. Devemos lembrar também
que não basta o selo de certificação, é preciso que o produto orgânico
“tenha uma cara”, ou seja, que a marca, o nome do produtor ou o símbolo
que o identifique permaneça gravado na mente do consumidor. Além disso,
no caso de ovos e da carne de frango deve-se ter o cuidado de elaborar
embalagens que além de atraentes, sejam prática e resistente
De
qualquer forma, o desafio é grande. Sem auxílio de órgãos como o Serviço
de Apoio a Micro e Pequenas Empresas ( SEBRAE) e o apoio financeiro de
instituições governamentais, será mais trabalhoso atingir a meta.
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