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12
de agosto de 2010 |
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Notícias |
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Agrotóxicos que apresentam alto risco para a
saúde da população são utilizados no Brasil |
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Agrotóxicos que apresentam alto risco para a saúde da população
são utilizados, no Brasil, sem levar em consideração a
existência ou não de autorização do governo federal para o uso
em alimentos. É o que apontam os novos dados do Programa de
Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para),
divulgados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
dia 23 de julho de 2010, em Brasília.
Em 15 das 20 culturas analisadas, foram identificados
agrotóxicos ativos e prejudiciais à saúde humana. "Encontramos
agrotóxicos, que estamos reavaliando, em culturas para os quais
não estão autorizados, o que aumenta o risco tanto para a saúde
dos trabalhadores rurais como para a dos consumidores", afirma o
diretor da Anvisa, Dirceu Barbano. Nessa situação, chama a
atenção a grande quantidade de amostras de pepino e pimentão
contaminadas com endossulfan; de cebola e cenoura com acefato; e
de pimentão, tomate, alface e cebola com metamidofós. Além de
serem proibidas em vários países do mundo, essas três
substâncias já começaram a ser reavaliadas pela Anvisa e tiveram
indicação de banimento do Brasil.
De acordo com o diretor da Anvisa, "são ingredientes ativos com
elevado e comprovado grau de toxicidade e que causam problemas
neurológicos, reprodutivos, de desregulação hormonal e até
câncer". "Apesar de serem proibidos em vários locais do mundo,
como União Europeia e Estados Unidos, há pressões do setor
agrícola para manter esses três produtos no Brasil, mesmo após
serem retirados de forma voluntária em outros países", pondera
Barbano. |
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A Anvisa faz a reavaliação toxicológica de ingredientes ativos
de agrotóxicos sempre que existe algum alerta nacional ou
internacional sobre o perigo dessas substâncias para a saúde. Em
2008, a agência colocou em reavaliação 14 ingredientes ativos,
entre eles o endossulfan, o acefato e o metamidofós.
Houve amostras, ainda, que apresentaram as duas irregularidades:
resíduos de agrotóxicos acima do permitido e ingredientes ativos
não autorizados para aquela cultura. No balanço geral, das 3.130
amostras coletadas 29% apresentaram algum tipo de
irregularidade.
Os casos mais problemáticos foram os do pimentão (80% das
amostras insatisfatórias), uva (56,4%), pepino (54,8%), e
morango (50,8%). Já a cultura que apresentou melhor resultado
foi a da batata, com irregularidades em apenas 1,2% das amostras
analisadas
Mais inf. em
http://portal.anvisa.gov.br |
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Transição agroecológica
conquista premiação Embrapa |
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O
projeto Transição Agroecológica: construção participativa do
conhecimento para a sustentabilidade, liderado pela Embrapa Clima
Temperado, junto ao Macroprograma 1, conquistou o segundo lugar na
Premiação Nacional de Equipes 2010 da Embrapa, na categoria
Parceria. Participam do projeto 25 Unidades da Embrapa, sete
universidades, quatro institutos de pesquisa e desenvolvimento, três
ministérios do Governo Federal, cinco instituições de assistência
técnica (entre públicas e privadas), oito associações atuantes em
agroecologia e duas cooperativas de agricultores familiares. O
projeto é constituído de quatro projetos componentes, sendo dois
liderados pela Embrapa Clima Temperado, um pela Embrapa Hortaliças e
outro pela Embrapa Tabuleiros Costeiros.
Atuam
no projeto como responsáveis por atividade 79 técnicos, sendo 12 da
Embrapa Clima Temperado e 67 de outras unidades e de instituições
parceiras. Como colaboradores existem 172 técnicos, pertencentes à
Embrapa e a outras instituições envolvidas no projeto. |
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Para
o coordenador do projeto, Carlos Alberto Medeiros, essa premiação é
relevante pois “ressalta a importância de um dos princípios que
norteia as ações do projeto, que é a interinstitucionalidade, isto
é, o trabalho articulado com diferentes instituições atuantes em
agroecologia”. Essa premiação foi obtida justamente graças ao
“grande esforço empregado para uma efetiva articulação do projeto
com parceiros externos e com parceiros internos, ou seja, de outras
Unidades da Embrapa”, comenta Medeiros.
O
projeto tem como objetivo alavancar processos concretos da transição
para uma agricultura mais sustentável. Para que isso possa ser
concretizado, foi articulada uma rede nacional com interesse comum
na pesquisa em agroecologia, com a finalidade de gerar e
compartilhar, entre Unidades da Embrapa e instituições parceiras,
conhecimentos, capacidades e estruturas.
Como
resultado do projeto, espera-se a geração de impactos econômicos,
sociais e ambientais, como o aumento da produtividade dos sistemas
de produção de base ecológica; a melhoria da qualidade dos recursos
solo, água e biodiversidade, tendo-se como premissa o envolvimento
participativo dos beneficiários do projeto que são os agricultores
familiares, em seus diferentes segmentos. Espera-se ainda promover
um avanço dos conhecimentos conceituais e metodológicos em
agroecologia, com a capacitação de técnicos das diferentes
instituições atuantes no tema.
A
Premiação Nacional de Equipes ocorre há mais de uma década na
Embrapa e tem o objetivo de reconhecer e premiar equipes de
projetos, processos ou ações gerenciais cujos resultados tenham
elevado nível de desempenho e tragam impactos positivos para a
Empresa. É possível concorrer em outras quatro categorias, além de
Parcerias. São elas: Qualidade Técnica, Criatividade, Captação de
Recursos e Análise e Melhoria de Processos. A avaliação, seleção e
premiação foram feitas por um grupo de funcionários da própria
Embrapa. Ao total, foram premiados 21 projetos de diversas Unidades. |
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| ABNT promove reunião da
Comissão de Estudo Especial de Grãos Não Geneticamente Modificados |
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Dia
20 de agosto será realizada a 6ª reunião/2010 da ABNT/CEE - 143
Comissão de Estudo Especial de Grãos Não Geneticamente Modificados,
das 09:30 às 14:00 na sede da ABNT/SP – Rua Minas Gerais, 190
- Higienópolis – São Paulo - SP.
Na
pauta desta reunião estarão:
- Apresentação da SGS do Brasil sobre sistemas de certificação e
suas vantagens;
Continuação do Projeto de Norma 143:000.01-001 - Sistema de
produção de soja Glycine max L. Merril não geneticamente
modificadas – Requisitos.
Segundo a ABRANGE ( Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não
Geneticamente Modificados) na safra 2009/2010 o Brasil plantou 44%
da área de soja com sementes convencionais, indicando a necessidade
de preservar este mercado para atender a demanda crescente dos
consumidores de alimentos não geneticamente modificados. |
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ExpoSustentat promoverá Praça da Sociobiodiversidade |
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De 03 a 05
de novembro , acontecerá a quinta edição da ExpoSustentat, Feira de
Bens e Serviços Sustentáveis que ocorre paralelamente a BioFach
América Latina, no Transamérica Expo Center em São Paulo.
Na
Praça da Sociobiodiversidade estarão reunidos empreendimentos estimulados como alternativa econômica ao
desmatamento nos biomas Amazônia, Cerrado e Caatinga.
Mais
de cem produtos da biodiversidade brasileira estarão expostos, entre
alimentos, artesanatos, biojoias e cosméticos. A produção representa
mais de 40 mil famílias de povos e comunidades tradicionais e
agricultores familiares. A Praça é uma estratégia dos
ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário para dar
acesso e visibilidade ao trabalho dos extrativistas, que geralmente
são muito relacionados às culturas populares e aos próprios biomas
A
Praça da Sociobiodiversidade é um espaço dedicado a temas
relacionados ao Plano Nacional de Promoção das Cadeias de Produtos
da Sociobiodiversidade, coordenado pelos ministérios do Meio
Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate
à Fome e COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO (CONAB).
Iniciado em 2009, do Plano Nacional da Sociobiodiversidade
desenvolve ações de fortalecimento e promoção das cadeias produtivas
da castanha-do-Brasil e do coco-babaçu em dez estados prioritários
(AM, PA, AP, RO, MT, AC, MA, TO, PI e CE), envolvendo ao todo 237
municípios. Essa ação auxilia também na promoção e na estruturação
de outras cadeias de produtos extrativistas, como a borracha, açaí,
pequi, copaíba, andiroba, piaçava, buriti e carnaúba.
Também
fazem parte do Plano Nacional da Sociobiodiversidade estratégias
como a Política de Garantia de Preço Mínimo (PGPMBio), mecanismo de
regulação que estabelece o pagamento de um subsídio quando o preço
do mercado estiver abaixo do preço mínimo dos produtos extrativistas
(estabelecido pela CONAB e pelo Ministério da Fazenda, dentre
outros órgãos). Outros instrumentos, como o Programa Nacional
de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos
(PAA), preveem a compra de 30% do alimento de origem da agricultura
familiar pelas prefeituras, com a inclusão de produtos extrativistas
de cada região.
Mais informações sobre a ExpoSustentat no email
expositor@planetaorganico.com.br |
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