09 de outubro de 2006


Notícias 


MDA vai transferir tecnologia de biodiesel na agricultura familiar para Haiti a partir de novembro
O subsecretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Adoniram Peraci, acertou com o ministro da Agricultura do Haiti, Joanas Gué, que a partir de novembro o MDA iniciará o processo de transferência de tecnologia para produção de biodiesel e de matéria-prima para especialistas haitianos.De acordo com Peraci, técnicos do MDA vão até o Haiti para iniciar o processo de adaptação da tecnologia e colaborar na elaboração de um plano de biodiesel neste país.
 
Peraci também informou que o Brasil vai doar ao Haiti equipamento para processar oleaginosa, matéria-prima necessária para a produção do biodiesel, como pinhão manso e mamona. Além disso, Peraci explicou aos visitantes o funcionamento da política brasileira de microcrédito para agricultores familiares.
O subsecretário disse que os haitianos gostaram muito da experiência brasileira com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Segundo Peraci, a delegação do Haiti aprovou o fato do Programa trabalhar com controle e monitoramento dos beneficiários, além de atingir as camandas mais pobres de produtores com a estratégia de estratificação do Pronaf em grupos. ``Eles vão elaborar um projeto semelhante ao brasileiro e pedir financiamento ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)``, ressaltou Peraci.
Pela manhã, a delegação haitiana visitou a usina de biodiesel da Universidade de Brasília (UnB). Nesta ocasião, a delegação haitiana foi acompanhada pela coordenadora de Biocombustíveis do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Édna Carmélio.
Além do projeto de transferência de tecnologia de biodiesel, o MDA estuda desenvolver no Haiti programa de capacitação de técnicos e agricultores locais para processamento de produtos em quatro áreas: frutas e hortaliças; mandioca; apicultura e leite e derivados.
Seminário de Biocombustíveis
Entre os dias 20 e 22 de setembro, a comitiva do Haiti participou do Seminário sobre Biocombustíveis no Marco da Comunidade Sul-Americana de Nações, em Fortaleza, capital do Ceará. Nesta ocasião, os haitianos conheceram a experiência da Empresa de Transportes Urbanos de Fortaleza (Etufor), que utiliza biodiesel em sua frota. Também visitaram uma plantação de oleaginosas na Fazenda Santa Clara, no município de Canto Buriti, no Ceará, e uma usina de processamento do novo combustível em Floriano (PI).
Fonte
Assessoria de Comunicação Social MDA/Incra
 
Responsabilidade com pequenas atitudes
Empresa faz campanha pelo consumo consciente.
A campanha “Traduzindo Conceitos” criada pela Welsys Languages, empresa paulistana atuante no segmento de tradução, aborda não apenas a preservação do meio ambiente, mas também o consumo consciente.
Presente no mercado de idiomas há 10 anos, a Welsys optou por transformar seu material institucional - a Baumwolltasche, sacola de algodão -, em sua campanha de conscientização. É um costume na Alemanha e em diversos outros países levar de casa a própria sacola para realizar pequenas compras. O intuito é disseminar este conceito na cultura brasileira, partindo de São Paulo.
A campanha será apresentada tanto para os clientes da empresa quanto para a comunidade local. O compromisso com a fidelidade na transmissão de informações e o respeito à cultura de cada país em que a Welsys apresenta uma tradução refletem o slogan da campanha. Em um país formado por tantas culturas, agregar um bom hábito é contribuir para o futuro coletivo.

Pesquisadores avaliam impactos sócio-econômicos da pesca profissional no
Pantanal
Pesquisadores da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) trabalham, desde o início do ano, na construção de um calendário sazonal para os pescadores profissionais artesanais. Nessa semana, a partir de hoje (02.10), os pesquisadores visitam as colônias de Aquidauana, Miranda e Corumbá conversando com os pescadores e buscando informações sobre suas atividades.O objetivo do projeto é promover um resgate da memória da pesca na região e, ao mesmo tempo, avaliar o impacto das variações de captura no modo de vida das populações.
A partir do calendário, será possível analisar a disponibilidade de estoques pesqueiros e de que forma os mesmos são acessados pelos pescadores ao longo do ano, por exemplo. Segundo a pesquisadora da Embrapa Pantanal, Cristhiane Oliveira da Graça Amâncio, doutora em Ciências Sociais, o trabalho será feito com base nos dados do Sistema de Controle da Pesca de Mato Grosso do Sul (SCPesca). Com mais de 100 mil registros, o sistema é tido como um dos maiores conjunto de dados contínuos da pesca de águas interiores do País.
Por este motivo, explica a pesquisadora, as informações do sistema permitem diferentes interações e abordagens que serão utilizadas para comprovar indagações científicas, especulações do senso comum e analisar os impactos na sustentabilidade da atividade pesqueira no Pantanal. Com isso pretende-se abastecer com informações científicas os gestores públicos subsidiando o desenvolvimento de políticas voltadas para a manutenção da atividade da pesca artesanal e fundamentalmente resgatar a memória desta população e sistematizar o conhecimento tradicional que vem se perdendo ao longo do tempo, enfatiza. Por enquanto, o projeto envolve pescadores de três colônias da região pantaneira, nas cidades de Aquidauana, Miranda e Corumbá, sendo que só neste último, o número de famílias chega a 1.200.
SCPesca – O SCPesca/MS) foi implantado em 1994, numa parceria entre a Embrapa Pantanal, o 15º Batalhão de Polícia Militar Ambiental/MS e a Secretaria de Estado de Meio Ambiente/MS. Através do sistema foi realizada a coleta e a analise de informações sobre a pesca em toda a Bacia do Alto Paraguai (BAP/MS), tais como quantidade de pescado capturado por espécie, por rio, por mês, número mensal de pescadores que atuaram nos diferentes rios entre outras, obtendo uma descrição anual detalhada sobre a pesca.
Entre os anos de 1994 e 1999, por exemplo, informações coletadas pelo SCPesca revelaram que o nível de exploração dos estoques pesqueiros no Pantanal encontrava-se baixo diante de seu potencial, sendo que apenas uma espécie, o Pacu, apresentou indicativo de sobrepesca. Essa constatação motivou o aumento do tamanho mínimo de captura dessa espécie a fim de protegê-la.
Além disso, no mesmo período, ficou claro que a maior quantidade de pescado capturada nos rios pantaneiros era atribuída aos pescadores amadores, também conhecidos como pescadores esportivos.

Fonte: Denise Justino da Silva

Jornalista Embrapa Pantanal - denise@cpap.embrapa.br


Produtores Orgânicos de Vassouras ( Orgânicos do Vale)  iniciam  capacitação para implantar  BPA ( Boas Praticas Agrícola)

Os produtores Orgânicos do Vale já vêm sendo atendidos pela metodologia do Projeto Empreender a mais de um ano e, através de seus esforços, vêm alcançando cada vez mais qualidade em seus produtos. Como a demanda de alimentos seguros vem crescendo, os produtores de Vassouras aderiram à produção orgânica, que já elimina a maior parte dos perigos como, por exemplo, os perigos químicos causados pelo uso de agrotóxico. Entretanto, perigos biológicos (bactérias, parasitos, vírus, etc) podem ocorrer mesmo na produção orgânica.

Com isso, no mês de Junho foi firmada a parceria do projeto Empreender (FACERJ, SEBRAE, CACB, ACIAV) com a EMBRAPA Agrobiologia e SENAI-CETEC de Vassouras.


Produtor plantando mudas

Essa tem como objetivo principal aumentar a segurança dos produtos orgânicos, visando a implantação das Boas Praticas Agrícolas. Cabe ressaltar que os produtores orgânicos de Vassouras serão os primeiros no Brasil a implantar o BPA. Os técnicos envolvidos, Paulo Henrique Simões Fernandes (SENAI-CETEC de Alimentos e Bebidas) e Maria Cristina Prata Neves (EMBRAPA-Agrobiologia), iniciaram o programa que tem duração de 23 semanas, com aulas no campo e teóricas na sede ACIAV.
Através deste trabalho os consumidores da região terão acesso a um alimento seguro sem falar na boa qualidade que os produtores Orgânicos do Vale já vêm proporcionando ao mercado local. Visando aperfeiçoar cada vez mais os seus produtos, os produtores procuram ferramentas, como reuniões semanais, negociações com entidades, cursos, participação em feiras e outros.

Os produtores Orgânicos do Vale fazem parte agora de um grupo seleto que produz ecologicamente correto, socialmente justo e com segurança. Eles provaram que as iniciativas no formato de associativismo funcionam e trazem resultados para quem produz e consume. São exemplos para que outras iniciativas como essa sejam implantadas em outros municípios do Rio de Janeiro e conseqüentemente aumente o desenvolvimento sócio-econômico do nosso Estado.

Maiores informações entrar em contato através do tel (24) 2471-1797
( Elisângela Storck – Consultora do Projeto Empreender)

Plantação de repolho

 


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