| A cadeia produtiva para os produtos orgânicos | ||||||||
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Geralmente
os estudos de cadeias produtivas ou dos sistemas agroindustriais focalizam
um único produto em uma determinada delimitação geográfica, e
descrevem os agentes que fazem parte deste sistema (consumidor, atacado,
varejo, agroindústria, produção primária e fornecedores dos insumos). Com
relação a utilização dos conceitos de cadeia produtiva para descrição
dos diversos aspectos relacionados ao modo alternativo de produzir
alimentos, denominado de agricultura sustentável, deve-se fazer-se alguns
comentários sobre a aplicabilidade dessas metodologias da forma como
sempre foram concebidas teoricamente. O
conceito de cadeia possui, definições bastante amplas, possuindo como
característica principal a sua linearidade e sucessão de etapas, e o
enfoque em determinados produtos finais ou matérias primas base. Com relação
a estes aspectos faremos algumas considerações quanto as características
da cadeia produtiva da agricultura orgânica. A
agricultura orgânica (ou as agriculturas alternativas) surgiram muito
antes[1]
do aumento da preocupação com os impactos ambientais por parte da opinião
pública e atualmente fazem parte e contribuem para o que chamamos de
desenvolvimento sustentável, possuindo em seu conceito[2]
as diversas dimensões da sustentabilidade. A partir disso, pode-se se realizar algumas inferências
sobre as características da cadeia produtiva da agricultura orgânica: |
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E finalmente as formas de comercialização e de
inserção dos produtos no mercado fora da propriedade, possui um caráter
de integração para frente o que torna as cadeias de alimentos orgânicos
com características bastante específicas. Fonte:
Batalha, M. O. & Lago Da Silva, A. Gestão de Cadeias Produtivas:
Novos Aportes Teóricos e Empíricos, 1999. [1] As agriculturas alternativas pioneiras (orgânica, natural, biológica e biodinâmica) surgiram nas décadas de 20 e 30 em diversos países, muito antes dos conceitos de sustentabilidade. [2] "É considerado como sistema orgânico de produção agropecuária e industrial, todo aquele em que se adotam tecnologias que otimizem o uso de recursos naturais e sócio-econômicos, respeitando a integridade cultural e tendo por objetivo a auto-sustentação no tempo e no espaço, a maximização dos benefícios sociais, a minimização da dependência de energias não renováveis e a eliminação do emprego de agrotóxicos e outros insumos artificiais tóxicos, OGM/transgênicos, ou radiações ionizantes em qualquer fase do processo de produção, armazenamento e de consumo. Deve privilegiar a preservação da saúde ambiental e humana, assegurando a transparência em todos estágios da produção e da transformação, visando: a) a oferta de produtos saudáveis e de elevado valor nutricional, isentos de qualquer tipo de contaminantes que ponham em risco a saúde do consumidor, do agricultor e do meio ambiente; b) a preservação e a ampliação da biodiversidade dos ecossistemas, natural ou transformado, em que se insere o sistema produtivo; c) a conservação da condições químicas, físicas e biológicas do solo, da água e do ar; d) o fomento da integração efetiva entre agricultor e consumidor final de produtos orgânicos, e o incentivo à regionalização da produção desses produtos orgânicos para mercados locais.” Instrução Normativa, 07 de 17/05/1999 - MAA
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