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O avanço das telecomunicações,
dos transportes e de tecnologias de produção com menor impacto
ambiental, atualmente, compõem os principais pilares para o
desenvolvimento no setor agropecuário no novo milênio. Estes
pilares até agora foram capazes de minimizar os impactos e as
retrações do setor diante das inúmeras mudanças impostas
pelos últimos planos de governo no Brasil, os quais retiram da
agropecuária grandes quantidades de divisas para sustentar a
estabilidade econômica dos outros setores da economia
(indústria e comércio).
Dentre os diversos fatores que comprovam a necessidade de
fortalecer esses pilares como forma de priorizar o setor
agropecuário no Brasil, podemos citar: sua dimensão, sua
multifuncionalidade ao produzir alimentos e inúmeras
matérias-primas, sua posição estratégica com diversas
alternativas de acesso aos mercados internos e externos, sua
capacidade de transferir renda para outros setores. Também já
se sabe que o setor é um segmento da economia capaz de gerar
emprego com um custo menor que o da construção civil, por
exemplo, além de diminuir a migração para os grandes centros
urbanos.
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Com esta experiência, é fundamental que, além de priorizar a
agropecuária , os projetos devem ser realizados em nível
regional e que se considerem sempre os fatores culturais,
geográficos e econômicos dos municípios e suas comunidades.
Cada município pode estabelecer uma Agenda de Desenvolvimento,
elaborando de forma democrática as prioridades para os Planos
Municipais de desenvolvimento rural.
Uma outra observação consiste no fato de que o sistema de
produção propagado através da Revolução Verde, também
contribuiu para a inviabilidade de diversos projetos
agropecuários. Isto porque este modelo de agricultura (chamado
convencional) se apoiou no uso maciço de fertilizantes
sintéticos e agrotóxicos, como forma de se obter alta
produtividade, sem considerar as conseqüências para o ambiente
e para a qualidade de vida dos agricultores e consumidores. O
alto custo dos insumos, aliado à degradação dos solos, da
água e da biodiversidade local agiram como catalizadores da
falência destes projetos.
Ou seja, de nada adiantará a formulação de políticas
públicas que incentivem as práticas agropecuárias se a base
tecnológica desses sistemas não considerar os aspectos
sociais, econômicos e ambientais específicos de cada região.
A importância do respeito às características ecológicas,
culturais e socioeconômicas das diversas regiões agrícolas do
país conferem à Agroecologia um papel estratégico no
desenvolvimento de sistemas de produção mais estáveis no
longo prazo e, portanto, com maiores chances de perdurarem nas
próximas décadas.
Para tanto, será necessário que cada região ou município
construa um Plano de Desenvolvimento Rural com bases em
princípios agroecológicos, a fim de atender a demanda
crescente por uma produção de alimentos mais saudáveis e que
não destruam o meio natural de onde vieram.
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