| INSTALAÇÃO
E CONDUÇÃO DA CULTURA |
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No IAPAR, a multiplicação tem
ocorrido por sementes, embora também seja possível o
enraizamento de estacas. Paiva
(1979) sugere o tratamento das sementes com água a 75°C,
deixando-se o material no líquido durante as 24 horas seguintes.
Esse procedimento visa a abrandar o envoltório das sementes,
muito lignificado, facilitando seu rompimento pelo embrião.
Na cultura tutorada, semeia-se normalmente de
outubro a dezembro, em solo preparado e adubado, em linhas
distanciadas de 1 m com uma cova a cada 0,7 m, 4-6 sementes por
cova, Quando as plantas atingirem cerca de 10cm de altura,
raleia-se para 3 plantas por cova. Para
culturas não tutoradas, Paiva (1979) e Messiaen (1975) propõem
espaçamentos menores e colheitas freqüentes, de modo que as
plantas se apóiem untas nas outras. Este método permite maior
produção, mas pressupõe disponibilidade de mão-de-obra para os
cortes, Neste caso, os cortes devem ser feitos antes que as hastes
alcancem o comprimento de 50-60 cm, para evitar seu tombamento.
Nas hortas domésticas, no
entanto, pode ser mais interessante a condução tutorada, uma vez
que normalmente o rendimento da mão-de-obra tem prioridade sobre
a produção biológica. Como tutores aproveitam-se cercas,
galhadas secas e estruturas semelhantes.
Capina-se como usual para hortaliças.
Em caso de estiagens severas, é necessário irrigar. |
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| COLHEITA |
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Colhem-se folhas isoladamente ou os 40-50 cm
terminais das hastes. |
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| PRAGAS E
DOENÇAS |
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Exceto
nematóides de galha, aos quais a bertalha é muito suscetível,
não têm sido constatadas ocorrências de importância. Nas
condições de Londrina, plantas atacadas por nematóides não se
desenvolvem, ficando as raízes profundamente deformadas pelas
galhos. Paiva (1979), em Manaus, e Messiaen (1975), em Guadalupe,
também relatam a suscetibilidade a Meloidogyne. |
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Em
Manaus, relata-se no período mais chuvoso o ataque da joaninha Epilachna
paenulata Gern (Coccinellidae). que provoca perfurações nas
folhas, e sério comprometimento pelo fungo Alternaria sp.
(Paiva, 1979). Messiaen (1975) registro suscetibilidade a Rhizoctonia
solani Kuhn. e cita Cercospora basellae e Acrothecium
basellae Alvarez García na folhagem. Refere-se também a
manchas, de 2 a 4 cm de diâmetro, secas, com bordos vermelhos,
nas folhas de plantas velhas. Acredita que sejam de origem
fisiológica. Menciona ainda danos às folhas por pequenos
coleópteros do tipo Altise, semelhantes aos de Epilachna
sp.
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Em
julho de 1987, na Estação Experimental do TAPAR em Londrina,
houve ataque generalizado de manchas foliares e secamento do eixo
da inflorescência. Das lesões se isolaram Alternaria e
Cercospora (folhas) e Altenaria, Fusarioum e Phomopsis
(eixos). Acredita-se que essa ocorrência esteja ligada ao frio,
que nesse ano ocorreu precocemente.
A despeito dos problemas mencionados, as doenças não têm sido
limitantes à bertalha nas condições de Londrina. Seu registro
tem o sentido de orientar a identificação de eventuais
ocorrências. |
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| PRODUÇÃO
E CONSERVAÇÃO DE MATERIAL PROPAGATIVO |
| No outono
as plantas produzem frutos negros arredondados com o, 5 a 1,0 cm
de diâmetro. Os frutos maduros devem ser colhidos, secos, e
acondicionados em embalagem hermética, mantida em local fresco e
seco. |
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| PREPARO DO
PRODUTO |
| Emprega-se refogado, em
sopas e alimentos infantis, da mesma forma que o espinafre. |
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