| Fatores
externos (ou ambientais) de conservação pós-colheita |
Afetando
diretamente a respiração, transpiração e outros aspectos
fisiológicos das plantas, a temperatura
pode ser considerada como sendo o principal fator externo na
conservação das frutas e hortaliças. O quadro abaixo resume as
formas como este fator age sobre os produtos alimentícios, em
prol ou contra uma boa conservação pós-colheita:
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| Temperatura |
Influência
Positiva |
Influência
Negativa |
| Aumento |
- |
A
cada aumento de 10°C
na temperatura., ocorre um aumento de 2 a 3 vezes na
velocidade de deterioração dos produtos |
| Diminuição |
Redução
da respiração
(= maior tempo de conservação) |
Quando
a temperatura se encontra abaixo do nível tolerado por
cada espécie*, pode ocorrer:
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| *Exemplos
citados no próximo quadro. |
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A
reação negativa à baixas temperaturas é variável quanto a espécie
e, em alguns casos, dependendo da variedade. O quadro abaixo
divide frutas e hortaliças por nível de sensibilidade ao frio:
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Hortaliças |
Frutas |
| Sensível
ao frio |
Pepino,
berinjela, quiabo, batata, tomate, batata-doce, pimenta |
Abacate,
abacaxi, banana, citros, goiaba, manga, mamão, maracujá |
| Pouco
sensível ao frio |
Cenoura,
couve-flor, espinafre, ervilha, alface, milho verde, aipo,
repolho, beterraba |
Pêssego,
ameixa, uva, figo, cereja, caqui, morango |
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Outro
fator externo que se destaca como influente na conservação pós-colheita
é a umidade relativa do ar,
a qual pode ser definida como a porcentagem de umidade existente
no ar, sendo igual a 100% quando o ar está saturado de vapor d´água.
Ela afeta principalmente a transpiração do produto colhido. Ar
seco, com percentagem de umidade abaixo daquela requerida pelo
vegetal, significa perda rápida de umidade pelo produto e conseqüente
murchamento e enrugamento, depreciando-o comercialmente. Ar muito
úmido, próximo a saturação de 100%, mantém a turgidez e reduz
a perda de água, mas favorece o desenvolvimento e disseminação
de microorganismos e o enraizamento de algumas hortaliças como o
alho e a cebola. Para manter a qualidade, a umidade relativa do ar
ideal para a maioria das frutas e hortaliças encontra-se entre 85
e 95%.
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A
concentração de oxigênio
e de gás carbônico no ar, ou seja, a composição atmosférica,
também influi na conservação de vegetais. A redução de oxigênio
no ar, leva a diminuição do nível de respiração. Porém, é
importante que a fruta ou hortaliça esteja sempre respirando um
pouco para não ocorrer fermentação. O aumento na concentração
de gás carbônico no ambiente reduz a respiração e aumenta sua
concentração nas células. Também nesse caso, é importante
observar o limite de tolerância das hortaliças e frutas para
esse gás, de forma que não se torne tóxico.
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A
incidência direta de luz
sobre tubérculos, bulbos e raízes pode promover o
desenvolvimento da clorofila e o conseqüente esverdeamento de
algumas partes desses produtos.
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O
conhecimento e a correta manipulação dos fatores internos e
externos que influem na conservação pós-colheita levarão a um
melhor aproveitamento do produto, diminuindo assim as perdas em
qualidade e quantidade do mesmo.
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