Associação dos Amigos do Parque da Tijuca é criada visando a preservação do  Parque Nacional da Tijuca,  Reserva da Biosfera , em classificação concedida pela UNESCO.

O Parque Nacional da Tijuca (PNT), composto pela Floresta da Tijuca, Pedra da Gávea, Pedra Bonita, Paineiras e Corcovado, é indiscutivelmente um oásis dentro da cidade do Rio de Janeiro, graças a D. Pedro II que em 1860 tomou a iniciativa de desapropriar e reflorestar essa belíssima área.

O tombamento do Parque pela Unesco, elevando-o ao status de "Reserva da Biosfera", e agora pleiteando o título de "Patrimônio da Humanidade" junto à ONU, torna desnecessária qualquer outra consideração com relação à sua importância, que ultrapassa as fronteiras da cidade e do País.

Apesar disto, vínhamos assistindo a uma acentuada deteriorização do Parque, interrompida há pouco mais de dois anos com a assinatura do Convênio de Gestão Compartilhada Ibama-Prefeitura, quando esta última passou a alocar recursos humanos, financeiros e materiais no PNT, complementando os recursos historicamente alocados pelo Ibama.

Desde então, passamos a contar no PNT com a ação das equipes da Secretaria de Obras da Prefeitura, da Comlurb e da Guarda Municipal, possibilitando a transferência dos recursos do Ibama para tarefas específicas de preservação da flora e fauna.

Temos agora um Parque mais limpo e seguro, com as ações apontadas no Planejamento Estratégico (concluído em 1999) tendo sido implementadas – destruição de acampamentos de caçadores, trilhas e pontos turísticos sinalizados; recuperação da Capela Mayrink e do Açude da Solidão; implantação da ciclovia e de programas de educação ambiental – ou seja, uma série de ações foram realizadas revertendo a tendência de deterioração do PNT.

O Convênio Ibama-Prefeitura tem prazo de encerramento previsto para outubro de 2003. Extinto, ou alterado o atual singular quadro político, o PNT perderá recursos e a situação voltará à anteriormente observada. O resultado deste último período demonstra como o PNT é generoso na retribuição à sociedade da atenção que lhe é dispensada. Seria insensatez abandoná-lo agora à situação que vínhamos historicamente observando.

Diversão e beleza natural preservadas para gerações futuras.

Não existe a mais remota possibilidade de preservação desse enorme e valioso patrimônio sem a manutenção do tratamento prioritário, recursos e investimentos atuais, venham eles do Ibama, Prefeitura ou Sociedade Civil.

Devemos lembrar que os recursos arrecadados no Parque seriam suficientes para sua manutenção, caso não fossem para o Ibama e empregados em outras atividades.

A partir daí foi fundada a Associação dos Amigos do Parque Nacional da Tijuca, cuja razão de existência consiste em buscar assegurar a adequada preservação desse enorme patrimônio, através da atuação focalizada na:

  • representação da sociedade civil junto aos órgãos públicos responsáveis pela administração do PNT, de forma a fiscalizar e colaborar com sua conservação;

  • coordenação do trabalho voluntário de pessoas físicas e das diversas ONG’s que atuem no PNT;

  • idealização, planejamento e coordenação de projetos de interesse do PNT, a serem executados e/ou mantidos com contribuições, doações e patrocínios da sociedade civil, pessoas físicas ou empresas;

  • criação de um Conselho Consultivo cuja finalidade será dar representatividade institucional e política à Sociedade, como acontece em instituições no Brasil e no exterior.

Assim, o ato de filiação de novos sócios representa o aumento do potencial de nossa força de trabalho no sentido de demonstrar seu desejo de que o PNT seja administrado com a prioridade e atenção devidas a um "Patrimônio da Humanidade".

Entendemos que, após um período inicial de funcionamento, a Associação poderá caminhar com receitas próprias, sejam elas provenientes de campanhas de filiação junto aos usuários e público em geral, sejam provenientes de atividades desenvolvidas pela própria Sociedade, tais como a administração da Cafeteria Toca dos Quatis no Centro de Visitantes, cursos, excursões guiadas, programas de educação ambiental, entre outras.

A participação de pessoas físicas e jurídicas na atual fase de estruturação da Associação é de fundamental importância para sua sobrevivência.

 

O presidente da Sociedade dos Amigos do Parque da Tijuca, João Alfredo Viegas, um empresário-ambientalista, dedica-se com afinco à campanha de preservar este  Patrimônio da Humanidade, contando com o apoio de sócios e voluntários que também se engajaram nesta "cruzada ambiental".

O endereço da
Associação dos Amigos do Parque Nacional da Tijuca é:
Rua Jardim Botânico 414 – Parque Lage, CEP: 22471-000 – Jardim Botânico – RJ.
Tel: (21)2527-2397 / Fax:(21)2286-5892
e o e-mail para contato é
amigosdoparque@amigosdoparque.org.br
Site: www.amigosdoparque.org.br

Para filiar-se clique em:
Ficha de Inscrição
e mande-a pelo Fax (21)
2286-5892.

 
Você sabia que a o Parque Nacional da Tijuca foi formado no século XIX, após violento desmatamento causado pelos cafezais?
Muito antes de se tornar o Parque Nacional da Tijuca, toda a área que já abrigava luxuosos bairros durante o Império era vizinha de produtivos cafezais.

O que favoreceu a ocupação da Tijuca foi o café, introduzido no Rio por volta de 1760, ao final do século já apareciam as primeiras plantações na região, que foi aos poucos se estendendo por toda a Serra da Carioca até a Floresta da Tijuca, causando a devastação de ambas. A Floresta foi ocupada por inúmeras fazendas de café e outras culturas, às custas da derrubada da mata primitiva. A ação predatória causou a decadência dos cafezais, pelo rápido declínio da produtividade, na primeira metade do Século XIX. Então D. Pedro II voltou-se para a Floresta com o objetivo de obter água para a cidade.

A desapropriação dessas áreas, que se seguiu depois que uma praga, a Borboletinha (rói e apodrece os grãos), começou em 1844 pelo Governo Imperial , com  a decisão inédita e histórica de replantar toda a Mata Atlântica nativa segundo recomendação de D.Pedro II.

Em 1857, o Barão de Bom Retiro, Ministro dos Negócios do Império, desapropriou fazendas devastadas pelas plantações. A Floresta só voltou a ter seu esplendor após o reflorestamento, sob a incumbência do Major Archer, primeiro administrador da Floresta, em 1861, num processo que transformou o local na maior floresta urbana do mundo, só destronada, há poucos anos, quando a Floresta do Pico da Pedra Branca, localizada também no Rio de Janeiro passou a estar localizada em área urbana.

No Governo de Pereira Passos as estradas do Parque ganharam novos calçamentos, tendo sido calçadas as estradas: da Cascatinha; da Boa Vista; do Açude; da Vista Chinesa; da Gávea Pequena; de Furnas; da Barra da Tijuca e do Pica-Pau. 

A desapropriação dessas áreas, que se seguiu depois que uma praga, a Borboletinha (rói e apodrece os grãos), começou em 1844 pelo Governo Imperial e encontrou a decisão inédita e histórica de replantar toda a Mata Atlântica nativa segundo recomendação de D.Pedro II, precisamente em 1860.

A semeadura seguiu por longos anos, sendo que num primeiro período foram registrados o plantio de mais de 75 mil espécies e árvores, muitas delas oriundas de outros países tropicais. Muitas das ruínas das antigas fazendas e trilhas usadas antes como estradas permanecem junto a cachoeiras e cavernas e a fauna e flora recompostas.

 
 

          Mais sobre a Floresta da Tijuca informações nos sites:


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