| Indústria de Transformação de Alimentos |
| Introdução |
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| 1 - Aditivos Químicos Sintéticos |
| Dificilmente, hoje em dia, o
consumidor encontra nas prateleiras dos supermercados e entrepostos de
comercialização, um alimento processado que não contenha nenhum tipo
de aditivo químico sintético. A indústria de alimentos e a química cresceram e se interligaram de tal forma que um complexo sistema de pesquisas científicas se dedica a buscar novos princípios ativos que forneçam condições essenciais ao processamento, tornem o alimento mais estável e atraente e prolonguem sua vida de prateleira. Somente nos E.U.A, são produzidos mais de oito mil tipos de aditivos anualmente. O Ministério da Saúde define que "aditivo para alimentos é toda substância intencionalmente adicionada ao mesmo com finalidade de conservar, intensificar ou modificar suas propriedades, desde que não prejudique seu valor nutritivo." Na legislação brasileira são doze as categorias (classes funcionais) de aditivos: acidulantes, antiespumantes, antioxidantes, antiumectantes, aromatizantes, conservadores, corantes, edulcorantes artificiais, edulcorantes naturais, espessantes, estabilizantes, umectantes. Para o consumidor, porém, o que é apresentado nas embalagens é uma verdadeira "sopa" de letras e números (P.I, EPX, A-I, CT II, etc.) de difícil compreensão para o público leigo que compõem a quase totalidade dos consumidores. Considerando que o Código do Consumidor garante a este o direito a uma informação clara e precisa no rótulo a respeito do que contém o alimento, ainda há muito o que se reinvindicar nessa área. Os aditivos, quanto à sua origem, podem ser: naturais (extraídos de plantas), semi-sintéticos (obtidos a partir de substâncias naturias e sintetizados artificialmente) ou sintéticos (produzidos quimicamente em laboratórios). Outra classificação importante, diz respeito à sua presença nos alimentos, os aditivos podem ser:
O comitê de especialistas em alimentos de vários paises ligado à Organização Mundial de Saúde, não permite o uso de aditivos incidentais nos alimentos. Também as regras internacionais e mundiais para produtos agroecológicos além de proibirem o uso de agrotóxicos e de quaisquer outros produtos na lavoura e na criação animal que gerem resíduos potencialmente tóxicos nos alimentos, não admitem o uso de aditivos semi ou inteiramente sintéticos nos alimentos orgânicos. Desta forma, dão um passo adiante, no sentido de apresentarem um cuidado maior com a saúde dos consumidores. |
| Cabe ressaltar, contudo, que
alguns aditivos naturais utilizados pela indústria são, inclusive,
substâncias essenciais ao corpo humano, como as vitaminas A, C e E.
Outras são encontradas naturalmente nos alimentos (como o a lactose do
leite e a albumina do ovo) e adicionadas a outros produtos sem riscos de
gerarem efeitos colaterais. Para saber o que é permitido na produção
agroecológica, é necessário consultar o Anexo V da Instrução
Normativa n0 007 de 19/05/1999. Em caso de dúvida sobre
algum aditivo natural que não esteja contemplado nesta lei, o
consumidor deverá entrar em contato com uma das entidades
certificadoras, a fim de obter esclarecimento sobre o tema. |
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| 2) Radiações Ionizantes |
| Após a descoberta da
radioatividade em 1896, por Henri Becquerel, verificou-se em
laboratório que as radiações ionizantes afetavam os sistemas
biológicos. Por meio delas, organismos vivos podiam ser exterminados e
a estrutura dos tecidos alterada. Na década de 50, a Comissão de
Energia Atômica e o Exército Americano financiaram pesquisas sobre o
uso de radiações ionizantes para preservação dos alimentos. Em 1963,
a FDA (Food and Drug Administration) permitiu seu uso no trigo e
derivados, assim como no bacon. Posteriormente, vários países como a
URSS e Israel, passaram a realizar pesquisas na área, objetivando o seu
emprego.
Atualmente, as radiações ionizantes são utilizadas com os seguintes objetivos: esterilização, pasteurização, desinfestação e inibição da germinação. Os níveis de radiação envolvidos compreendem uma faixa entre 5 mil e 4 milhões de "radios" (uma medida padrão para mensurar a radiação absorvida). Para se ter uma idéia dessa radiação, os aparelhos de raios X emitem menos que um radio por sessão. Apesar de os especialistas afirmarem que não há intenção de uso de radiações com alta energia como a dos nêutrons, que tornariam os alimentos radioativos, é fundamental uma análise crítica sobre o seu uso, uma vez que, até o momento, não existem estudos suficientes que garantam sua inocuidade; isto, por si só, é suficiente para avaliação do binômio risco-benefício. Cabe salientar que as radiações, conforme já foi comprovado,
destroem tecidos vivos e impedem a germinação. O valor nutricional do
alimento também é afetado: vitaminas A, C, E, K, B12, B6
e o ácido fólico são inativadas ou destruídas no processo.
Proteínas são desnaturadas e as gorduras tendem à rancificação (se
oxidam), pela destruição dos antioxidantes. Considerando que o
principal objetivo da alimentação é nutrir o organismo, torna-se
altamente questionável o uso de um processo de conservação de
alimentos que destrói tantos nutrientes essenciais ao corpo humano. |
| Outro aspecto fundamental é o acesso do consumidor à informação. Devido ao desconhecimento, alguns produtos são rejeitados devido à sua aparência, como é o caso do iogurte de morango, originalmente branco, que o consumidor só o aceita com o acréscimo de corantes artificiais. Assim, para reconhecer o valor biológico e nutricional dos alimentos como dimensões prioritárias na construção de uma boa saúde, o consumidor necessitará conhecer os riscos e inconvenientes de diversos processos de industrialização de alimentos para realizar uma escolha criteriosa do que levará para casa. Em outras palavras: atualmente, saber o que se come é tão importante quanto saber comer. |
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