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Isso
significa que, além de não ter uma tradição de vigiar a
qualidade dos alimentos, o Brasil possui o agravante de não
contar com um programa nacional de controle dos alimentos, o que
faz com que a fiscalização seja insuficiente e as pesquisas
sejam ocasionais e fiquem restritas aos centros urbanos. Além
disso, paralelamente à carência alimentar de uma grande camada
da população, a nutricionista Elaine de Azevedo, alerta para o
fato de que a dieta do grupo de maior poder aquisitivo é bastante
desequilibrada nos aspectos quantitativos e qualitativos. Esse
desequilíbrio, por sua vez, gera como conseqüências: |
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Uma
baixa qualidade dos produtos alimentícios com relação a sua
toxicidade, refletida no grande número de aditivos químicos
sintéticos, resíduos de agrotóxicos, processos de refinamento,
processamento, entre outros |
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Uma
superalimentação protéica, excesso de calorias, consumo excessivo de
sal, açúcar e gordura e conseqüente aumento de doenças
crônico-degenerativas(diabetes, hipertensão, arteriosclerose,
obesidade, entre outras). |
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Uma
insuficiência de fontes de vitaminas, sais minerais, oligoelementos,
pigmentos verdes (clorofila) e de fibras na dieta, sendo necessária a
complementação com medicamentos desses elementos, sempre mais cara e
muitas vezes sintética. |
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Uma
importância exagerada de aspectos quantitativos e de conteúdo de
calorias na dieta. O valor da alimentação não deveria ser calculado
apenas pela medição de calorias ou pela ingestão adequada de
nutrientes. Pois, de nada adianta consumir minerais e vitaminas
provenientes de um alimento contaminado com agrotóxicos ou com um
desequilíbrio na proporção de seus nutrientes, o que tornaria esse
alimento incapaz de promover a vitalização e de estimulação
do organismo como um todo. |
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