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2)Conhecendo
os alimentos funcionais
e o seu segredo: os fitoquímicos |
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Alimentos
funcionais, também chamados
“nutracêuticos”,
podem ser definidos como :
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“Produtos
alimentícios que produzem benefícios específicos à saúde além
dos nutrientes tradicionais que eles contém”.
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“Alimentos
que contém níveis significativos de componentes ativos
biologicamente que trazem benefícios à saúde além da nutrição
básica.”
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Seja
qual for a definição adotada, todos os alimentos funcionais são
vistos como promotores de saúde e podem estar relacionados à redução
de riscos a certas doenças. Entretanto, os cientistas esclarecem
que os alimentos funcionais sozinhos não podem garantir boa saúde,
eles podem melhorar a saúde quando parte de uma dieta contendo uma
variedade de alimentos, incluindo frutas, vegetais, grãos e
legumes. Os alimentos funcionais ou nutracêuticos são estudados
através de uma ciência chamada nutracêutica que descobriu os
compostos bioativos nos alimentos, ou seja, os elementos que são
capazes de atuar diretamente na prevenção
e no tratamento de doenças.Em sua grande maioria, os
compostos bioativos estão distribuiídos entre as frutas, legumes,
verduras, cereais, peixes de água fria, leite fermentado, dentre
outros. Eles são aproveitados no próprio consumo dos alimentos in
natura
ou
então isolados e inseridos em outro produto passando então
a ser enriquecido com nutrientes. Deste processo surgem as cápsulas
de fibras e aminoácidos, os leites enriquecidos com ácidos graxos
(ômegas 3 e
6) e vitaminas, por exemplo.
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Base
da alimentação do futuro, o que torna
funcional um alimento é a presença ou não de um novo grupo
de compostos identificados nas frutas e nos vegetais: os fitoquímicos
(fito é um prefixo grego que significa planta). Eles não são
considerados nutrientes já que nossas vidas não dependem deles, da
mesma forma que das vitaminas. Ainda não se sabe a maneira exata
como os compostos de plantas agem em nosso corpo, pois os mecanismos
de ação são tão diversos quanto os compostos: alguns atuam como
antioxidantes, outros como inibidores de enzimas.
Contudo,
o que importa sabermos é que os fitoquímicos
desempenham um papel fundamental para o organismo: ajudam a
promover a saúde e a prevenir doenças, oferecendo apoio ao sistema
de defesa interno. Os
principais fitoquímicos são:
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Compostos
sulfurosos
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Vegetais
como o alho, a cebola, o alho-poró e a cebolinha contém
sufidos, que podem estimular enzimas que inibem o crescimento
bacteriano. Estudos na Grécia, China e Hawai, têm sugerido
que um grande consumo de alho diminui a pressão sanguínea e
aumenta a defesa imunológica. Entretanto, os benefícios do
alho, em humanos continuam sendo estudados.
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Isoflavonas
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Compostos
encontrados nos grãos de soja e ervilha. Similares ao hormônio
feminino estrogênio, podem diminuir o risco de tumores
malignos relacionados a hormônios, como o câncer de mama, de
ovário e de próstata, além de proteger contra osteoporose.
Além disso, as isoflavonas contidas na soja são convertidas
no intestino, a fitoestrógenos que podem resduzir o tipo de
colesterol que causa infartos, o LDL. Pesquisas recentes
mostram que dietas ricas em soja ajudam a reduzir os níveis
de colesterol prejudicial (LDL) no sangue, de 12% a 15%.
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Isocianatos
e Indoles
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Compostos
presentes em vegetais como brócolis, couve-flor,
couve-de-bruxelas, repolho, além de agrião, nabo e rabanete.
Além de oxidantes, acredita-se que esses compostos inibem a
danificação do DNA, que dispara algumas formas de câncer.
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Clorofila
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Além
de conferir a cor verde aos vegetais, estimula a produção de
glóbulos vermelhos do sangue e ajuda a proteger contra o câncer.
Algas, plantas marinhas e vegetais verdes são as principais
fontes de clorofila e ainda oferecem vitaminas A, C, B12,
B6, K e ácido fólico.
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