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A Suíça é um dos paises pioneiros em
agricultura orgânica, tendo iniciado os cultivos biodinâmico e orgânico
em 1930. O Instituto de Pesquisa de Agricultura Orgânica (FIBL) foi
fundado em 1974 e foi ele o organizador da 1ª Conferência Científica da
IFOAM mundial no país, em 1977.
Apesar dos produtos orgânicos já serem vendidos em fazendas, feiras e posteriormente em lojas de produtos orgânicos, o mercado suíço só teve crescimento significativo após 1993, quando o supermercado Coop iniciou a venda de produtos orgânicos, seguido logo após por outra cadeia de grandes supermercados, o Migros, em 1996. A área onde se pratica agricultura orgânica na Suíça tem expandido rapidamente; em 1997, já ocupava 70.000 hectares ou 7% da área agrícola cultivada. Em 1998, a área organicamente cultivada já correspondia a 8% de toda a área agrícola do país, o que já é bem alto se comparado à média européia de 1.45%. Desde 1991, o número de fazendas orgânicas aumentou de 1000 para 5000 em 1998, o que corresponde a um aumento médio de 28% ao ano. As principais culturas são cereais para consumo humano, cereais para ração animal, legumes e verduras, milho e batata. Laticínios orgânicos também formam um importante grupo de produção. Alguns fatores levaram a esse crescimento:
Os produtores orgânicos suíços pertencem a mais de 30 organizações. A principal delas é a Bio-Suisse (Association of Swiss Organic Farming Movements), que congrega 32 organizações e 5500 membros. Nos últimos 20 anos, a Bio-Suisse tem desenvolvido padrões próprios de produção; seu selo pode ser usado por produtores certificados e em produtos domésticos ou importados desde que produzidos de acordo com as condições exigidas por esta organização. Em dados fornecidos pela FIBL e a Bio-Suisse, o mercado varejista para produtos orgânicos é estimado em 500 milhões de francos suíços – 520 milhões em 1997 (aproximadamente 2% do mercado total de alimentos) e entre 560 e 580 milhões em 1998.De modo geral, 2/3 das vendas de produtos orgânicos consistem em itens produzidos na Suíça, o restante vem de outros paises. Essa parcela inclui café, chá, trigo duro, arroz, cevada, temperos, frutas tropicais e sub-tropicais, nozes e algumas frutas secas. A porcentagem de produtos importados é baixa pois o acesso ao mercado suíço é difícil, devido aos selos de certificação nacionais e às severas exigências e regulamentação. |
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