|
PRODUÇÃO
DE ALGODÃO ORGÂNICO COLORIDO:
possibilidades e limitações |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Maria
Célia Martins de Souza Trabalho publicado em 18/05/2001 |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
“Não há
nada de realmente muito novo sobre algodão colorido e cultivo orgânico.
(...) Quando Colombo chegou ao Caribe, foi recebido por índios usando
roupas de algodão naturalmente colorido, que foi, sem dúvida,
cultivado de modo orgânico” (DOCKERY, 1993). 1 - INTRODUÇÃO [ O interesse recente por uma tendência de redução do impacto ambiental na produção e processamento de têxteis de algodão está impulsionando o resgate de fibras naturalmente coloridas, assim como o cultivo de fibra com técnicas da agricultura orgânica. Estas iniciativas buscam atender a um pequeno nicho de produtos têxteis ecológicos e orgânicos, um mercado que vem se expandindo desde 1990. As fibras orgânicas e as coloridas já são cultivadas em 19 países, em grande parte produzidas por pequenos agricultores e comunidades tradicionais. Este estudo apresenta os principais
impactos da produção de têxteis
sobre o meio ambiente, além de caracterizar a organização da
produção
de algodão orgânico e naturalmente colorido. São apontadas algumas
iniciativas e restrições enfrentadas na produção e no processamento
dessas fibras. 2
- IMPACTOS AMBIENTAIS DA PRODUÇÃO DE TÊXTEIS As
primeiras preocupações com o impacto ambiental da produção de
têxteis de algodão focalizavam a etapa de acabamento dos tecidos.
Foi a partir de 1960 que integrantes do movimento ambientalista
passaram a incentivar a produção e o uso de roupas de algodão cru,
fabricadas com tecidos não alvejados (VAN ESCH, 1996). Duas décadas
depois, a atenção se volta para o impacto da produção da matéria-prima,
com as primeiras iniciativas de produção orgânica de algodão. Desde
1990 surgem as primeiras peças de roupas produzidas dentro do
conceito de moda ecológica. Os produtos têxteis ecológicos podem ser definidos como aqueles
que empregam pelo menos uma destas iniciativas de redução de impacto
ambiental, seja na produção agrícola, seja na etapa de acabamento,
com o uso de alternativas como o uso de corantes naturais ou de fibras
naturalmente coloridas. Entretanto, foi apenas no final dessa década
que a visão integrada dos diferentes segmentos da indústria têxtil
deu origem aos têxteis orgânicos, que são produzidos considerando o
impacto ambiental tanto da produção da matéria-prima como do
processamento industrial (SOUZA, 1998). NIMON e BEGHIN (1999) identificaram um adicional de preço de até 45% para a fibra orgânica, em função das dificuldades encontradas para sua produção. Este valor reflete um prêmio de 12,5% considerando apenas o conteúdo de fibra nos produtos têxteis elaborados com a matéria-prima orgânica. Isso explicaria, segundo os autores, o prêmio médio de 37% no preço final das roupas orgânicas, pelo atributo de qualidade ambiental embutido nas peças. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
3
- O ALGODÃO ORGÂNICO E O ALGODÃO COLORIDO |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Figura 1 - Problemas
Ambientais na Produção de Têxteis de Algodão. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Figura 2 -
Interfaces
entre Algodão Orgânico e Colorido. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
O
foco principal deste estudo é a interface criada entre a produção
de algodão cultivado com métodos da agricultura orgânica e o algodão
naturalmente colorido, uma vez que representa uma iniciativa de
fornecimento de matéria-prima para os têxteis orgânicos. Mas o algodão colorido não é, necessariamente, cultivado com métodos
orgânicos (MOHAMMADIOUN; GALLAWAY; APODACA, 1994). Nesses casos, o
algodão colorido representa uma opção de produção de matéria-prima
para tecidos ecológicos. Uma outra interface possível é a do
algodão colorido e transgênico, como o produzido no Turkmenistão, país
da ex-URSS, e as tentativas de empresas norte-americanas para
incorporar genes do índigo para obtenção de fibras azuis (BIO-PIRATERIA,
1999). Cabe ressaltar que as cores obtidas por meio de engenharia genética,
como no caso dos produtos transgênicos, não são aceitos para produção
ecológica de tecidos nem pelos padrões orgânicos para têxteis. Essa distinção é importante e pode ser melhor visualizada no
diagrama apresentado na figura 2. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
3.1
- O Algodão Orgânico O algodão orgânico é cultivado dentro de um sistema que
fomenta a atividade biológica, estimula a sustentabilidade e exige um
manejo diferente do sistema de produção convencional. Os sistemas orgânicos
dependem basicamente de insumos naturais, contribuindo para a saúde do
solo e das pessoas. O enfoque no agroecossistema pode trazer
profundas mudanças
para o produtor, que
pode necessitar de suporte técnico O início da produção com métodos orgânicos foi determinado
por vários fatores. Entre eles estão a decisão dos próprios
agricultores em função de problemas com o uso de agrotóxicos, o
apoio de ONGs que já trabalhavam com agricultura ecológica e passaram
a estimular a produção de algodão nas mesmas bases, ou ainda a
implementação de projetos-piloto em países menos desenvolvidos por agências
de cooperação de governos como os da Alemanha e Suécia (SOUZA, 1997).
O algodão para ser considerado orgânico precisa ser
certificado. A certificação é um instrumento de garantia de que o
algodão orgânico foi produzido dentro de um conjunto mínimo de
normas. Para manter a condição de orgânico até o produto final é
necessário que toda a cadeia de produção seja inspecionada e
certificada como orgânica. As condições de cultivo devem obedecer
práticas orgânicas, assim como as etapas subseqüentes, como o
beneficiamento, fiação e tecelagem, também devem ser certificadas
como orgânicas. A ausência dos chamados “insumos modernos” nos sistemas orgânicos
de produção faz com que se veicule a idéia preconceituosa de que são
sistemas “atrasados”, ou mesmo um “retorno ao passado”. Ao
contrário, a produção orgânica moderna de algodão requer um
manejo muito mais intensivo e inovador do que a forma convencional de se
produzir a fibra (THE ICAC, 1998). A fertilização do solo no cultivo orgânico provém de adubação
verde com leguminosas para aumentar os níveis de matéria orgânica e
de fixação de nitrogênio, de composto de origem animal e outros
fertilizantes e micronutrientes orgânicos aprovados pela agência
certificadora. O controle de ervas invasoras é feito através de um plano de
rotação de culturas, ou ainda por meios manuais e mecânicos, uma vez
que o uso de herbicidas é proibido pelos padrões orgânicos de produção.
Comparadas ao cultivo convencional, as despesas com essa operação são
mais altas, ao contrário do que ocorre com o uso de fertilizantes e
inseticidas. O manejo de pragas e doenças é feito através de práticas de
estímulo ao controle biológico. Os métodos permitidos pelas agências
certificadoras constam, basicamente, de monitoramento, pulverizações
com produtos de origem vegetal ou alguns óleos e sabões, uso de técnicas
de confusão como armadilhas de feromônios (hormônios sexuais de
insetos), catação manual e uso de organismos vivos, como Bacillus
thuringiensis, baculovirus ou o lançamento de insetos benéficos,
predadores e parasitas. A escolha do lugar é outro fator importante para o sucesso do
cultivo orgânico de algodão, seja para prover condições desfavoráveis
para a explosão populacional de pragas, seja para fornecer condições
naturais favoráveis para dissecar as plantas, no caso de colheita mecânica.
Isso ocorre por meio de controle de irrigação em algumas áreas de
algodão orgânico na Califórnia, e por meio de uma pequena geada que
ocorre em determinadas regiões do Texas. Existem diversos sistemas de produção de algodão orgânico,
desde os mais tecnificados, como os observados nos Estados Unidos, até
os menos tecnificados, como os que ocorrem no Brasil (SOUZA, 1998). Na Califórnia, as propriedades típicas que cultivam algodão
orgânico no San Joaquin Valley são grandes, com área total que pode
alcançar cerca de 1.000 hectares. Os produtores converteram tanto parte
da área como toda a propriedade ao cultivo orgânico. Devido à rotação
de culturas, a área dedicada ao algodão é bem menor que a área
total, variando entre 4 e 320 hectares a cada ano. Como a propriedade típica
consiste de vários campos, o algodão será cultivado em alguma
parcela, ocupando uma vez a cada 2 ou três anos a mesma área. As
culturas empregadas para rotação com o algodão são: alfafa, feijões,
leguminosas para adubo verde, tomate para indústria, aveia e trigo.
Todas as práticas agrícolas e insumos empregados precisam ser
aprovados pelas agências certificadoras (KLONSKY et al., 1995). A densidade de plantio é menor no cultivo orgânico, para
reduzir a competição pela luz, água e nutrientes e para promover um
maior desenvolvimento dos capulhos. As práticas de manejo de pragas e
doenças variam conforme a pressão de insetos e ácaros, que depende da
localização da área, das condições climáticas, da incidência no
ano anterior e das culturas e habitats mais próximos. As sementes são da variedade Acala, sem
tratamento com fungicidas, aprovadas pela legislação estadual e pelas
agências certificadoras. A produtividade observada na Califórnia é
menor no cultivo orgânico, variando de 720kg/ha a 1.120kg/ha de algodão
em pluma (3 a 5 fardos de 500 libras por hectare) e 1.200 a 1.600kg de
caroço de algodão por hectare (KLONSKY et al., 1995). No Brasil, a produção de algodão orgânico está a cargo de
pequenos produtores de Tauá, no Estado do Ceará, que empregam,
basicamente, mão-de-obra familiar, em cultivo consorciado com milho,
feijão, gergelim e guandu. No início do cultivo da fibra em bases
agroecológicas, no começo dos anos noventas, predominava o algodão
arbóreo (Gossypium hirsutum var.
maria galante), cultura tradicional na região. Ao longo dessa década,
diante da baixa produtividade obtida, o arbóreo foi sendo
gradativamente substituído, por solicitação dos agricultores, pelo
algodão herbáceo (Gossypium
hirsutum). As tecnologias empregadas nos sistemas de produção, em
1997, incluíram o plantio do algodão nas primeiras chuvas, em consórcio
com culturas anuais e leguminosas arbóreas/arbustivas como leucena
e guandu (Cajanus cajan), com
o uso de técnicas de conservação de solo e de cultivares precoces,
como CNPA 5M ou Precoce 1. A fertilização foi feita com esterco de gado e adubação
foliar com solução à base de esterco fresco fermentado, misturado com
outros produtos naturais obtidos no próprio local. Foram instaladas
armadilhas com feromônio, para monitoramento e captura de adultos do
bicudo e realizada a catação de botões florais que caíram no solo,
também para controle desse inseto. Além disso, usaram-se técnicas de
controle biológico disponíveis, como Trichogramma
sp, Beauveria bassiana e Bacillus
thuringiensis. O gado foi introduzido nas lavouras após a colheita,
seguido de poda das plantas de algodão arbóreo ou de sua erradicação,
no caso do herbáceo. As plantas de leucena e/ou guandu foram podadas
durante a estação chuvosa, para uso como cobertura morta (ESPLAR,
1997). Os rendimentos obtidos, segundo LIMA; OLIVEIRA; ARAÚJO (1997),
variam muito nas áreas experimentais conforme a distribuição de
chuvas. A precipitação média no estado foi de 511mm, com uma produção
média de 1.480kg/ha de algodão em caroço. Cultivado em sistema de
monocultura com um stand de
50.000 pés/ha, o algodão convencional apresentou uma produção de
29g/planta. As áreas experimentais de algodão orgânico apresentaram
um número menor de plantas/ha, em função dos consórcios acima
mencionados.
Na área 1 foram plantadas 19.800 plantas/ha. A precipitação foi de
393mm, o que representa 23% abaixo da média do estado e a produtividade
foi 19% inferior, com uma produção de 24g/planta. Na área 2, que teve
uma precipitação de 630mm, ou 23% acima da média, a produtividade foi
153% superior à média estadual. Essa última área mostrou um stand
menor, de 18.200 plantas/ha, e uma produtividade por pé mais elevada:
75g/planta. Ainda não há consenso sobre a viabilidade econômica do cultivo
do algodão orgânico. De acordo com UNCTAD (1996), as informações
disponíveis não são suficientes para determinar tendências de longo
prazo. Estima-se que nos países onde já se cultiva o algodão orgânico,
os custos de produção sejam 10% a 15% superiores aos do algodão
convencional e com rendimento 15% inferior. Apesar da escassez de estatísticas
oficiais sobre o cultivo
orgânico de algodão, a tabela 1 apresenta uma estimativa da produção
mundial.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
3.2
- O Algodão Colorido O algodão com fibras naturalmente
coloridas já existe há
cerca de 5.000 anos, nativo de uma ampla dispersão geográfica que
engloba o Egito, Paquistão, China e Américas Central, do Norte e do
Sul (VREELAND JUNIOR, 1993). É encontrado em duas cores, verde e marrom, em várias
tonalidades. Estas variedades foram sendo mantidas ao longo dos anos por
comunidades tradicionais do México, Guatemala e Peru. Cerca de 15 mil
índios e pequenos agricultores peruanos, que ainda cultivam
rotineiramente variedades nativas de algodão colorido e foram os
responsáveis por sua manutenção ao longo dos anos, representam o
maior grupo de produtores de fibras e fios naturalmente coloridos no
mundo (BIO-PIRATERIA, 1999). Variedades naturalmente coloridas
foram mantidas em casas de
vegetação por pesquisadores interessados em determinadas
características
genéticas, como resistência a pragas e doenças, sem contudo
incorporar melhorias na qualidade da fibra. A partir dos anos oitentas,
visando atender a um nicho de mercado, algumas dessas variedades
foram recuperadas e patenteadas por empresas norte-americanas e
posteriormente
adaptadas para cultivo em sistemas de produção orgânicos. Assim,
características desejáveis da fibra como comprimento, uniformidade,
finura, resistência e manutenção da cor, entre outras, passaram a ser
objeto de melhoramento genético
nos últimos dez anos, inclusive no Brasil pelo Centro Nacional de
Pesquisa de Algodão da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (CNPA/EMBRAPA)
(CHAUDRY, 1994; SANTANA et al., 1997). A principal vantagem do emprego da fibra colorida é a eliminação
do uso de corantes na fase de acabamento do tecido, o que reduz o
impacto ambiental do processo de tingimento, sendo apropriado para produção
de tecidos ecológicos e orgânicos. Outra vantagem da fibra
naturalmente colorida é o prêmio de até 100% que pode ser obtido
pelos produtores, em relação à fibra branca convencional. Mas o
algodão colorido também apresenta desvantagens. Pode contaminar algodões
brancos durante o cultivo e o beneficiamento deve ser realizado
separadamente. Sua produtividade é cerca de 10% menor do que as
variedades brancas comerciais e a pluma colorida nem sempre alcança as
exigências da fiação industrial. Além disso, são poucas as
opções de cores e há problemas de comercialização, dada a grande
incerteza que ainda existe nesse mercado (THE ICAC, 1993). Se as estimativas de produção de algodão orgânico são
escassas, as informações sobre algodão orgânico colorido são ainda
mais difíceis de serem obtidas. A área total cultivada com algodão
orgânico colorido nos Estados Unidos foi estimada em 2.500 a 2.800ha em
1994 (CHAUDRY, 1994). Há registros de apoio governamental para
produção em Israel, na Índia e na Austrália, além da produção por
comunidades tradicionais da Guatemala, México e Peru. No Peru cultiva-se cerca de 3.000ha por ano. As 3.500 toneladas
de algodão colorido atendem basicamente ao mercado local, com a
produção de camisetas para uniformes escolares distribuídos pelo
governo (VREELAND JUNIOR, 1999). O cultivo do algodão colorido por
comunidades tradicionais do Peru com potencial para ser certificado como
orgânico, representa uma alternativa ao cultivo de coca, além de
apresentar fortes elementos de fair
trade, ou comércio justo. Parte dessa produção vem sendo
organizada por empresas como a Pakucho, que recebe a certificação
orgânica da agência holandesa SKAL, e a Verner Frang, cuja produção
é certificada pela sueca KRAV. As principais empresas
norte-americanas que incentivam o
cultivo da fibra orgânica e colorida nos Estados Unidos são a Natural
Cotton Colours, Inc., que utiliza a marca registrada Fox Fibre, e foi
responsável pelo cultivo de 2.000 a 2.500ha em 1994, e a BC Cotton, Inc.,
com cerca de 400ha cultivados nesse mesmo ano (CHAUDRY, 1994). No Brasil, a iniciativa de produzir tecidos orgânicos com
algodão orgânico e colorido foi da Baobá, uma empresa de tecidos
artesanais de São Paulo, que já trabalhava com algodão orgânico. Os
tecidos orgânicos da empresa são certificados pelo Instituto
Biodinâmico (IBD), de Botucatu (SP), conforme
os padrões orgânicos para têxteis estabelecidos pela IFOAM3.
Diante da falta de fibra orgânica colorida certificada no País, foi
necessário recorrer à importação de matéria-prima da empresa
peruana Pakucho.
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
TABELA
1 - Estimativa da Produção Mundial de Algodão Orgânico, 1992 a 1997 |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
Fonte: Adaptado de ORGANIC (1999). |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
4 - CONSIDERAÇÕES
FINAIS As dificuldades para a expansão da produção de algodão orgânico
ainda são muitas. Falta ainda pesquisa
sobre alternativas técnicas
BIO-PIRATERIA:
la história de los algodones de pigmentación natural em las Américas. RAFI
COMMUNIQUE,
nov. 1993. 6p. Disponível: http://www.rafi.org/espanol/e19935.html
[capturado em 31 mar. 1999]. |
|||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|
|
|
|
|
|