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O que também é importante saber para se fazer um bom composto

Eng. Agro. Marcelo H. Anami e Prof. Dr. Enrique Ortega
Dept. de Engenharia de Alimentos FEA-Unicamp, Caixa Postal 6121- 13083-970, Campinas, Sao Paulo, Brasil
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Trabalho publicado em 30/03/2001

 
  1. As aparas de grama devem ser misturadas muito bem com outros materiais, pois tendem a se compactar, apodrecer e embolorar.
  2. Os restos de cozinha necessitam permanecer no centro do composto ou cobertos por uma fina camada de terra, pois, quando expostos atraem moscas.
  3. Materiais mais duros e grossos, como talos, galhinhos, gravetos etc., precisam ser picados, manual ou mecanicamente.
  4. Para produzir composto em maiores quantidades pode-se utilizar capim, restos de culturas de milho, cana, restos de horta, cascas de amendoim, cacau, algodão, mamona, serragem, etc.
  5. Os compostos devem conter, sempre que possível, matéria orgânica de origem animal. Estercos frescos de vaca, cavalos, ovelhas, porcos, galinhas são valorosíssimos. Podem representar até 1/3 da mistura total, para se ter controlada a relação Carbono/Nitrogênio (C/N), que deve estar em torno de 30:1.
  6. O controle de umidade é muito importante para a correta humificação do composto. Na operação de controle de umidade, é importante que todas as camadas tenham igual umidade, por isso, na operação de revolvimento deve-se misturar as camadas externas mais secas com a interna.
  7. O não aquecimento do composto, pode ser sinal de que tem umidade em excesso, e mais raramente falta d'água, a perda de água pode interromper o processo, dando a falsa impressão de que o composto está pronto.
  8. Faltando água a irrigação deve ser aplicada na forma de chuveirinho ao mesmo tempo que se revolve a pilha, pois, não se consegue irrigar perfeitamente sem revolvê-la. A água colocada somente na Superfície escorrerá pelos cantos formando em baixo um chorume.
  9. A boa aeração é importante pois permite a oxidação do material e que a decomposição seja aeróbia, e o outro efeito é permitir o aumento da temperatura, e este aquecimento elimina microrganismos patogênicos, e o com o arejamento elimina-se problemas de odores e presença de moscas o que é importante para o composto e para o meio ambiente.
  10. A aeração da pilha pode ser feita com o revolvimento ou pode ser utilizada uma técnica que consiste em colocar bambus durante a construção da pilha para promover a aeração da pilha, que é feita com a movimentação destes bambus enfiados na pilha de tempos em tempos. A quantidade varia em função do tamanho e altura da pilha e pode variar de 4 a 8 por metro linear da pilha (para pilhas com 1,5 m a 2,0 m de largura por 1,0 m a 1,5 m de altura).
  11. O calor desenvolvido no composto é o resultado da influência exercida por outros fatores que comandam o processo de decomposição. Havendo microrganismos, oxigênio, umidade, granulometria favorável e material com relação carbono/nitrogênio em torno de 30:1, haverá forçosamente, desenvolvimento de calor.
  12. Montada a pilha, o aparecimento do calor é a primeira informação que se tem de que o processo fermentativo se iniciou.
  13. Controle de nitrogênio: A proporção de nitrogênio nos resíduos orgânicos geralmente é maior do que fósforo e potássio. As principais causas de perdas de nitrogênio são: relação carbono/nitrogênio, índice de pH, conteúdo de umidade, aeração, temperatura e forma dos compostos nitrogenados. Uma das formas mais eficazes e fáceis de não se perder o nitrogênio é adicionar na pilha terra argilosa que retêm o nitrogênio contribuindo também para a estabilização do composto.
  14. Controle da decomposição por testes rápidos: Um teste bastante fácil de se fazer é o "teste da vara de madeira", e consiste em introduzir uma vara de madeira na pilha do composto, deixando-a permanentemente enterrada removendo a vara somente para as verificações. Ao retirar a vara podem ser feitas as seguintes observações se a vara estiver:
  1. Fria e molhada – na pilha não está havendo fermentação, provavelmente por excesso de água na massa;
  2. Levemente morna e seca, com traços de filamentos de fungos – a pilha necessita mais água;
  3. Quente, úmida e manchada de pardo escura – as condições para compostagem estão corretas;
  4. Livre de barro preto e com cheiro de mofo, podendo ser introduzida na pilha novamente facilmente – 
    O composto está pronto para ser usado.
Fonte para outras consultas:
Fertilizantes Orgânicos, de Edmar José Kiehl, Editora Agronômica Ceres Ltda. – São Paulo – 1985.

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