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Eng. Agro. Marcelo H.
Anami e Prof. Dr. Enrique Ortega
Dept. de Engenharia de Alimentos FEA-Unicamp, Caixa Postal 6121-
13083-970, Campinas, Sao Paulo, Brasil
Fone: +55 (19) 37884058 FAX: +55 (19) 37884027
Lab. de Engenharia Ecologica e Informatica Aplicada http://www.unicamp.br/fea/ortega/
Trabalho publicado em
30/03/2001
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- As aparas de grama devem ser misturadas muito bem com outros
materiais, pois tendem a se compactar, apodrecer e embolorar.
- Os restos de cozinha necessitam permanecer no centro do composto
ou cobertos por uma fina camada de terra, pois, quando expostos
atraem moscas.
- Materiais mais duros e grossos, como talos, galhinhos, gravetos
etc., precisam ser picados, manual ou mecanicamente.
- Para produzir composto em maiores quantidades pode-se utilizar
capim, restos de culturas de milho, cana, restos de horta, cascas de
amendoim, cacau, algodão, mamona, serragem, etc.
- Os compostos devem conter, sempre que possível, matéria
orgânica de origem animal. Estercos frescos de vaca, cavalos,
ovelhas, porcos, galinhas são valorosíssimos. Podem representar
até 1/3 da mistura total, para se ter controlada a relação
Carbono/Nitrogênio (C/N), que deve estar em torno de 30:1.
- O controle de umidade é muito importante para a correta
humificação do composto. Na operação de controle de umidade, é
importante que todas as camadas tenham igual umidade, por isso, na
operação de revolvimento deve-se misturar as camadas externas mais
secas com a interna.
- O não aquecimento do composto, pode ser sinal de que tem umidade
em excesso, e mais raramente falta d'água, a perda de água pode
interromper o processo, dando a falsa impressão de que o composto
está pronto.
- Faltando água a irrigação deve ser aplicada na forma de
chuveirinho ao mesmo tempo que se revolve a pilha, pois, não se
consegue irrigar perfeitamente sem revolvê-la. A água colocada
somente na Superfície escorrerá pelos cantos formando em baixo um
chorume.
- A boa aeração é importante pois permite a oxidação do
material e que a decomposição seja aeróbia, e o outro efeito é
permitir o aumento da temperatura, e este aquecimento elimina
microrganismos patogênicos, e o com o arejamento elimina-se
problemas de odores e presença de moscas o que é importante para o
composto e para o meio ambiente.
- A aeração da pilha pode ser feita com o revolvimento ou pode ser
utilizada uma técnica que consiste em colocar bambus durante a
construção da pilha para promover a aeração da pilha, que é
feita com a movimentação destes bambus enfiados na pilha de tempos
em tempos. A quantidade varia em função do tamanho e altura da
pilha e pode variar de 4 a 8 por metro linear da pilha (para pilhas
com 1,5 m a 2,0 m de largura por 1,0 m a 1,5 m de altura).
- O calor desenvolvido no composto é o resultado da influência
exercida por outros fatores que comandam o processo de
decomposição. Havendo microrganismos, oxigênio, umidade,
granulometria favorável e material com relação carbono/nitrogênio
em torno de 30:1, haverá forçosamente, desenvolvimento de calor.
- Montada a pilha, o aparecimento do calor é a primeira
informação que se tem de que o processo fermentativo se iniciou.
- Controle de nitrogênio: A proporção de nitrogênio nos
resíduos orgânicos geralmente é maior do que fósforo e
potássio. As principais causas de perdas de nitrogênio são:
relação carbono/nitrogênio, índice de pH, conteúdo de umidade,
aeração, temperatura e forma dos compostos nitrogenados. Uma das
formas mais eficazes e fáceis de não se perder o nitrogênio é
adicionar na pilha terra argilosa que retêm o nitrogênio
contribuindo também para a estabilização do composto.
- Controle da decomposição por testes rápidos: Um teste bastante
fácil de se fazer é o "teste da vara de madeira", e
consiste em introduzir uma vara de madeira na pilha do composto,
deixando-a permanentemente enterrada removendo a vara somente para
as verificações. Ao retirar a vara podem ser feitas as seguintes
observações se a vara estiver:
- Fria e molhada – na pilha não está havendo fermentação,
provavelmente por excesso de água na massa;
- Levemente morna e seca, com traços de filamentos de fungos – a
pilha necessita mais água;
- Quente, úmida e manchada de pardo escura – as condições para
compostagem estão corretas;
- Livre de barro preto e com cheiro de mofo, podendo ser introduzida
na pilha novamente facilmente –
O composto está pronto para ser usado.
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