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O Comportamento do Consumidor Brasileiro de Açúcar Orgânico |
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Trabalho publicado em 23/05/03
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Este trabalho foi desenvolvido
para a conclusão do curso de pós-graduação em Administração de
Marketing da Fundação Armando Álvares Penteado, São Paulo, sendo
escrito por Alexandre Moreno, Sueli Reis, Omar Saade e Juliana Sales, e
buscou traçar o perfil do consumidor brasileiro de açúcar orgânico,
procurando identificar se existiam diferenças em seu comportamento
quando inseridos em diferentes mercados: feiras orgânicas e
supermercados. A seguir segue um resumo desta monografia. |
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Após a realização das
pesquisas pôde-se identificar que o consumidor de açúcar orgânico de
feiras orgânicas possui necessidades e comportamentos diferentes do
consumidor do mesmo produto que realiza suas compras no supermercado. Pôde-se observar que o
consumidor de feiras orgânicas não se dirige a ponto de venda
simplesmente para comprar produtos orgânicos, mas também para
conversar e interagir com os produtores e outras pessoas que seguem a
mesma filosofia. Observou-se ainda tratar-se de um público fiel,
tradicional e mais critico com relação aos produtos que seguem o
conceito orgânico, que expressa nos seus hábitos de alimentação uma
forma de prazer e preocupação, principalmente com a saúde e meio
ambiente. E o mais interessante, é que o preço pago por isso não é
relevante para a maioria desses consumidores. Por outro lado, para o
consumidor de açúcar orgânico de supermercado o preço é um fator
muito importante. Apesar da maioria saber o conceito de produto orgânico
e estar em busca de saúde, este consumidor esta mais preocupado em
quanto vai gastar para adquirir o produto do que o consumidor que freqüenta
feiras orgânicas. A maior parte destes consumidores não esta muito
interessado nas questões ambientais ou princípios que possam
justificar o preço do produto. Também se pôde constatar que
nos supermercados uma parcela significativa de pessoas não consome açúcar
orgânico por falta de informações sobre o produto. Isto pode ser
visto como uma oportunidade para marcas como a Native e a Zucc. Porém,
antes de implementar campanhas de divulgação com resultados insatisfatórios,
como aponta a pesquisa, estas empresas precisam estudar estratégias
mais eficientes, principalmente no tocante promoção e preço. Para
isto, devem analisar os erros e acertos do passado, procurando
adequar-se às necessidades, comportamentos e valores deste publico,
visando conquista-lo e fidelizá-lo. Acredita-se no crescimento
deste segmento da economia no Brasil, desde que haja a preocupação em
ampliar a base de consumidores de açúcar orgânico. Mas para que isto
ocorra, é preciso que as empresas atuantes neste mercado adotem estratégias
diferentes das utilizadas nos últimos anos. Caso contrário, o açúcar
orgânico continuará sendo consumido por pessoas muito preocupadas com
meio ambiente e/ou como um artigo de luxo. Uma dessas alternativas seria
aumentar sua base de distribuição, visando fazer com que o produto
chegue ao consumidor com um preço menor em relação aos praticados nos
supermercados, que muitas vezes possuem um alto markup. Alguns exemplos
seriam as farmácias de manipulação, redes de drogarias, lojas e
restaurantes de produtos naturais, além das feiras de rua
(convencionais). Outra estratégia seria
definir e desenvolver um planejamento em relação à comunicação
envolvendo publicidade ou patrocínio que fosse realizado de forma contínua.
Isto teria papel fundamental na fixação da marca. Ainda neste aspecto
as empresas poderiam utilizar algum de seus produtos, como café, suco
de laranja, em embalagens menores (individuais) e desenvolver um
trabalho de divulgação em escolas e universidades. Também vale destacar que, o médico
pode ter papel determinante como formador de opinião. Isto pode
significar uma grande oportunidade para estas empresas, uma vez que
poderiam se aproximar de grupos de pesquisadores, no intuito de promover
estudos científicos voltados à nutrição. Outro fator importante
constatado foi a de uma parcela considerável de pessoas que não
consome açúcar, seja ele orgânico ou convencional. Para muitos o
produto não possui imagem de alimento saudável, sendo inclusive
considerado algo que deve ser evitado ou substituído. Uma estratégia
para se conquistar este consumidor seria o desenvolvimento de produtos
à base de mel ou outras fontes orgânicas de açúcar como as
encontradas em frutas e cereais. Por fim, é importante
salientar que em mercados como o europeu, por exemplo, os picos de
crescimento ocorreram mediante fatos negativos de grande repercussão,
como a “vaca louca”. Estes fatos ocasionaram uma grande transferência
de consumidores para os produtos orgânicos, refletindo-se em um novo hábito
de consumo. Segundo dados secundários avaliados nesta pesquisa, não
consta ocorrer nestes casos um retorno aos patamares anteriores, pois
este cliente uma vez conquistado e motivado normalmente não volta a
consumir produtos convencionais. É importante destacar que, ao se traçar
um paralelo em relação ao Brasil, observa-se que até o momento não
ocorreram grandes fatos relacionados a contaminações alimentares
capazes de alavancar um crescimento deste mercado. |
| Mais informações poderão ser obtidas junto aos autores através do e-mail: alexandre.moreno@terra.com.br ou sueli@syntese.com.br. |
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