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Regulamentação na União
Européia / produção e
rotulagem orgânicas - 2007 |
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Os
ministros de agricultura da União Européia chegaram a um acordo político
sobre um novo regulamento relativo à produção e rotulagem orgânicas, que
será mais simples tanto para os agricultores quanto para os consumidores.
As novas regras estabelecem um conjunto completo de objetivos, princípios
e regras básicas para a produção orgânica, e incluem um novo regime
permanente de importação e um regime de controle mais coerente. O uso do
logo orgânico da UE será obrigatório, mas pode ser acompanhado de logos
nacionais ou privados.
Saiba mais sobre o novo regulamento: |
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Estabelecerá mais explicitamente os objetivos,
princípios e regras de produção para a agricultura orgânica e, ao mesmo
tempo, dará flexibilidade para lidar com as condições locais e
diferentes estágios de desenvolvimento,
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Assegurará que os objetivos e princípios se
apliquem igualmente a todas as etapas da pecuária e aqüicultura
orgânicas, produção orgânica de plantas e rações, além da produção de
alimentos orgânicos,
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Esclarecerá as regras relativas a transgênicos,
especialmente a que estipula que os produtos transgênicos continuam
rigorosamente proibidos para uso na produção orgânica e que o limite
geral de 0,9 por cento de presença acidental de transgênicos aprovados
também se aplica a alimentos orgânicos,
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Fechará as saídas pelas quais, atualmente, a
presença não intencional de transgênicos acima do limite de 0,9 por
cento não impede a venda de produtos como orgânicos,
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Tornará compulsório o logo da UE para produtos
orgânicos domésticos, mas permitirá que o mesmo seja acompanhado de
logos nacionais ou privados a fim de promover o “conceito comum” de
produção orgânica,
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Não proibirá padrões privados mais rígidos,
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Assegurará que somente os alimentos contendo pelo
menos 95 por cento de ingredientes orgânicos possam ser rotulados como
orgânicos,
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Permitirá que produtos não orgânicos indiquem
ingredientes orgânicos somente na lista de ingredientes,
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Não incluirá o setor de restaurantes e cantinas,
mas permitirá que os Estados Membros regulamentem este setor se assim
desejarem, enquanto aguardam uma revisão a nível de UE em 2011,
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Reforçará o enfoque de controle com base em risco
e melhorará o sistema de controle, alinhando-o com o sistema oficial da
UE para o controle de alimentos e rações, que se aplica a todos os
alimentos e rações, porém mantendo os controles específicos usados na
produção orgânica,
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Estabelecerá um novo regime permanente de
importação, permitindo que terceiros países exportem para o mercado da
UE sob condições iguais ou equivalentes às de produtores da UE,
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Exigirá a indicação da origem agrícola dos
produtos, inclusive para os produtos importados que tenham o logo da UE,
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Criará a base para acrescentar regras para a
aqüicultura orgânica, bem como vinhos, algas e fermentos orgânicos,
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Não fará qualquer alteração à lista de
substâncias permitidas na produção orgânica e requererá a publicação de
exigências para a autorização de novas substâncias e um sistema
centralizado para decidir sobre quaisquer exceções,
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Servirá de base para que as regras detalhadas
sejam transferidas da Regulamentação antiga para a nova, contendo entre
outros itens as listas de substâncias, regras de controle e outras
regras detalhadas.
Em 2005, na União
Européia com 25 Estados Membros, cerca de 6 milhões de hectares ou estavam
sendo cultivados organicamente ou em processo de conversão para a produção
orgânica. Isto marca um aumento de mais de 2 por cento em comparação com
2004. Durante o mesmo período, o número de operadores orgânicos cresceu em
mais de 6 por cento. |
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Grupo da UE (União Européia) da IFOAM, em cooperação
com organizações associadas, organizou o Congresso Orgânico Europeu
de 4 a 5 de dezembro de 2007, em Bruxelas, Bélgica |
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Atenuar a perda da biodiverisadade é um dos desafios do momento |
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O Plano de Ação da UE sobre alimentos e agricultura orgânicos precisa de
uma avaliação sólida e acompanhamento: Algumas ações foram iniciadas,
outras já estão concluídas. Entretanto, em certas áreas, tais como o
desenvolvimento rural, pesquisa orgânica e contaminação por organismos
geneticamente modificados, o plano teve pouco ou nenhum impacto. Ao
mesmo tempo, a Comissão iniciou a sua revisão da CAP (Política Agrícola
Comum) do meio do período – o chamado Check-up – e a revisão do
orçamento para 2008/9 está em andamento, juntamente com a discussão
sobre o período pós-2013. Tudo isto influenciará a estrutura política da
CAP e especificamente o papel da agricultura orgânica. Além disso, a
política no futuro tem que considerar os atuais desafios ambientais,
tais como a atenuação das alterações climáticas e a prevenção da perda
de biodiversidade.
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Objetivos do Congresso |
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avaliar a situação atual da produção orgânica na UE e a legislação
pertinente; |
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identificar a contribuição da produção orgânica a vários objetivos
políticos da UE; e |
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definir recomendações claras que permitam um
desenvolvimento dinâmico do setor de alimentos e agricultura
orgânicos para os anos vindouros. |
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Em anos recentes, a produção orgânica tem recebido cada vez maior
atenção em debates públicos sobre agricultura. Vários escândalos
relacionados a alimentos, incluindo a crise da BSE (“vaca louca”),
pressionaram aqueles responsáveis pelas políticas a reconhecerem o
potencial dos alimentos e
agricultura orgânicos – que oferecem uma solução
para muitos dos problemas que a agricultura está enfrentando no
momento.
Como resultado, a maioria dos Estados Membros da UE estabeleceram
planos de ação ou programas especiais para impulsionar o seu
desenvolvimento. A própria Comissão Européia lançou um plano de ação
orgânico da UE em junho de 2004. A produção orgânica tornou-se um
pilar importante dentro da CAP e de programas de desenvolvimento
rural. |
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O Quadro
Político |
Fica claro que o
ambiente político para a agricultura mudou, e continua mudando.
Isto apresenta tanto oportunidades como desafios para o setor
orgânico.
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A
Estratégia de Lisboa (Lisbon Strategy) para impulsionar o
crescimento, empregos e inovações é a principal estratégia da UE que
abrange todas as áreas da política pública (a Estratégia de Gotemburgo (Göteborg
Strategy) também exige que a sustentabilidade seja levada em conta).
O orçamento da UE para o novo período financeiro (2007-2013) foi
reduzido, o que significa menos dinheiro disponível para programas de
desenvolvimento rural. Esta é uma das ferramentas mais importantes para
equilibrar os incentivos reduzidos que a produção orgânica recebe de
outros instrumentos de financiamento agrícola. |
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O
Check-up da CAP e a revisão do orçamento para 2008/2009
influenciarão ainda mais a estrutura da política agrícola. O futuro do
primeiro pilar da CAP para depois de 2013 é incerto.
Os cidadãos, e portanto contribuintes, estão dispostos a aceitar
subsídios agrícolas apenas se os mesmos proporcionarem benefícios
públicos adicionais.
Finalmente, a agricultura da UE tem que estar em conformidade com os
acordos da OMC |
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Temas ambientais têm importância cada vez maior na
agenda política |
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Líderes políticos, tais como Tony Blair e Angela
Merkel, vêm declarando que a atenuação das mudanças climáticas é um
dos maiores desafios que os seres humanos enfrentam;
Governos da UE se comprometeram a envidar esforços para estancar a
perda de biodiversidade até 2010;
A Comissão Européia lançou diversas iniciativas ambientais, tais
como a comunicação de biodiversidade, a diretriz para o uso do solo
e a estratégia relativa a pesticidas.
Além disso, o tema dos transgênicos na agricultura
européia continua sendo um assunto polêmico, e coloca uma ameaça à
produção orgânica. |
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A agricultura orgânica enfrenta seus próprios
desafios, incluindo: |
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Os Estados Membros apóiam a agricultura orgânica em diferentes
níveis e de formas diferentes, levando a desigualdades e
concorrência injusta; |
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A agricultura orgânica não pode competir de forma
justa com a agricultura convencional porque esta última expõe
seus custos e geralmente recebe mais subsídios;
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A (ainda) pequena escala da agricultura orgânica
significa falta de alguns insumos orgânicos, dependência
exagerada da agricultura convencional, infra-estrutura muito
pouco desenvolvida e sistemas que são menos equilibrados do que
deveriam ser; |
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O nível de pesquisa é insuficiente e a oferta de
orientação é cheia de falhas; |
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Apesar da
regulamentação orgânica, os padrões e a certificação variam
significativamente entre os diversos países, especialmente nos
países fora da UE; e pressões comerciais e escala cada vez maior
estão criando tensões relativas à pureza e integridade dos
produtos orgânicos. |
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Mais infs:
http://www.ifoam.org/ |
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