Seu completo
desenvolvimento necessita em média 40 dias, quando atingem cerca
de 25mm. Apresentam coloração branco transparente, com numerosas
pontuações dorsais e laterais castanhas, possuem cápsula
cefálica marrom escura ou amarela.
PREJUÍZOS – As lagartas, quando atacam as
canas novas, causam a morte da gema apical, cujo sintoma é
conhecido por "coração morto".
Em cana adulta, além do dano anteriormente
descrito, ocorre perda de peso, brotação lateral, enraizamento
aéreo, canas quebradas e entrenós atrofiados. Nos orifícios
deixados pelas lagartas penetram fungos que ocasionam a Podridão
Vermelha, que determina queda no rendimento industrial pela
inversão da sacarose, diminuição da pureza do caldo e problemas
de contaminações no processo de fermentação alcoólica.
SALA DE POSTURA: Nessa sala são
mantidas as câmaras com adultos para obtenção de posturas. O
acasalamento dos adultos macho e fêmea, resultam na fecundação
dos ovos. As folhas de papel desinfectadas e secas, são
recortadas para separar as massas de ovos que são selecionadas em
placas petri (previamente forradas com papel de filtro e umedecida
com solução de sulfato de cobre). As placas com os ovos devem
ser mantidas em sala apropriada, com temperatura controlada entre
20 e 22c. O período de incubação dos ovos nessa temperatura é
de 5 a 6 dias.
INOCULAÇÃO DOS OVOS EM TUBOS COM DIETA:
A inoculação consiste em transferir as massas (20 a 30 ovos em
média) para os tubos com dieta, onde são levados para uma sala
apropriada com temperatura controlada entre 28 a 30C. As lagartas
recém-eclodidas se alimentam da dieta, em 15 a 18 dias
apresentarão um desenvolvimento normal, então estarão aptas a
servirem de hospedeiros aos parasitóides COTÉSIA FLAVIPES.
SALA DE INOCULAÇÃO DE BROCAS:
Posteriormente a lagarta é retirada do tubo e selecionada, faz-se
a inoculação, procurando-se a fêmea de Cotésia Flavipes que
imediatamente efetua a postura dos ovos na lagarta. A seguir esta
lagarta é colocada em caixa plástica e alimentada com tabletes
de dieta de realimentação, onde são mantidas em sala apropriada
com temperatura controlada entre 26 a 28C.
BROCAS (LAGARTAS): A broca
encontra-se vulnerável ao ataque da Cotésia Flavipes, na sua
fase de lagarta. O ataque se inicia por uma picada do parasito,
quando um lote de ovos é depositado no interior do corpo da
lagarta. Estes dão origem a larvinhas que se desenvolverão as
custas, especialmente dos tecidos de reserva da lagarta.
Completado o período de alimentação, as pequenas larvas migram
para fora do corpo da lagarta e formam casulos, dando continuidade
a seu ciclo, a lagarta por sua vez, morre, sem conseguir completar
seu ciclo.
MASSAS: Dez a treze dias após a
inoculação, faz-se a primeira revisão, retirando-se as massas
de Cotésia Flavipes formadas, e estas são colocadas em copos
plásticos. À medida que se aproxima a emergência dos adultos (3
a 4 dias), as massas vão se tornando escuras até eclodirem.
COTÉSIA FLAVIPES: Após a
eclosão das massas obtemos a Cotésia Flavipes que destinam-se à
liberações no campo para o controle biológico da broca da
cana-de-açúcar, em diferentes áreas ecológicas.
CRISÁLIDA: Quando a lagarta não
é atacada pela Cotésia, fica velha e se transforma em
crisálida, e a crisálida por sua vez, após a emergência se
transforma em adulto (borboleta) macho ou fêmea.
ADULTOS: Os adultos são sexados e
transferidos para câmara de acasalamento (45 fêmeas e 60
machos), onde as fêmeas efetuam as posturas em papel sulfite. As
fêmeas são maiores, asas anteriores geralmente pouco pigmentadas
e abdome volumoso. Os machos são menores, asas anteriores
geralmente com pigmentação bem visível e abdome delgado.
DIETA: A dieta artificial
(alimento da broca) é uma ração balanceada, preparada à base
de levedura, farelo de soja, germe de trigo, açúcar, vitaminas e
anticontaminantes.
INTRODUÇÃO: O controle
biológico da broca da cana-de-açúcar, através da utilização
de seus inimigos naturais, tornou-se entre nós, principalmente
nos últimos anos, uma prática bastante difundida e utilizada nas
Usinas de Açúcar e Destilarias de Álcool. A
Cotésia Flavipes é um parasitóide larval primário, parecendo
ser tão prolífero como seus hospedeiros naturais, foi
introduzida no Brasil desde 1970, visando controlar a broca da
cana-de-açúcar.O uso de um parasito como controlador biológico,
depende basicamente de um eficiente método de produção massal,
liberações no campo e potencial da espécie para reprimir a
praga.