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A partir de 21 de outubro de 2002, passa
a vigorar, nos Estados Unidos a nova regulamentação sobre
produção e comercialização de produtos orgânicos. De acordo com
as novas normas, todas as certificadoras precisam estar reconhecidas
pelo USDA – Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. Isso
significa que todo e qualquer produto organico para ser
comercializado, necessita que sua certificadora esteja reconhecida
pelo governo americano e a desobediência a essas normas implicará
na proibição da venda do produto no país.
Se essa nova regulamentação impõe controles severos à
produção organica, ela traz um desdobramento importante, até
então ausente na comercialização de tais produtos. A partir de 21
de outubro, os pontos de varejo onde se vendam produtos orgânicos
frescos, tais como hortaliças e frutas, estarão também obrigados
a seguir estritas regras a fim de que o transporte, armazenamento e
exposição nas areas de venda estejam corretos e não promovam a
contaminação dos produtos, garantindo a sua integridade.
A violação às regras acarretará multas severas. Espera-se que
os responsáveis pelos setores de hortaliças e frutas nos
supermercados se adaptem aos novos criterios de comercialização de
produtos organicos, reanalisando todos os protocolos e controles em
pontos-chave no recebimento desses produtos. Com as novas regras
torna-se necessária a implementação de um novo programa e o
treinamento de pessoal nos procedimentos que mantenham a integridade
do produto e satisfaçam as novas exigências.
Se é verdade que, em geral, o varejo precisa estar bem informado
sobre produtos orgânicos e todos os procedimentos que o cercam tais
como certificação e rastreabilidade para garantir a sua
integridade até a sua aquisição pelo consumidor, esse fato se
torna mais premente nos Estados Unidos, onde é comum encontrar o
produto orgânico comercializado a granel, sem uma embalagem que o
pre-qualifique como orgânico. Nesse caso, é mais que oportuna a
implantação de regras rígidas de transporte, armazenamento e
exposição na area de venda, para que produtos hortigranjeiros
convencionais e organicos não se misturem e o consumidor saia
perdendo, ao comprar "gato por lebre".
Para se obter a compreensão ampla dos estatutos organicos
federais e um treinamento passa-a-passo para a sua implementação,
o OTA (Organic Trade Association) criou um manual de Boas Práticas
de Varejo para Produtos Orgânicos (GORP - Good Organic Retailing
Practices). Esse manual explica as novas regras sobre o recebimento,
armazenamento, preparação, empacotamento, identificação e
exposição na áreas de venda de produtos orgânicos, além de
treinamento de pessoal e indicar a documentação necessária.
Esse programa foi criado pelo OTA com a orientação da
Associação Independente de Inspetores Organicos (IOIA) e aborda
todos os pontos críticos no varejo, onde os cuidados devem ser
redobrados a fim de impedir a contaminação e a mistura com os
produtos convencionais.
A nova regulamentação aponta os pontos criticos onde pode haver
mistura dos produtos organicos com os convencionais ou sua
contaminação por substancias tóxicas.
Eis as situações que
devem ser evitadas: |