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Atualmente,
os conhecimentos acumulados pelos profissionais das ciências
agrárias, (sobretudo brasileiros e argentinos) permitem a
montagem de projetos com alto grau de certeza no sucesso de
ousadas metas de produtividade na produção animal com
alimentação à base de pasto verde. Além dos bovinos, outras
espécies podem ser utilizadas no sistema, de modo especial
bubalinos (búfalos), ovinos (ovelhas), caprinos (cabras) e
suínos (porcos). O acompanhamento técnico é indispensável para
que o processo se desenvolva com êxito. No Brasil, devido à sua
condição privilegiada no globo terrestre, entre a linha do
Equador e o trópico de Capricórnio, a luz solar incide sobre seu
território durante todas as estações do ano, uma das
condições essenciais para o acelerado crescimento dos vegetais,
através da fotossíntese. Com isso, é possível manter
permanentemente os animais em regime de pastoreio, o contrário
das nações desenvolvidas, obrigadas a recolhê-los em estábulos
para abrigá-los do frio e da neve. Nesses países, são
necessários de 7 a 8 Kg de grãos para a produção de um
quilograma de peso vivo bovino. No Brasil, podemos obter um
quilograma de peso vivo com 50Kg de pasto verde, colhido
diretamente pelo animal, mais água e umas pitadas de sal. Criadas
as condições para tal, o próprio bovino colhe a sua comida e
distribui de forma uniforme seus excrementos sobre o solo,
fertilizando-o sem o uso de adubos solúveis formulados e poupando
mão-de-obra.
Por ser uma tecnologia de processo, com princípios universais que
podem ser adaptados ao clima, às espécies vegetais e aos solos
específicos de cada região, o Pastoreio Voisin atende plenamente
os princípios da agroecologia, sendo uma importante ferramenta
para a implementação da chamada pecuária orgânica no país. |
Fontes:
Texto "Pastoreio Voisin: caminho para a pecuária
sustentável", de Humberto Sorio Jr., Instituto Elo –
Botucatu – SP, 2001.
"Pastoreio Voisin: caminho para a pecuária leiteira
lucrativa", Revista "Agroecologia Hoje", n.02,
abril/maio, 2000. |